Uso de ervas medicinais se torna mais seguro no Brasil

Apesar de seguras na maioria dos casos, ervas podem causar danos graves à saúde, quando usadas de forma errada.

Qualidade das ervas medicinais no Brasil

A decisão da ANVISA de criar normas rígidas para a produção e o uso de ervas medicinais teve boa repercussão. Estudos já mostraram que a qualidade das ervas medicinais no Brasil – principalmente na forma de chás e no comércio informal – é ruim. Diferentemente dos fitoterápicos (medicamentos obtidos de plantas e fabricados em cápsulas, xaropes e comprimidos), que eram regulamentados, as drogas vegetais ganharam resolução própria apenas no ano de 2010. Mesmo sendo dirigida à indústria, a resolução traz informações essenciais para as pessoas que utilizam ervas medicinais.

Segundo Ana Cecília Bezerra Carvalho, coordenadora de fitoterápicos da Anvisa, as recomendações sobre as plantas medicinais foram feitas após as análises de estudos e revisões bibliográficas com participação de pesquisadores em universidades e ainda por consulta popular. Para selecionar as plantas, foram levados em conta a citação de eficácia das espécies em livros e publicações científicas (pelo menos três), inclusive de prefeituras e institutos (como a Fundação Oswaldo Cruz), que mantêm hortas comunitárias e farmácias vivas. E ainda material da biblioteca da própria Anvisa. Nenhuma das plantas relacionadas foi testada em laboratório.

Posologia

Uma preocupação da ANVISA é a posologia. A agência explica, por exemplo, como a droga vegetal deve ser consumida, se criança pode tomar. É preciso ficar atento porque as plantas só devem ser usadas a partir de 3 anos. Inexistem estudos em crianças abaixo desta faixa etária.

O médico Alex Botsaris afirma ainda que as pessoas pensam que planta medicinal não faz mal. Isso ocorre porque na maioria dos casos elas têm segurança boa, ou seja, a quantidade tóxica é muito superior à dose terapêutica. Para ilustrar, a dose tóxica da carqueja é cerca de 40 vezes superior à terapêutica, e mesmo assim ela vai causar apenas náuseas, vômitos e diarreia. Caso o mesmo aconteça com fármaco convencional, isso provavelmente será fatal. Mas nem sempre as plantas medicinais possuem esse nível de segurança, alerta o médico. O confrei (Simphytum officinale), aplicado como cicatrizante, contém alcaloides tóxicos e o uso indiscriminado da planta para proteger o coração provocou vários casos de doença no fígado.

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Referência:
Adaptado de O Globo. Uso de plantas medicinais fica mais seguro e médicos ensinam forma certa de preparo. 13/03/2010.

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