Política editorial completa do Medicina Natural, que cobre princípios, metodologia de produção, padrões de fontes científicas, ciclo de revisão e procedimento formal de correção de erros. Este documento é mantido pelo Conselho Editorial e revisado anualmente.
Princípios Editoriais
Toda decisão editorial do Medicina Natural está ancorada em quatro princípios não negociáveis. Esses princípios orientam pauta, edição, revisão e relacionamento com leitores e fontes:
- Honestidade: o conteúdo reflete o estado real do conhecimento sobre o tema, sem inflar resultados nem esconder incertezas
- Independência: a linha editorial não se subordina a interesses comerciais, conforme detalhado em Conflito de Interesses
- Precisão técnica: cada afirmação é amparada por fonte rastreável conforme Padrões de Fontes Científicas
- Responsabilidade pública: tratamos conteúdo de saúde como conteúdo YMYL, com cuidado proporcional ao impacto potencial sobre a vida do leitor
O Código de Ética Editorial complementa esta política com a conduta esperada de editores, redatores e colaboradores.
Escopo Temático
O Medicina Natural produz conteúdo sobre temas dentro de um perímetro editorial definido. Os campos cobertos, em ordem alfabética:
- Aromaterapia e óleos essenciais
- Chás medicinais e infusões
- Dieta funcional e alimentação natural com finalidade terapêutica
- Etnobotânica brasileira e saber tradicional
- Fitoterápicos registrados e regulamentados
- Galeria de plantas com identificação botânica
- Medicina integrativa, com foco em práticas reconhecidas no SUS via PNPIC
- Plantas medicinais nativas e exóticas com uso documentado no Brasil
Temas adjacentes, como medicina convencional, farmacologia clínica, psicologia clínica e nutrologia médica não compõem o escopo editorial primário. Quando essas áreas são tangenciadas em artigos, o tratamento é informativo e a recomendação editorial direciona o leitor a profissionais especializados.
Metodologia de Produção
A metodologia de produção combina pesquisa documental, revisão crítica e validação técnica. Cada artigo passa pelas seguintes etapas obrigatórias:
- Adequação do tom editorial, com substituição de qualquer formulação imperativa, prescritiva ou sensacionalista
- Checagem de segurança contra contraindicações, populações sensíveis e interações conhecidas
- Definição de pauta a partir de demanda do leitor, sazonalidade, atualização da evidência ou identificação de conteúdo desatualizado no acervo
- Levantamento bibliográfico em bases listadas em Padrões de Fontes Científicas
- Produção do texto com identificação clara de uso popular versus uso amparado em evidência
- Revisão por curador editorial, com verificação cruzada de cada afirmação técnica
Padrões de Fontes Científicas
O Medicina Natural opera com hierarquia explícita de evidência científica e padrões formais para inclusão e exclusão de fontes. Esta seção descreve as bases consultadas, os critérios de elegibilidade e o peso atribuído a cada tipo de evidência na produção editorial.
Hierarquia de Evidência
O Medicina Natural adota hierarquia de evidência consolidada na medicina baseada em evidência, adaptada à realidade da fitoterapia, em que parte significativa do conhecimento ainda repousa em literatura observacional, etnobotânica e tradicional. Os tipos de fonte, em ordem decrescente de peso, são:
- 1. Revisões sistemáticas e metanálises publicadas em periódicos peer-reviewed indexados
- 2. Ensaios clínicos randomizados e controlados com metodologia adequada e tamanho amostral suficiente
- 3. Monografias oficiais da Anvisa, do RENISUS, da Farmacopeia Brasileira, da Organização Mundial da Saúde, da European Medicines Agency e do National Institutes of Health
- 4. Estudos clínicos não randomizados, estudos observacionais e séries de caso
- 5. Estudos in vitro e em modelo animal, com declaração explícita das limitações de extrapolação
- 6. Literatura etnobotânica e farmacobotânica publicada por instituições acadêmicas brasileiras e por pesquisadores reconhecidos no campo
Bases de Dados Consultadas
As principais bases de dados consultadas pelo Conselho Editorial, em ordem alfabética:
- BVS Salud, Biblioteca Virtual em Saúde regional
- Cochrane Library, com prioridade para Cochrane Reviews
- EMBASE, base bibliográfica europeia em ciências da vida
