Plantas Medicinais

Dente-de-Leão: Benefícios, Propriedades e Como Usar a Planta

Conheça os benefícios do dente-de-leão (Taraxacum officinale) para o fígado, a digestão e a pele, veja como preparar o chá e a tintura da planta, e veja suas contraindicações.

Por Conselho Editorial16 Min de Leitura
Evidência Moderada14 Referências
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Dente-de-leão - Taraxacum officinale
Dente-de-leão (Taraxacum officinale) em fase de dispersão de sementes, utilizado na medicina natural para chás e infusões terapêuticas

O dente-de-leão (Taraxacum officinale) é uma planta muito comum, facilmente encontrada em jardins, gramados e beiras de estrada, e por isso é frequentemente tratada como erva daninha. Também é conhecida como alface-de-cão, amargosa, amor-de-homem, esperança, quartilho e taráxaco, além de dandelion em inglês. Pertence à família Asteraceae, a mesma das margaridas e do girassol.

Apesar da reputação de praga de jardim, o dente-de-leão tem uso tradicional há séculos em diferentes culturas, que aproveitam as flores, as folhas e a raiz da planta com finalidades distintas. Este guia reúne o que a tradição popular e os estudos preliminares indicam sobre a composição, os usos tradicionais, o preparo e as precauções do dente-de-leão.

Sumário do Artigo
  1. História e Botânica do Dente-de-Leão
  2. Composição Nutricional do Dente-de-Leão
  3. Benefícios do Dente-de-Leão para a Saúde do Fígado
  4. Benefícios do Dente-de-Leão para a Digestão
  5. Propriedades Antioxidantes e Anti-Inflamatórias do Dente-de-Leão
  6. Potencial do Dente-de-Leão no Controle do Açúcar no Sangue
  7. Dente-de-Leão e a Saúde da Pele
  8. Pesquisas de Laboratório sobre Dente-de-Leão e Câncer
  9. Como Usar o Dente-de-Leão
  10. Chá de Dente-de-Leão
  11. Ingredientes do Chá de Dente-de-Leão
  12. Modo de Preparo do Chá de Dente-de-Leão
  13. Tintura de Dente-de-Leão
  14. Ingredientes da Tintura de Dente-de-Leão
  15. Modo de Preparo da Tintura de Dente-de-Leão
  16. Outras Preparações e Receitas
  17. Contraindicações e Efeitos Colaterais do Dente-de-Leão
  18. Perguntas Frequentes sobre Dente-de-Leão

História e Botânica do Dente-de-Leão

O dente-de-leão é nativo da Eurásia e se espalhou por praticamente todas as regiões temperadas do planeta, favorecido pela grande resistência da planta a diferentes tipos de solo e clima. Egípcios, gregos e romanos já registravam seu uso, e a espécie seguiu presente na medicina popular da Europa medieval, sendo usada inclusive para febres e furúnculos. Colonizadores europeus a levaram para a América, onde se naturalizou com facilidade.

O nome popular em português deriva do francês dent de lion, referência ao formato irregular, em ponta de lança, das margens das folhas. Já o nome do gênero, Taraxacum, é geralmente associado ao grego taraxos (“desordem”) e akos (“cura”), embora alguns autores apontem uma possível origem no termo persa “tark hashgun”, referência à endívia-selvagem.

Existem cerca de 100 espécies de dente-de-leão, todas com propriedades medicinais tradicionalmente atribuídas. Botanicamente, o Taraxacum officinale tem folhas verde-escuras, profundamente recortadas e dispostas em roseta, que podem chegar a 45,7 cm de comprimento. As flores são redondas e amarelo-douradas, abrem-se pela manhã e se fecham à noite, e florescem do início da primavera ao outono sobre talos ocos de 10 a 20 cm de altura, sendo também importante fonte de néctar para abelhas e borboletas. Após a floração, cada flor forma um aglomerado de até 200 aquênios cobertos por pelos brancos plumosos, que o vento dispersa por longas distâncias e garantem a propagação da espécie. A raiz pivotante é longa e robusta, podendo atingir até 45 cm de profundidade no solo, o que ajuda a arejar a terra e a extrair nutrientes das camadas mais profundas. A planta também é fonte de alimento para animais como abelhas, cervos, coelhos e gansos.

