Samambaia: Benefícios da Planta Medicinal e Ornamental

A Dryopteris filix-mas, também conhecida como samambaia-macho, chama atenção pelo porte robusto, pelas frondes eretas e pelo verde denso que costuma marcar áreas úmidas e sombreadas. É uma espécie clássica entre as samambaias de bosque, com presença ornamental forte e estrutura que transmite vigor sem perder a elegância natural.
Publicado e Revisado Clinicamente Por Equipe Editorial Medicina Natural
Atualizado em 12/03/2026

Entre as plantas medicinais que atravessaram séculos cercadas de respeito e cautela, a samambaia-macho ocupa um lugar singular. Muito antes de ganhar espaço em jardins sombreados e coleções botânicas, ela já era lembrada por curandeiros, médicos antigos e tradições populares que viam no seu rizoma um recurso poderoso, especialmente quando o assunto envolvia vermes intestinais difíceis de eliminar.

Essa reputação não surgiu por acaso. A samambaia-macho, cientificamente chamada de Dryopteris filix-mas, acumulou fama como planta de ação intensa, usada em contextos terapêuticos que exigiam precisão e cuidado. Ao mesmo tempo, sua história sempre veio acompanhada de um alerta importante: o mesmo conjunto de compostos que sustenta seu valor medicinal também explica sua toxicidade, o que torna indispensável o uso responsável e tecnicamente orientado.

Hoje, o interesse pela espécie continua vivo, mas com um olhar mais criterioso. Em vez de repetir o uso tradicional de forma automática, a pesquisa moderna investiga seus compostos bioativos, seus efeitos farmacológicos e seus riscos reais. Com isso, a samambaia-macho deixa de ser apenas uma planta cercada de folclore e passa a ser observada como uma espécie medicinal relevante, complexa e que exige informação séria antes de qualquer uso.

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O Que é a Samambaia-Macho?

A samambaia-macho é uma samambaia perene, vigorosa e de porte marcante, pertencente à família Dryopteridaceae. Seu nome científico é Dryopteris filix-mas, e a espécie se destaca por frondes amplas, recortadas e de verde intenso, que emergem a partir de um rizoma subterrâneo espesso. Esse conjunto confere à planta tanto valor ornamental quanto interesse fitoterápico, já que o rizoma concentra os compostos tradicionalmente mais usados.

Perfil Botânico da Dryopteris filix-mas

Do ponto de vista botânico, a samambaia-macho forma touceiras robustas e pode alcançar cerca de 1 a 1,5 metro de altura em condições favoráveis. As frondes crescem em roseta e carregam, na parte inferior das folhas maduras, os soros onde se formam os esporos. Como toda samambaia, ela não produz flores nem sementes. Sua reprodução ocorre por esporos e também pela expansão do rizoma subterrâneo.

Habitat, Origem e Distribuição

A espécie é nativa de extensas áreas temperadas do Hemisfério Norte, com ocorrência registrada na Europa, na Ásia e na América do Norte. Ela prefere florestas úmidas, solos ricos em matéria orgânica e locais de sombra parcial ou total. Embora o texto popular muitas vezes a associe a florestas tropicais, sua presença clássica está mais ligada a ambientes florestais frescos, sombreados e estáveis, onde a umidade favorece seu desenvolvimento contínuo.

Nomes Populares e Partes Usadas

Além de samambaia-macho, a planta também aparece em diferentes tradições como feto-macho, helecho macho e male fern. A parte historicamente mais usada para fins medicinais é o rizoma, enquanto as frondes aparecem com mais frequência em usos externos e ornamentais. Essa distinção é importante, porque o valor terapêutico tradicional da espécie se concentra sobretudo nas substâncias extraídas do rizoma, e não nas folhas em si.

História e Usos Tradicionais da Samambaia-Macho

Quando o tema é chá de samambaia associado a Dryopteris filix-mas, a tradição histórica precisa vir acompanhada de cautela. A espécie ficou conhecida em usos antigos, mas também é ligada à toxicidade, o que torna inadequado tratar seu consumo como algo simples, cotidiano ou isento de risco.

Quando o tema é chá de samambaia associado a Dryopteris filix-mas, a tradição histórica precisa vir acompanhada de cautela. A espécie ficou conhecida em usos antigos, mas também é ligada à toxicidade, o que torna inadequado tratar seu consumo como algo simples, cotidiano ou isento de risco.

O prestígio histórico da samambaia-macho está fortemente ligado ao seu uso contra parasitas intestinais, especialmente a tênia. Por séculos, o rizoma foi tratado como um recurso potente dentro da medicina tradicional europeia, com registros que remontam à Antiguidade. Esse uso não apenas consolidou a fama da planta, mas também ajudou a transformar a Dryopteris filix-mas em um dos fitoterápicos clássicos mais conhecidos do passado.

Antiguidade, Idade Média e Medicina Clássica

Médicos antigos, como Dioscórides e outros autores da tradição greco-romana, já descreviam a samambaia-macho como planta útil na expulsão de vermes intestinais. Durante a Idade Média, esse conhecimento foi preservado em mosteiros, receituários e tradições orais. Em uma época com poucas opções eficazes para verminoses graves, o rizoma da planta ganhou enorme importância, apesar de já se reconhecer que o uso exigia cautela.

Uso Popular e Expansão Etnobotânica

Com o tempo, o uso tradicional foi além da ação vermífuga. Em diferentes regiões, a planta passou a ser associada a dores reumáticas, inflamações, feridas e alguns desconfortos digestivos. Em certas tradições africanas e europeias, também apareceu em usos externos e aplicações populares para inchaços e problemas cutâneos. Essa diversidade etnobotânica mostra como a samambaia-macho foi reinterpretada por diferentes culturas, embora nem todos esses usos tenham a mesma base científica.

