Papoula-vermelha: efeitos colaterais e propriedades medicinais

A papoula-vermelha (Papaver rhoeas) é uma planta medicinal também conhecida como papoila, papoula-de-flor-vermelha, papoula-de-sangue, papoula-do-campo, corn poppy e red poppy (inglês), dentre outros nomes populares. As papoulas pertencem à família Papaveraceae.

Benefícios e propriedades medicinais da papoula-vermelha

O ópio é derivado das vagens da semente verde da papoula-branca (Papaver somniferum), espécie que era originalmente usada como uma medicina para tratar dores, diarreia e tosses. Contudo, o abuso do ópio causava dependência e vício, fator que gerava inúmeros problemas sociais e causou a proibição do cultivo da espécie na maioria dos países do mundo. Antes do advento dos herbicidas, a Papaver rhoeas, considerada uma erva-daninha, florescia de forma tão abundante nos campos agrícola, sendo até mesmo confundida com um cultivo.

A papoula-vermelha é um narcótico moderado e age adstringente, analgésico, anódino, anticancerígenas, antiespasmódico, anódina, carminativo, diaforético, expectorante, febrífugo, sedativo e tônico. Em forma de chá, proporciona bons resultados em afecções que atingem o sistema respiratório. Inclui ações benéficas para os pulmões no tratamento amigdalite, asma, bronquite, pleurisia (inflamação das pleuras pulmonares), pneumonia e tosse. Em casos de insônia e nervosismo, só deve ser utilizada sob recomendação e supervisão médica. Pode ser útil para tratar problemas digestivos, incluindo casos de diarreia e disenteria. As folhas jovens podem ser consumidas em saladas. A manteiga e o óleo das sementes pode ser usado para cozinhar. As pétalas são usadas como um colorífico para chás, vinhos e remédios naturais.

Composição da papoula-vermelha

A Papaver rhoeas possui cerca de 25 alcaloides em sua composição, incluindo a codeína, morfina, noscapina, papaverina, rhoeadine (antitussígeno e sedativo leve) e tebaína. Além disso, possui ácido mecônico, antocianinas, ferro, fibras, fósforo, mucilagem, tanino, tiamina, vitamina B, dentre outras substâncias. Um híbrido quase preto da Papaver rhoeas, conhecido como Evelina, foi criado na Itália no final da década de 1990 e ficou conhecido como Papaver dubium. A substância mais conhecida na composição da papoula é o ópio, que pode ser retirado do látex das cápsulas das flores que ainda não chegaram a ficar maduras.

A Papaver rhoeas geralmente floresce no final da primavera e cresce até cerca de 70 cm de altura. As hastes possuem flores simples, grandes e vistosas, com quatro pétalas que são vermelhas vivas, mais comumente com uma mancha preta em sua base. As pétalas se sobrepõem umas às outras. Pode produzir até 400 flores em uma estação quente, apesar delas durarem apenas um dia. O caule da flor é geralmente coberto com pelos grossos que são mantidos em ângulo reto com a superfície. As cápsulas são lisas e possuem formato de ovo. Como muitas outras espécies do gênero, exala látex branco a amarelado quando os tecidos são quebrados.

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Chá de papoula-vermelha

O chá de papoula-vermelha é consumido por no máximo 3 vezes durante o dia.

Ingredientes

  • 6 pétalas da flor.
  • 1 xícara de água filtrada.

Modo de preparo

  • Coloque a água e a as pétalas da flor em um recipiente.
  • Espere ferver e desligue.
  • Deixe descansar por 10 minutos.

Xarope de papoula-vermelha

É recomendado consumir três colheres de sobremesa antes de dormir para conseguir alcançar os efeitos desejados.

Ingredientes

  • 170 ml de água filtrada.
  • 10 gramas de papoula seca.
  • 340 gramas de açúcar.

Modo de preparo

  • Ferva todos os ingredientes.
  • Desligue o fogo e espere cerca de 10 minutos.
  • Coe a mistura.
  • Acrescente o açúcar e misture até adquirir consistência de xarope.

Contraindicações e efeitos colaterais da papoula-vermelha

O uso é contraindicado para mulheres grávidas e durante o período de amamentação. Os efeitos adversos mais conhecidos são dores de cabeça, prisão de ventre, tremores e vertigens. A Papaver rhoeas possui morfina na sua constituição e pode causar dependência química, o que torna o seu uso proibido em alguns lugares.

História e curiosidades

A papoula foi dedicada a Nada (Deusa de Noite), Thanatos (Deus da Morte), Hypnos (Deus de Sono) e Morfeu (Deus dos Sonhos). Sementes e guirlandas foram encontradas em tumbas egípcias e erma oferecidas aos mortos para assegurarem um sono eterno tranquilo. A referência mais antiga ao cultivo e uso do ópio é data de 3.400 aC, na Mesopotâmia. Os sumérios se referiam à ela como Hul Gil (planta da alegria) e logo passaram as técnicas de cultivo para os assírios, que por sua vez repassaram para os egípcios.

É dito que a papoula-vermelha floresceu em campos de batalha onde o sangue de muitos soldados foi derramado. Em função disso, foi apelidada de papoula-de-Flandres após a batalha de Waterloo, ocorrida na Bélgica em 1815 e que marcou a derrota final de Napoleão Bonaparte, general francês que conquistou grande parte da Europa durante o início do século XIX. Devido à extensão da perturbação terrestre na guerra durante a Primeira Guerra Mundial, as papoulas floresceram entre as linhas das trincheiras e as “terras de ninguém” na frente ocidental. A flor foi selecionada como um emblema de heróis de guerra que perderam suas vidas, além de ser considerada um símbolo do Memorial Day nos Estados Unidos.

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Referências:
Shams, Jamal, et al. “Effects of Papaver rhoeas extract on the tolerance development to analgesic effects of morphine in mice.” Iranian Journal of Pharmaceutical Research (2010): 141-147.
Reader’s Digest Field Guide to the Wild Flowers of Britain. Reader’s Digest. 1981. p. 30.
Tuzlacı, E., & Aymaz, P. E. (2001). Turkish folk medicinal plants, part IV: Gönen (Balıkesir). Fitoterapia, 72(4), 323-343.
Saeed-Abadi, S., et al. “Effects of Papaver rhoeas (L.) extract on formalin-induced pain and inflammation in mice.” Pakistan journal of biological sciences: PJBS 15.21 (2012): 1041-1044.



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