Plantas Medicinais

Alho (Allium Sativum): Guia Completo de Benefícios e Usos

Conheça os benefícios do alho (Allium sativum) para o coração e a imunidade, e veja quais cuidados evitar no consumo diário e em interações com medicamentos.

Por Conselho Editorial17 Min de Leitura
Evidência Alta14 Referências
Publicado em Atualizado em
Alho - Allium sativum
Alho (Allium sativum) fresco em diferentes variedades: destaque para o alho roxo, conhecido por suas propriedades medicinais e nutricionais.

O alho (Allium sativum) é um dos temperos mais antigos e mais estudados da história humana, usado há milhares de anos tanto na cozinha quanto na medicina popular. Originário da Ásia Central, o bulbo se espalhou por praticamente todas as culturas do planeta, do Egito Antigo à China, da Grécia clássica ao Brasil de hoje, sempre carregando a fama de fortalecer o corpo e afastar doenças.

Boa parte dessa fama tem respaldo científico. A alicina, principal composto ativo do alho e responsável pelo seu odor característico, já foi associada a efeitos antibacterianos, antifúngicos, antioxidantes e cardiovasculares em diversos estudos. Este guia reúne a história do alho, suas propriedades mais estudadas, a forma correta de consumir, as variedades encontradas ao redor do mundo e os cuidados que qualquer pessoa deve ter antes de aumentar o consumo, especialmente quem toma remédios controlados ou vai passar por cirurgia.

Sumário do Artigo
  1. Uma Jornada pela História do Alho
  2. Alho: O Guardião do Coração e da Circulação
  3. Fortaleça Sua Imunidade com o Poder do Alho
  4. Como Preparar o Alho para Ativar a Alicina
  5. O Alho na Luta contra os Radicais Livres
  6. Alho e a Prevenção do Câncer: O Que Diz a Ciência
  7. O Sabor Inconfundível do Alho na Culinária Mundial
  8. Os Componentes Químicos e as Vitaminas do Alho
  9. Variedades de Alho ao Redor do Mundo
  10. Contraindicações e Efeitos Colaterais do Alho
  11. Perguntas Frequentes sobre Alho

Uma Jornada pela História do Alho

O uso do alho remonta a cerca de 5.000 anos e atravessa praticamente todas as grandes civilizações antigas. No Egito, o bulbo era distribuído aos trabalhadores que construíam as pirâmides, incluindo a de Quéops, na crença de que aumentava a força e a resistência física; papiros médicos egípcios chegam a listar mais de vinte usos terapêuticos diferentes para a planta.

Gregos e romanos também valorizavam o Allium sativum. Atletas gregos o consumiam antes das competições olímpicas em busca de mais energia, enquanto soldados romanos o levavam para as batalhas como símbolo de coragem e vitalidade. Na Idade Média, o alho ganhou reputação de protetor contra a peste e outras doenças contagiosas: era pendurado nas portas, carregado nos bolsos e, segundo relatos da época, os franceses chegavam a bebê-lo dissolvido em vinho na esperança de escapar das epidemias que assolavam a Europa.

O nome em inglês, garlic, vem do anglo-saxão garleac, em que gar significa algo como “forma de lança” e leac era usado para designar ervas de uso culinário, numa referência ao formato alongado das folhas da planta. Já nas duas Guerras Mundiais, diante da escassez de antibióticos, o alho foi distribuído a soldados como antisséptico de campo, numa tentativa de prevenir infecções e gangrena em ferimentos. Na medicina tradicional chinesa e na Ayurveda, o bulbo segue sendo usado até hoje para queixas respiratórias, digestivas e circulatórias.

Do ponto de vista botânico, o alho pertence à família Amaryllidaceae, classificação atual que substituiu a antiga divisão em Liliaceae. No Brasil, a planta integra a Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS), lista que reúne as espécies com maior potencial de uso no sistema público de saúde.

Alho: O Guardião do Coração e da Circulação

O efeito do alho sobre o sistema cardiovascular é um dos mais estudados da fitoterapia moderna. Revisões sistemáticas e ensaios clínicos associam o consumo regular do bulbo, principalmente na forma de extrato envelhecido, a uma redução discreta e consistente da pressão arterial em pessoas hipertensas; acredita-se que os compostos sulfurados do alho, com destaque para a alicina, ajudem a relaxar os vasos sanguíneos e facilitar o fluxo do sangue.