Composição Nutricional do Dente-de-Leão

O dente-de-leão é considerado nutricionalmente denso. As folhas são fonte das vitaminas A, B, C, E, K e P, e fornecem minerais como boro, cálcio, ferro, fósforo, magnésio, niacina, potássio, silício e zinco. O potássio merece destaque: ajuda a repor o mineral perdido pela ação diurética da planta sobre os rins e é popularmente associado à regulação da pressão arterial. As folhas também contêm carotenoides, colina, glicosídeos amargos, lecitina, proteínas e terpenoides.

A raiz concentra asparagina, colina, esteróis, glicosídeos amargos, inulina, óleo volátil, taninos e triterpenos. A inulina é uma fibra prebiótica que alimenta as bactérias benéficas do intestino. A planta inteira ainda contém flavonoides e polifenóis com propriedades antioxidantes, além de terpenoides e sesquiterpenos, entre eles o taraxasterol, presente na raiz.

Benefícios do Dente-de-Leão para a Saúde do Fígado

O dente-de-leão é tradicionalmente considerado um tônico hepático leve, associado ao aumento da produção de bile e usado popularmente como apoio em problemas de vesícula biliar. Estudos preliminares, a maioria em laboratório e em animais, sugerem que polissacarídeos da planta podem ter atividade hepatoprotetora: em modelos animais, o extrato de dente-de-leão reduziu marcadores de dano hepático induzido por paracetamol e por álcool, e ajudou a limitar o acúmulo de gordura no fígado associado à esteatose hepática. Parte desse efeito é atribuída ao aumento da atividade de enzimas antioxidantes no tecido hepático, como a catalase e a superóxido dismutase, que ajudam a neutralizar radicais livres e a reduzir o estresse oxidativo no órgão.

O estímulo ao fluxo de bile também é relevante para a digestão de gorduras e para a eliminação de toxinas pelo organismo, o que popularmente se associa a um fígado menos sobrecarregado.

É importante entender que essas indicações refletem uso tradicional popular e pesquisa preliminar, não evidência clínica robusta em humanos. Doenças hepáticas graves, incluindo cirrose e esteatose hepática diagnosticada, exigem diagnóstico e tratamento médico especializado, e o dente-de-leão não deve ser usado como substituto desse acompanhamento.

Benefícios do Dente-de-Leão para a Digestão

As folhas e raízes secas, preparadas como chá, têm ação de laxante suave tradicionalmente associada ao alívio da constipação e à melhora da digestão. A raiz, em particular, é rica em compostos amargos, as lactonas sesquiterpênicas, que estimulam a produção de sucos gástricos e a liberação de enzimas pancreáticas, preparando o organismo para digerir carboidratos, gorduras e proteínas de forma mais eficiente.

A inulina presente na raiz é uma fibra prebiótica solúvel que alimenta as bactérias benéficas do intestino, favorecendo um microbioma equilibrado; um intestino saudável tende a melhorar a absorção de nutrientes e a fortalecer as defesas do organismo. A folha, por sua vez, é boa fonte de potássio, o que ajuda a repor o mineral perdido pela ação diurética da planta sobre os rins.

Propriedades Antioxidantes e Anti-Inflamatórias do Dente-de-Leão

O dente-de-leão é rico em antioxidantes, entre eles betacaroteno, flavonoides e polifenóis, presentes em toda a planta, das flores às raízes. Esses compostos ajudam a neutralizar radicais livres, associados ao estresse oxidativo que acelera o envelhecimento celular e contribui para diversas doenças crônicas. Nas flores, carotenoides como luteína e zeaxantina também são estudados por seu possível papel na proteção da saúde ocular, reduzindo o impacto da luz azul e do estresse oxidativo sobre os olhos.

A planta também é tradicionalmente associada a propriedades anti-inflamatórias, o que ajuda a explicar seu uso popular no alívio de artrite e reumatismo. Estudos preliminares sugerem que compostos do dente-de-leão podem modular a produção de citocinas pró-inflamatórias, moléculas que sinalizam e sustentam processos inflamatórios; ainda assim, condições inflamatórias crônicas devem continuar sendo acompanhadas por um médico.