- LILACS, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde
- PubMed e MEDLINE, mantidos pelo NIH e pela National Library of Medicine
- SciELO, Scientific Electronic Library Online
- ScienceDirect, da editora Elsevier
- Scopus, indexador multidisciplinar
- Web of Science, indexador da Clarivate
Fontes Institucionais Brasileiras e Internacionais
Para informação sobre regulamentação, monografia oficial e uso terapêutico reconhecido, o Conselho Editorial consulta sistematicamente as seguintes instituições:
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), monografias e formulário fitoterápico
- European Medicines Agency (EMA), especialmente o Committee on Herbal Medicinal Products
- European Scientific Cooperative on Phytotherapy (ESCOP), monografias técnicas
- Farmacopeia Brasileira, edição vigente
- Memorial Sloan Kettering Cancer Center, About Herbs database
- Ministério da Saúde do Brasil, Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC)
- National Center for Complementary and Integrative Health (NCCIH), vinculado ao NIH
- Organização Mundial da Saúde (OMS), monografias sobre plantas medicinais selecionadas
- Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS)
- Sistema Único de Saúde (SUS), Programa Farmácia Viva e instâncias correlatas
Conhecimento Tradicional e Etnobotânica
O conhecimento tradicional sobre plantas medicinais brasileiras é parte central do escopo editorial do Medicina Natural. Para citar uso tradicional ou popular, o Conselho Editorial recorre a:
- Documentação produzida por comunidades quilombolas, ribeirinhas e povos originários, sempre com atribuição cultural correspondente
- Estudos etnobotânicos publicados em periódicos brasileiros e internacionais
- Livros de referência reconhecidos no campo, incluindo obras clássicas da literatura farmacobotânica brasileira
- Monografias institucionais que reconhecem uso tradicional como categoria distinta de evidência
O uso tradicional é sempre apresentado de forma identificada, sem confusão com indicação clínica baseada em evidência. Quando há divergência entre uso tradicional e evidência científica recente, o Conselho Editorial sinaliza explicitamente a controvérsia.
Critérios de Inclusão
Para que uma fonte seja citada como referência técnica em artigo do Medicina Natural, ela precisa atender ao menos um dos critérios abaixo:
- Documento institucional oficial de órgão de saúde reconhecido nacional ou internacionalmente
- Livro técnico publicado por editora reconhecida no campo de fitoterapia, farmacobotânica ou medicina integrativa
- Publicação peer-reviewed em periódico indexado em pelo menos uma das bases listadas acima
- Tese ou dissertação defendida em programa de pós-graduação avaliado pelo sistema CAPES
Critérios de Exclusão
Não são aceitas como referência técnica em artigo editorial:
- Blogs comerciais, lojas online ou portais de venda
- Conteúdo de redes sociais sem origem acadêmica ou institucional documentada
- Material promocional de empresa privada sem revisão independente
- Páginas pessoais de profissionais sem credenciais verificáveis
- Periódicos predatórios ou sem revisão por pares legítima
- Sites de notícias gerais como fonte primária para afirmação técnica em saúde
A presença de uma fonte excluída não invalida automaticamente o uso da informação se essa informação puder ser amparada por fonte elegível independente.
Datação e Atualização de Fontes
Para temas em que o estado da evidência muda com frequência, o Conselho Editorial dá preferência a fontes publicadas nos últimos cinco anos, sem prejuízo da consulta a obras clássicas de referência permanente. Quando o artigo cita estudo com mais de dez anos de publicação, o texto explicita o ano e contextualiza a evolução posterior do tema, quando relevante.
Cada artigo do portal carrega meta visível com data de publicação e data da última atualização editorial, conforme padrão descrito na Política Editorial.
Idioma e Tradução
O Conselho Editorial trabalha primariamente com fontes em português e inglês. Fontes em espanhol, francês e alemão são consultadas em temas específicos, com tradução técnica revisada por colaborador qualificado. Termos técnicos da literatura internacional são apresentados em português, com termo original entre parênteses na primeira ocorrência, sempre que houver risco de ambiguidade.