O alho também é associado a um perfil lipídico mais favorável, com redução do colesterol LDL, o chamado colesterol ruim, e, em alguns estudos, aumento do HDL, o colesterol bom. Esse equilíbrio é relevante porque o acúmulo de placas de gordura nas artérias, processo conhecido como aterosclerose, é um dos principais fatores de risco para infarto e AVC.

Outro composto relevante é o ajoeno, formado a partir da alicina, ao qual se atribui ação antitrombótica: ele parece dificultar a agregação das plaquetas sanguíneas, tornando o sangue mais fluido e reduzindo o risco de formação de coágulos. Some-se a isso a ação antioxidante do alho, que ajuda a neutralizar radicais livres e proteger os vasos sanguíneos contra o estresse oxidativo. Pessoas com hipertensão, colesterol alterado ou histórico de doença cardiovascular devem tratar essas informações como complemento, nunca substituto, do acompanhamento médico e do uso de medicamentos prescritos.

Fortaleça Sua Imunidade com o Poder do Alho

O alho é tradicionalmente considerado um antimicrobiano natural, e parte dessa fama vem da alicina e de outros compostos sulfurados, que demonstraram, em estudos de laboratório, capacidade de inibir o crescimento de bactérias, vírus e fungos, incluindo micro-organismos ligados a resfriados e outras infecções respiratórias.

Além de agir diretamente sobre os patógenos, o alho parece estimular a atividade de células de defesa do próprio organismo, como linfócitos e macrófagos, o que ajudaria o sistema imunológico a responder de forma mais eficiente. Um ensaio clínico controlado com placebo, publicado na revista Advances in Therapy, observou que voluntários que tomaram suplemento de alho por três meses relataram menos episódios e menos dias de resfriado do que o grupo que recebeu placebo, o que reforça a longa tradição de uso do alho na prevenção de infecções respiratórias comuns.

Como Preparar o Alho para Ativar a Alicina

A alicina não existe pronta dentro do dente de alho intacto; ela só se forma quando a planta é cortada ou amassada, processo que libera a enzima aliinase e converte a aliina, composto inodoro, em alicina. Veja como preparar o alho cru para aproveitar melhor esse processo:

  1. Descasque um ou dois dentes de alho fresco.
  2. Pique, amasse ou esprema os dentes descascados.
  3. Deixe o alho picado descansar de 5 a 10 minutos antes de consumir, tempo necessário para a enzima aliinase converter a aliina em alicina.
  4. Adicione o alho ativado a saladas, molhos frios ou à finalização de pratos já prontos, evitando cozinhá-lo em fogo alto para preservar ao máximo a alicina formada.

O Alho na Luta contra os Radicais Livres

O Allium sativum é também uma fonte de compostos antioxidantes, entre eles a própria alicina, a aliina e derivados sulfurados, além de vitamina C e selênio. Esses compostos ajudam a neutralizar os radicais livres, moléculas instáveis que danificam células, proteínas e DNA e que estão relacionadas ao envelhecimento e a diversas doenças crônicas.

Estudos indicam que o consumo de alho pode aumentar a atividade de enzimas antioxidantes produzidas pelo próprio corpo, como a catalase e a glutationa peroxidase, que participam dos processos naturais de desintoxicação celular. Incorporar o alho à dieta é, assim, uma forma simples de reforçar a defesa antioxidante do organismo, sempre como parte de uma alimentação variada, e não como substituto dela.

Alho e a Prevenção do Câncer: O Que Diz a Ciência

O possível papel do alho na prevenção do câncer é uma das linhas de pesquisa mais ativas sobre a planta. Estudos populacionais observaram menor incidência de câncer de estômago, cólon e esôfago em grupos com maior consumo de alho, associação que chamou a atenção de instituições como o American Institute for Cancer Research, que inclui o alho entre os alimentos de interesse na prevenção do câncer dentro de uma dieta equilibrada.

Em laboratório, compostos organossulfurados do alho, entre eles a alicina, demonstraram capacidade de interferir em processos ligados ao crescimento de células tumorais de mama, próstata e pulmão. São resultados obtidos principalmente em culturas de células e modelos animais, o que ainda está distante de comprovar um efeito terapêutico em humanos.