Potencial do Dente-de-Leão no Controle do Açúcar no Sangue

Estudos preliminares com animais sugerem que o dente-de-leão pode ajudar a normalizar os níveis de açúcar no sangue e melhorar o perfil de colesterol. Dois compostos bioativos presentes na planta, o ácido chicórico e o ácido clorogênico, parecem estar envolvidos nesse efeito: pesquisas indicam que eles podem melhorar a secreção de insulina e aumentar a absorção de glicose pelos músculos, além de inibir a enzima alfa-glicosidase, responsável por quebrar carboidratos complexos em açúcares simples, o que tornaria mais lenta e gradual a elevação da glicose após as refeições.

Esses achados ainda não foram confirmados em ensaios clínicos robustos em humanos. Além disso, o dente-de-leão pode reduzir os níveis de açúcar no sangue e interagir com medicamentos para diabetes, o que exige monitoramento cuidadoso da glicemia por quem usa os dois juntos. Pessoas com diabetes ou pré-diabetes devem conversar com um médico antes de incluir o dente-de-leão na rotina.

Dente-de-Leão e a Saúde da Pele

As flores do dente-de-leão têm uso tradicional em cataplasma para feridas, e lavagens com a planta são indicadas popularmente para infecções fúngicas. O suco extraído do caule e da folha tem uso tradicional para acalmar calos, feridas e picadas, e também é popularmente usado no cuidado de verrugas. Infusões com as flores têm uso tradicional como tônico facial.

Estudos preliminares avaliaram o extrato de folha e flor de dente-de-leão aplicado topicamente em células de pele humana expostas à radiação UVB, e observaram proteção contra dano celular. Esse tipo de achado sugere que o dente-de-leão poderia futuramente ser estudado como ingrediente em produtos de proteção solar e antienvelhecimento, mas ainda são resultados preliminares, obtidos em laboratório. A seiva da planta, ou látex de dente-de-leão, também é tradicionalmente associada à hidratação da pele, e o possível efeito de apoio ao fígado é apontado popularmente como fator indireto para uma pele com aspecto mais saudável.

Pesquisas de Laboratório sobre Dente-de-Leão e Câncer

Uma linha de pesquisa ainda preliminar tem investigado o extrato de dente-de-leão, sobretudo o extrato de raiz, em estudos de laboratório com células cancerígenas. Em experimentos in vitro, o extrato foi associado à ativação da apoptose, o processo de morte celular programada que o organismo usa para eliminar células danificadas, em células de câncer de pâncreas, leucemia e melanoma cultivadas em laboratório, aparentemente sem o mesmo efeito sobre células saudáveis testadas nos mesmos experimentos. Polissacarídeos e triterpenoides da planta são apontados como possíveis responsáveis por esse efeito.

Esses resultados vêm de estudos em células isoladas e, em menor número, em animais; não existem ensaios clínicos em humanos que confirmem segurança ou eficácia do dente-de-leão para prevenir ou tratar qualquer tipo de câncer. O dente-de-leão não é um tratamento oncológico e não deve substituir, atrasar ou ser combinado com quimioterapia, radioterapia ou qualquer outro tratamento contra o câncer sem orientação explícita de um oncologista. Quem enfrenta um diagnóstico de câncer deve conversar com a equipe médica responsável antes de usar qualquer planta medicinal.

Como Usar o Dente-de-Leão

O dente-de-leão é uma planta versátil, e praticamente todas as suas partes podem ser aproveitadas. As folhas frescas e jovens, colhidas antes da floração, são amargas e podem ser adicionadas cruas a saladas ou cozidas como espinafre; as raízes devem ser usadas secas ou cozidas, e quando torradas ganham sabor que lembra café, sendo usadas por algumas pessoas como alternativa sem cafeína. As flores podem ser usadas para preparar geleia, óleo infundido ou vinho. Ao colher dente-de-leão, prefira áreas não tratadas com pesticidas e distantes de estradas movimentadas, e lave bem todas as partes da planta antes de usar.

Chá de Dente-de-Leão

Chá de dente-de-leão

O chá de dente-de-leão pode ser preparado por infusão da folha ou por decocção da raiz. O chá de folha é mais conhecido pelo efeito diurético e pela riqueza em potássio, enquanto o chá de raiz é mais associado à digestão e à saúde do fígado, por estimular a produção de bile.

