Linhaça: benefícios e propriedades medicinais

A linhaça (Linum usitatissimum) é uma planta medicinal também conhecida como linhaça-dourada, linho, flax e linseed (inglês). Inclui as espécies Linum lewisii e Linum perenne. Pertence à família Linaceae. O óleo das sementes de linhaça concentra grande parte das propriedades curativas.

Benefícios da linhaça

A linhaça é considerada um dos alimentos mais poderosos do planeta, vez que apresenta algumas evidências que conseguem diminuir o risco de doença cardíaca, câncer, acidente vascular cerebral e diabetes. As propriedades da semente de linhaça ajudam a melhorar a digestão, reduzir o colesterol, equilibrar os hormônios, reduzir o desejo de açúcar, promover a perda de peso e combater o câncer. Suas pequenas sementes (castanhas, bronzeadas ou douradas) são ricas em ácidos graxos ômega-3, chamados ácidos alfa-linolênico (ALA).

A linhaça é enriquecida com alguns dos nutrientes mais essenciais e básicos que nosso corpo requer, incluindo fibras, proteínas, magnésio, cálcio, fósforo, lignanas, dentre outros nutrientes e minerais. Uma porção (3 colheres de sopa) contém:

  • Fibras (8g);
  • Fósforo (19%);
  • Magnésio (30%);
  • Manganês (35%);
  • Ômega-3 (ALA) 6,338mg;
  • Selênio (10%);
  • Vitamina B1 (31%).

As lignanas da linhaça ajudam a combater altos níveis de estrogênio e ajudam na manutenção de níveis hormonais balanceados, sendo que o vegetal é a principal fonte lignanas em dietas humanas (as sementes de linhaça contêm cerca de 7 vezes mais lignanas que as sementes de sésamo, mais próximas do segundo nível). As sementes ainda são densas em energia e promovem saciedade no organismo (sensação de estar cheio), facilitando o controle de peso. Além disso, a planta contém grande e boa quantidade de ferro, vitamina B6, potássio, zinco e cobre. Tais características a tornam um dos alimentos mais nutritivos e indicados para todos os tipos de dietas.

Na culinária, as sementes podem ser consumidas cruas ou cozidas. Pode ser acrescentados a cereais, pães, biscoito, molhos e iogurtes. Para usufruir dos efeitos laxativos, se pode ingerir diretamente duas colheres de sopa das sementes (é necessário consumir bastante líquidos para o laxante ter o efeito desejado). O chá de linhaça possui propriedades emolientes.

Óleo de linhaça

O óleo da linhaça pode ser extraído por meio de suas sementes, muito famosas entre os adeptos de uma vida mais saudável e natural, as quais concentram a maior parte de todas as propriedades cultivadas da Linum usitatissimum. Dentro dos seus usos tradicionais podemos citar os seguintes:

  • Asma;
  • Artrite;
  • Bronquites;
  • Catarro;
  • Cistite;
  • Constipação;
  • Dor de garganta;
  • Herpes;
  • Pneumonia;
  • Pleurisia;
  • Psoríase;
  • Queimaduras;
  • Tosse.

Além disso, o óleo de linhaça possui diversas propriedades medicinais e age como antitussígeno, analgésico, emoliente, anti-inflamatório, laxante, expectorante, nutritivo e demulcente. O óleo de linhaça é amplamente usado para perda de peso.

Contraindicações e efeitos colaterais da linhaça

As sementes contêm uma quantidade pequena de ácido prússico, portanto, deve-se evitar usar as sementes não maduras (verdes), vez que podem ser ligeiramente tóxicas.

História e curiosidades

As sementes de linho são consumidas há mais de 6.000 anos e podem ter sido as primeiras sementes de superalimentos cultivadas dentro do nosso solo. O linho foi cultivado na Babilônia já em 3000 a.C. No século VIII, o rei Carlos Magno acreditava tão fortemente nos benefícios para a saúde que ele aprovou as leis que exigem que seus servos a consumissem.

O nome da espécie “usitatissimum” traduzido significa “muito útil”, fazendo jus a todos os seus benefícios e aspectos nutritivos tão potentes, já que apenas uma pequena quantidade por dia pode ser o suficiente para uma vida mais nutritiva e saudável. As fibras de algumas espécies são usadas para fazer papel, linho e barbante. Mahatma Ghandi disse uma vez que “sempre que as sementes de linho se tornarem uma alimento regular entre as pessoas, a saúde melhorará.

Referências:
Green, A. G. “Genetic control of polyunsaturated fatty acid biosynthesis in flax (Linum usitatissimum) seed oil.” TAG Theoretical and Applied Genetics 72.5 (1986): 654-661.
Green, A. G., and D. R. Marshall. “Variation for oil quantity and quality in linseed (Linum usitatissimum).” Australian Journal of Agricultural Research 32.4 (1981): 599-607.

Comentários

2 Comentários

  1. Tassiana

    Uso a mais de 2 anos e me ajudou muito com a constipação e prisão de ventre e lógico que adicionei com uma alimentação adequada. Mas tudo melhorou meu peso a pele. E a disposição.

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