É fundamental reforçar: o alho não cura câncer e não deve ser usado como tratamento para a doença. Essas indicações não substituem diagnóstico e tratamento médico oncológico; qualquer pessoa com suspeita ou diagnóstico de câncer deve seguir a orientação da equipe médica responsável.

O Sabor Inconfundível do Alho na Culinária Mundial

Na cozinha, o alho é um dos temperos mais universais que existem. Na culinária mediterrânea, ele é a base do sofrito, ao lado de cebola e tomate, e ingrediente essencial em molhos como o aioli e o pesto. Na Ásia, aparece combinado com gengibre e pimenta na cozinha chinesa, dá profundidade a curries e sopas tailandesas e vietnamitas, e vira acompanhamento crocante quando frito.

O sabor do alho muda bastante conforme o preparo: cru, é picante e intenso, ideal para molhos frios e finalização de pratos; cozido, fica mais suave e levemente adocicado; assado, ganha textura macia e um gosto caramelizado, ótimo para passar no pão. A planta pode atingir até 120 centímetros de altura, e o bulbo se divide em segmentos conhecidos como dentes de alho; além do bulbo, folhas, caules e flores também são comestíveis, assim como os brotos tenros, chamados de “scapes” nos países de língua inglesa.

Os Componentes Químicos e as Vitaminas do Alho

A ação do alho no organismo vem de uma combinação de compostos que se formam e se transformam a partir do momento em que o bulbo é cortado ou amassado.

Aliina e Alicina

A aliina é um composto de enxofre inodoro presente no alho intacto. Quando o dente é cortado, amassado ou mastigado, a enzima aliinase é liberada e converte a aliina em alicina, o composto mais estudado do alho, responsável pelo odor característico e por boa parte de suas propriedades antibacterianas, antifúngicas e antivirais. A alicina é instável e se decompõe rapidamente em outros compostos sulfurados, que dão continuidade a esses efeitos.

Ajoeno

Formado a partir da alicina, o ajoeno é outro composto sulfurado de interesse, ao qual se atribuem propriedades antitrombóticas: ele parece dificultar a agregação de plaquetas no sangue, contribuindo para a fluidez sanguínea.

S-Alil-Cisteína

Durante o envelhecimento controlado do alho, como no preparo do alho negro, forma-se a S-alil-cisteína (SAC), composto estável e solúvel em água, diferente da alicina. A SAC tem atividade antioxidante estudada e é absorvida com mais facilidade pelo organismo; pesquisas sugerem que ela contribui para os efeitos do alho envelhecido sobre o colesterol.

Vitaminas e Minerais

Além dos compostos sulfurados, o alho fornece vitamina B1 (tiamina), importante para o metabolismo de carboidratos e a ativação de enzimas; B2 (riboflavina), relevante para a formação das hemácias; B6 (piridoxina), com ação na atividade hormonal, no sistema nervoso e na formação de ácido nucleico; e vitamina C, com papel antioxidante e importância para pele, ossos, dentes e gengivas. Três dentes de alho fornecem cerca de 6% da quantidade diária recomendada de vitamina B6 e aproximadamente 5% da de vitamina C para um adulto. O bulbo também contém vitaminas E e K, além de cálcio, manganês e selênio, e flavonoides como a quercetina.

Alho

Variedades de Alho ao Redor do Mundo

Existem centenas de variedades de alho cultivadas pelo mundo, geralmente reunidas em dois grandes grupos, pescoço duro (hardneck) e pescoço mole (softneck), além de variações de cor e de processo de cura que também merecem destaque.

Alho de Pescoço Duro (Hardneck)

O alho de pescoço duro, Allium sativum var. ophioscorodon, produz uma haste floral lenhosa no centro do bulbo, o chamado “scape”, que também é comestível. Tem menos dentes por bulbo, porém maiores e mais uniformes, sabor mais complexo e picante, e se adapta melhor a climas frios, embora se conserve por menos tempo que o de pescoço mole.

Alho de Pescoço Mole (Softneck)

O alho de pescoço mole, Allium sativum var. sativum, é o tipo mais comum nos supermercados. Não produz haste floral, o que deixa o pescoço macio e trançável; tem mais dentes, dispostos em camadas, sabor mais suave e boa capacidade de conservação, além de se adaptar a uma variedade maior de climas.