Ingredientes do Chá de Dente-de-Leão

  • 2,5 xícaras de água fervida
  • 30 g de folhas frescas de dente-de-leão

Modo de Preparo do Chá de Dente-de-Leão

  1. Coloque as folhas em um recipiente aquecido.
  2. Despeje a água fervida sobre as folhas.
  3. Cubra a mistura por 15 a 20 minutos e coe em seguida.
  4. Beba a infusão fria ou quente ao longo do dia, respeitando o limite de até três xícaras diárias.

O chá preparado pode ser guardado na geladeira por até dois dias. Para o chá de raiz, a raiz seca é fervida em água por cerca de 15 minutos antes de coar. Para quem prefere não colher a planta, o cuidado na hora de comprar é o mesmo da colheita: procure fornecedores que informem a procedência e o controle de qualidade da erva, como o chá de dente-de-leão da Loja Medicina Natural.

Tintura de Dente-de-Leão

A tintura é uma forma concentrada de aproveitar o dente-de-leão, indicada para quem já conhece bem a planta e suas contraindicações.

Ingredientes da Tintura de Dente-de-Leão

  • conhaque, gin ou vodca suficiente para cobrir a erva, numa proporção de 50/50 de álcool para água
  • 100 g de folhas e raízes de dente-de-leão finamente cortadas (ou 50 g da erva seca em pó)

Modo de Preparo da Tintura de Dente-de-Leão

  1. Coloque as folhas e raízes cortadas, ou a erva seca em pó, em um recipiente de vidro.
  2. Cubra completamente com a mistura de álcool e água, na proporção indicada.
  3. Guarde o recipiente longe da luz por duas semanas, agitando várias vezes ao dia.
  4. Coe a mistura e armazene em uma garrafa de vidro escuro, bem tampada.

Uma dose tradicional é de 10 a 15 gotas em água, até três vezes ao dia. Por conter álcool, a tintura não deve ser usada por gestantes, lactantes ou pessoas com contraindicação ao consumo de álcool.

Outras Preparações e Receitas

Além do chá e da tintura, a raiz torrada do dente-de-leão pode ser usada como alternativa ao café, com sabor que lembra a bebida, mas sem cafeína. As folhas jovens, colhidas antes da floração, podem ser consumidas cruas em saladas ou cozidas como espinafre, e as flores podem ser usadas para geleia, óleo infundido ou vinho.

Pesto de Folhas de Dente-de-Leão

As folhas amargas do dente-de-leão combinam bem com alho, azeite, nozes e queijo parmesão. Lave e seque bem as folhas jovens, depois processe todos os ingredientes juntos em um liquidificador até obter uma pasta homogênea. O resultado é um pesto nutritivo, que pode ser servido com massas, pães ou como molho.

Óleo Infundido de Flores de Dente-de-Leão

Colha as flores em um dia ensolarado e deixe-as secar por algumas horas para reduzir a umidade. Coloque as flores em um frasco de vidro e cubra-as completamente com um óleo carreador, como azeite ou óleo de amêndoas. Deixe o frasco em um local ensolarado por duas semanas, depois coe o óleo e armazene em um frasco de vidro escuro. Esse óleo tem uso tradicional para massagens e para aliviar dores musculares e articulares.

Contraindicações e Efeitos Colaterais do Dente-de-Leão

O dente-de-leão pode causar dores de estômago e diarreia. Também pode reduzir os níveis de açúcar no sangue e interagir com medicamentos para diabetes, exigindo monitoramento da glicemia em quem os usa juntos. Por ter ação colagoga, aumentando o fluxo de bile, não deve ser usado por pessoas com obstrução dos ductos biliares ou outras doenças biliares.

Pessoas com problemas renais devem consultar um médico antes de usar o dente-de-leão, assim como gestantes e lactantes, que devem ter cautela redobrada. Reações alérgicas à planta são raras, mas quem já é alérgico a outras espécies da família Asteraceae, como a ambrósia, deve ter atenção especial, já que pode haver reação cruzada.

Perguntas Frequentes sobre Dente-de-Leão

Dente-de-Leão Cura Cirrose?