Padrões de Citação
O padrão de citação adotado pelo Medicina Natural varia conforme o tipo de artigo:
- Conteúdo divulgativo: link direto para a fonte sempre que possível, com nome da instituição ou do autor identificado no corpo do texto
- Conteúdo institucional: nota de rodapé ou bloco de referências ao final, conforme estilo de cada documento
- Conteúdo técnico aprofundado: citações inline com indicação numérica e bloco final de referências em padrão acadêmico, baseado nas normas da ABNT ou em padrão Vancouver, conforme adequação ao tema
Fluxo Editorial Etapa por Etapa
O fluxo de produção é documentado e versionado internamente. As etapas, em ordem cronológica:
- 1. Pauta: definição do tema, recorte e ângulo, com aprovação do curador editorial
- 2. Pesquisa: levantamento de fontes primárias e secundárias com hierarquia de evidência respeitada
- 3. Estrutura: roteirização do artigo com seções, sub-tópicos e referências mapeadas
- 4. Redação: produção do texto por redator humano, com possível auxílio de ferramentas de IA conforme Política de Inteligência Artificial
- 5. Revisão técnica: verificação de afirmações, fontes, contraindicações e tom editorial pelo curador editorial
- 6. Revisão de saúde integrativa: parecer adicional para artigos sobre populações sensíveis, condições crônicas ou recomendação terapêutica
- 7. Revisão linguística: ortografia, gramática, coesão e adequação ao público leitor
- 8. Publicação: agendamento, indexação e marcação de meta editorial
- 9. Acompanhamento pós-publicação: monitoramento de feedback de leitores, identificação de imprecisão e iniciação de ciclo de atualização quando necessário
Critérios de Qualidade
Para que um artigo seja publicado no Medicina Natural, ele precisa atender aos seguintes critérios mínimos de qualidade:
- Adequação ao público leitor médio do portal, com termos técnicos explicados
- Ausência de promessa terapêutica, garantia de cura ou linguagem prescritiva
- Cada afirmação técnica está amparada por fonte rastreável
- Cobertura adequada de contraindicações, populações sensíveis e cuidados específicos
- Identificação clara da diferença entre uso tradicional e evidência clínica
- Revisão por mais de um membro do Conselho Editorial
Política de Atualização
Conteúdo editorial sobre saúde envelhece. O Medicina Natural mantém política ativa de atualização, com periodicidade definida por categoria:
- Artigos sobre planta com regulamentação Anvisa específica: revisão sempre que houver alteração de monografia oficial
- Artigos sobre populações sensíveis: revisão semestral
- Artigos sobre tema dinâmico: revisão a cada 12 meses
- Artigos sobre tema estável: revisão a cada 24 meses
Cada artigo carrega no topo a meta visível com data de publicação e data da última atualização. Quando a atualização envolve alteração substantiva da informação, a edição é registrada na meta com descrição breve da mudança.
Como Corrigimos Erros
Erros editoriais identificados em conteúdo publicado seguem procedimento formal de correção, com transparência pública. As etapas:
- 1. Identificação: erros podem ser identificados internamente, em ciclo regular de revisão, ou externamente, por leitores, profissionais de saúde, fontes e instituições parceiras
- 2. Apuração: o curador editorial verifica a procedência da correção contra fontes primárias elegíveis
- 3. Correção: o conteúdo é corrigido no artigo original, com registro da alteração na meta editorial
- 4. Sinalização pública: erros relevantes que possam ter induzido leitor a decisão de saúde recebem nota visível no próprio artigo, com data e descrição clara da correção
- 5. Resposta ao notificante: quem reportou o erro recebe resposta com confirmação da correção e agradecimento
O canal para notificação é a página de contato, com a indicação Correção Editorial no assunto da mensagem. O tempo médio de resposta para correções está descrito na página de contato.
Comentários e Moderação
Quando habilitados em determinados artigos, os comentários são moderados pelo Conselho Editorial. As regras de moderação:
- Comentários com finalidade comercial não autorizada são removidos sem aviso
- Linguagem ofensiva, discriminatória ou estigmatizante não é tolerada
- Recomendações terapêuticas individualizadas em comentários são moderadas para evitar prescrição não autorizada
- Spam e mensagens irrelevantes são removidos
Conteúdo Patrocinado e Branded Content
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