Alho Negro

O alho negro não é uma variedade botânica, e sim o resultado de um processo de envelhecimento controlado, em calor e umidade, que dura semanas. Durante esse tempo, as enzimas transformam os compostos do bulbo, resultando em cor escura, textura macia e sabor adocicado, com notas que lembram balsâmico e tâmara; é também quando se forma boa parte da S-alil-cisteína.

Alho Roxo

O alho roxo, reconhecível pela casca com listras arroxeadas, pode ser tanto hardneck quanto softneck. Cru, tem sabor mais acentuado e picante; cozido, fica mais suave e levemente adocicado. No Brasil, o alho roxo nacional é bastante valorizado na culinária por sua qualidade e intensidade de sabor.

Contraindicações e Efeitos Colaterais do Alho

O alho também vem sendo estudado quanto a possíveis efeitos sobre os níveis de açúcar no sangue, mas essas evidências, assim como as relacionadas ao coração e ao câncer, não substituem diagnóstico e tratamento médico do diabetes.

O alho é considerado seguro para a maioria das pessoas nas quantidades normalmente usadas na alimentação, mas alguns cuidados merecem atenção. Os efeitos colaterais mais comuns são leves: dores de estômago, inchaço, mau hálito e odor corporal, causados pela eliminação dos compostos sulfurados pelos pulmões e pela pele. Em quantidades maiores, ou com o estômago vazio, também podem ocorrer azia, diarreia e gases; o consumo exagerado ainda pode provocar alergias, dor de cabeça, dores musculares, lesões na pele e perda de apetite.

O alho tem ação fitoterápica capaz de deixar o sangue mais fino, o que preocupa em duas situações específicas: quem toma medicamentos anticoagulantes ou antiplaquetários, como a varfarina, corre risco maior de sangramento e deve consultar o médico antes de consumir alho regularmente ou em suplemento; e quem vai passar por cirurgia deve seguir a orientação médica sobre suspender o consumo antes do procedimento, pelo mesmo risco de hemorragia.

Reações alérgicas ao alho são raras, mas podem acontecer, com sintomas como irritação na pele, problemas respiratórios e urticária; o risco é maior em quem já tem alergia a outras plantas da família Amaryllidaceae, como cebola e alho-poró. Durante a gravidez e a amamentação, o consumo do alho como tempero na alimentação é considerado seguro, mas doses altas em forma de suplemento devem ser evitadas por falta de estudos suficientes sobre sua segurança nessas fases; o ideal é sempre consultar um médico.

O óleo de alho aplicado diretamente na pele deve ser sempre diluído em um óleo vegetal, porque a forma pura pode queimar a pele com o passar dos minutos. O alto teor de enxofre do alho também pode, em algumas pessoas, agravar quadros de colite e dermatite, além de afetar a flora intestinal quando consumido em excesso.

Picada de cobra é emergência médica e exige atendimento hospitalar imediato para soro antiveneno; nenhuma preparação caseira à base de alho substitui esse atendimento.

Perguntas Frequentes sobre Alho

O Alho Cura Câncer?

Não. O alho é estudado por seu possível papel na prevenção de diferentes tipos de câncer, mas não cura a doença e não substitui diagnóstico e tratamento médico oncológico.

O Alho Ajuda a Baixar a Pressão Arterial e o Colesterol?

Estudos associam o consumo regular de alho, principalmente na forma de extrato envelhecido, a uma redução discreta da pressão arterial e a um perfil de colesterol mais favorável, mas ele deve complementar, nunca substituir, o tratamento indicado pelo médico.

Qual a Melhor Forma de Consumir Alho para Aproveitar Seus Benefícios?

A forma mais indicada é consumir o alho cru, picado ou amassado, deixando-o descansar de 5 a 10 minutos antes de usar para que a enzima aliinase converta a aliina em alicina. Adicioná-lo a saladas, molhos frios ou à finalização de pratos são boas opções.

Cozinhar o Alho Destrói Suas Propriedades?

O calor reduz a quantidade de alicina, que é sensível à temperatura, mas o alho cozido ainda mantém outros compostos benéficos e antioxidantes. Para preservar mais alicina, adicione o alho no fim do preparo e evite temperaturas muito altas por longos períodos.