Não. É tradicionalmente usado como tônico hepático leve, mas cirrose e outras doenças hepáticas graves exigem diagnóstico e tratamento médico especializado.

Quem Toma Medicamento para Diabetes Pode Usar Dente-de-Leão?

Deve monitorar a glicemia com atenção e conversar antes com o médico, já que a planta pode reduzir o açúcar no sangue e interagir com esses medicamentos.

Quem Tem Problema na Vesícula Pode Usar Dente-de-Leão?

Não deve usar em caso de obstrução dos ductos biliares ou outras doenças biliares, pela ação colagoga da planta.

A Tintura de Dente-de-Leão Contém Álcool?

Sim, é preparada com conhaque, gin ou vodca, e não deve ser usada por gestantes, lactantes ou pessoas com contraindicação ao álcool.

Quantas Xícaras de Chá de Dente-de-Leão Posso Tomar por Dia?

Até três xícaras diárias, respeitando esse limite.

As Folhas de Dente-de-Leão Podem Ser Comidas Cruas?

Sim, especialmente as folhas jovens colhidas antes da floração, que podem ser adicionadas a saladas.

O Dente-de-Leão É Seguro para Todo Mundo?

É geralmente seguro para a maioria das pessoas, sobretudo quando consumido como alimento, mas pode causar reações alérgicas em quem tem sensibilidade a outras plantas da família Asteraceae, como a ambrósia, e pode interagir com alguns medicamentos.

Como Colher Dente-de-Leão com Segurança?

Prefira áreas não tratadas com pesticidas e distantes de estradas movimentadas, e lave bem todas as partes da planta antes de usar.

Raiz de Dente-de-Leão Torrada Pode Substituir Café?

Tem sabor semelhante ao café quando torrada, sendo usada como alternativa sem cafeína por algumas pessoas.

O Chá de Dente-de-Leão Tem Cafeína?

Não. O chá de folha ou de raiz é naturalmente livre de cafeína, o que o torna uma opção para quem quer evitar estimulantes.

Referências

14 Referências Citadas

Nível de Evidência: 🥈 Moderado

Baseado em 14 Referências Citadas (4 Peer-Reviewed, 1 Institucional, 9 Complementares).

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Estudos Científicos Peer-Reviewed (4)

  1. PEER A comprehensive review of the benefits of Taraxacum officinale on human health
  2. PMC Dandelion (Taraxacum officinale L.) as a Source of Biologically Active Compounds Supporting Human Health
  3. PMC New Perspectives on the Effect of Dandelion, Its Food Products and Other Preparations on the Cardiovascular System and Its Diseases
  4. PEER Pro-health activity of dandelion (Taraxacum officinale L.) and its food products, history and present

Fontes Institucionais (1)

  1. GOV Dandelion: Usefulness and Safety | NCCIH

Leituras Complementares (9)

  1. An overview of therapeutic potentials of Taraxacum officinale: A traditionally used herb
  2. Dandelion: Potential Health Benefits and Side Effects
  3. 1997 Duke, James A. The Green Pharmacy: New Discoveries in Herbal Remedies for Common Diseases and Conditions from the World’s Foremost Authority on Healing Herbs. Rodale, 1997.
  4. 2008 Jeon, Hye-Jin, et al. Anti-inflammatory activity of Taraxacum officinale. Journal of Ethnopharmacology, 2008;115(1):82-88.
  5. 2013 Mir, M. Amin, S. S. Sawhney, and M. M. S. Jassal. Qualitative and quantitative analysis of phytochemicals of Taraxacum officinale. Wudpecker Journal of Pharmacy and Pharmacology, 2013;2(1):001-005.
  6. The Role of Dandelion (Taraxacum officinale) in Liver Diseases: A Review of Its Ethnopharmacological and Modern-Day Evidence
  7. The Biological Active Substances of Taraxacum officinale and Their Application in Cosmetology
  8. The chemical composition and antioxidant properties of dandelion (Taraxacum officinale) leaves and roots
  9. 1996 Williams, Christine A., Fiona Goldstone, and Jenny Greenham. Flavonoids, cinnamic acids and coumarins from the different tissues and medicinal preparations of Taraxacum officinale. Phytochemistry, 1996;42(1):121-127.

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