Qual a Quantidade Diária Recomendada de Alho?

Não existe uma dose oficial estabelecida, mas boa parte dos estudos usa entre um e dois dentes de alho por dia. Para suplementos, siga sempre a orientação da bula ou de um profissional de saúde.

O Alho Pode Interagir com Medicamentos?

Sim, principalmente com anticoagulantes e antiplaquetários, já que o alho tem ação natural de deixar o sangue mais fino e pode potencializar o efeito desses remédios, aumentando o risco de sangramento. Quem usa esse tipo de medicação deve consultar o médico antes de consumir alho regularmente ou em suplemento.

Quem Vai Fazer Cirurgia Pode Consumir Alho?

Deve seguir a orientação médica sobre suspender o consumo antes do procedimento, já que o alho pode aumentar o risco de sangramento durante e depois da cirurgia.

Grávidas Podem Consumir Alho?

O uso do alho como tempero na alimentação é considerado seguro na gravidez e na amamentação, mas doses altas em suplemento devem ser evitadas por falta de estudos suficientes; o ideal é consultar um médico sobre o consumo adequado.

Alho Serve para Picada de Cobra?

Não. Picada de cobra é emergência médica e exige atendimento hospitalar imediato para soro antiveneno; nenhuma preparação caseira de alho substitui esse atendimento.

Alho Faz Parte de Alguma Lista Oficial de Plantas Medicinais no Brasil?

Sim, o alho integra a Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS).

Referências

14 Referências Citadas

Nível de Evidência: 🥇 Alto

Baseado em 14 Referências Citadas (3 Peer-Reviewed, 7 Institucionais, 4 Complementares).

Ver Todas as 14 Referências Citadas

Estudos Científicos Peer-Reviewed (3)

  1. PMC2016 Garlic for hypertension: A systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Phytomedicine. 2016.
  2. PMC2013 Aged garlic extract reduces blood pressure in hypertensives: a dose-response trial. Eur J Clin Nutr. 2013.
  3. PMC2001 Preventing the common cold with a garlic supplement: a double-blind, placebo-controlled survey. Adv Ther. 2001.

Fontes Institucionais (7)

  1. GOV2014 Garlic: a review of potential therapeutic effects. Avicenna J Phytomed. 2014.
  2. GOV2015 Garlic lowers blood pressure in hypertensive individuals, regulates serum cholesterol, and stimulates immunity: an updated meta-analysis and review. J Nutr. 2015.
  3. GOV2020 Immunomodulation and Anti-Inflammatory Effects of Garlic Compounds. J Immunol Res. 2020.
  4. GOV2013 Antioxidant effect of garlic (Allium sativum) and black cumin (Nigella sativa) in healthy volunteers. J Med Food. 2013.
  5. GOV2015 Garlic and Organosulfur Compounds in Cancer Prevention. Cancer Prev Res (Phila). 2015.
  6. GOV1999 WHO Monographs on Selected Medicinal Plants – Volume 1: Bulbus Allii Sativi. World Health Organization. 1999.
  7. GOV Garlic. Linus Pauling Institute, Oregon State University.

Leituras Complementares (4)

  1. 1950 Cavallito, Chester J., and John Hays Bailey. Allicin, the antibacterial principle of Allium sativum. I. Isolation, physical properties and antibacterial action. Journal of the American Chemical Society, 1944;66(11):1950-1951.
  2. 1992 Weber, N. D., Andersen, D. O., North, J. A., Murray, B. K., Lawson, L. D., & Hughes, B. G. (1992). In vitro virucidal effects of Allium sativum (garlic) extract and compounds. Planta Medica, 58(05), 417-423.
  3. 2008 Bozin, Biljana, et al. Phenolics as antioxidants in garlic (Allium sativum L., Alliaceae). Food Chemistry, 2008;111(4):925-929.
  4. 1987 Kendler, Barry S. Garlic (Allium sativum) and onion (Allium cepa): a review of their relationship to cardiovascular disease. Preventive Medicine, 1987;16(5):670-685.

Este conteúdo foi útil?

O que você achou deste artigo?

Continue Lendo Neste Tópico

Pode Interessar