Composição Fitoquímica da Dryopteris filix-mas

Nas frondes de Dryopteris filix-mas, o desenho revela uma arquitetura precisa, com segmentos bem distribuídos ao longo do eixo central e recortes que criam textura rica sem pesar o conjunto. Esse padrão quase bipinado dá profundidade visual à planta e reforça a identidade ornamental típica da samambaia-macho.

Nas frondes de Dryopteris filix-mas, o desenho revela uma arquitetura precisa, com segmentos bem distribuídos ao longo do eixo central e recortes que criam textura rica sem pesar o conjunto. Esse padrão quase bipinado dá profundidade visual à planta e reforça a identidade ornamental típica da samambaia-macho.

A samambaia-macho deve seu perfil medicinal e tóxico a uma composição fitoquímica complexa, concentrada principalmente no rizoma. O grupo mais importante é o dos floroglucinóis, substâncias tradicionalmente ligadas à atividade anti-helmíntica da planta. Entre elas, a filicina se destaca como o nome mais conhecido, embora o conjunto ativo envolva uma mistura de derivados relacionados, com ação farmacológica intensa.

Filicina e Derivados de Floroglucinol

A filicina, também chamada de ácido filícico em alguns contextos históricos, não é uma molécula isolada simples, mas uma fração rica em compostos de ação marcante sobre parasitas intestinais. Esses derivados de floroglucinol explicam por que o rizoma da samambaia-macho foi tão valorizado no passado no tratamento de teníase. Ao mesmo tempo, são justamente eles que respondem pela toxicidade relevante da planta quando a dose ultrapassa uma faixa segura.

Taninos, Resinas, Óleos e Outros Compostos

Além dos floroglucinóis, o rizoma também contém taninos, resinas, pequenas frações de óleo essencial, triterpenos e compostos fenólicos com atividade antioxidante. Esses elementos ajudam a explicar propriedades adstringentes, anti-inflamatórias e protetoras observadas em estudos experimentais. A composição, porém, varia conforme época de coleta, origem da planta e forma de preparo, o que reforça a dificuldade de padronizar receitas caseiras com segurança.

Para Que Serve a Samambaia-Macho?

Quando se pergunta para que serve a samambaia-macho, a resposta mais sólida continua ligada ao seu uso histórico contra vermes intestinais. No entanto, a pesquisa moderna ampliou esse olhar e passou a investigar também atividades anti-inflamatórias, antioxidantes, antimicrobianas e efeitos sobre outros sistemas biológicos. Isso não significa que todos os usos populares tenham sido confirmados, mas mostra que a espécie possui um perfil farmacológico mais amplo do que se pensava inicialmente.

Ação Anti-helmíntica Contra Parasitas Intestinais

O uso clássico da samambaia-macho consiste na expulsão de parasitas intestinais, sobretudo cestoides como a tênia. Os compostos do rizoma atuam sobre a musculatura e o sistema nervoso do verme, levando à paralisia e ao desprendimento da mucosa intestinal. Tradicionalmente, o processo era completado com um laxante salino, que ajudava a eliminar o parasita já imobilizado. Foi esse mecanismo que sustentou a fama medicinal da planta por séculos.

Potencial Anti-inflamatório e Antioxidante

Estudos mais recentes, especialmente com extratos das folhas, observaram atividade anti-inflamatória em modelos experimentais. Também foram descritos efeitos antioxidantes atribuídos a compostos fenólicos e flavonoides presentes na planta. Esses achados ajudam a compreender por que a samambaia-macho apareceu em usos populares voltados a inchaço, dor e processos inflamatórios. Ainda assim, a distância entre achados experimentais e aplicação clínica segura continua exigindo prudência.

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Outras Atividades Farmacológicas em Estudo

Além da ação vermífuga e do perfil anti-inflamatório, a literatura experimental também menciona efeitos antimicrobianos, antidiarreicos e influência sobre a contratilidade uterina. Esses dados são importantes porque ampliam o entendimento farmacológico da espécie, mas também reforçam seus riscos. Uma planta que interfere em vários sistemas do organismo não deve ser tratada como chá comum de uso livre. O potencial terapêutico existe, mas a margem de segurança exige critério técnico.

Ação Anti-helmíntica da Samambaia-Macho

A ação anti-helmíntica é o ponto mais clássico e mais documentado da história da samambaia-macho. Foi por causa dela que a planta entrou em receituários, farmacopeias e práticas médicas durante longos períodos da história. Mesmo hoje, quando existem vermífugos muito mais seguros, entender esse uso continua sendo importante para compreender o lugar histórico e farmacológico da Dryopteris filix-mas na fitoterapia tradicional.

Como a Planta Atua Sobre os Vermes

Os compostos do rizoma agem diretamente sobre o parasita, produzindo uma paralisia que impede sua fixação à parede intestinal. Em vez de destruir mecanicamente o verme, a planta favorece seu desprendimento, e por isso o uso tradicional quase sempre era associado a um purgante ou laxante salino. Sem essa etapa, a eliminação poderia ser incompleta. Esse detalhe explica por que o tratamento exigia protocolo e não apenas ingestão simples do preparo.

Por Que o Uso Caseiro é Arriscado

O problema central é que a diferença entre dose ativa e dose tóxica é estreita. Em receitas caseiras, a concentração dos compostos pode variar muito de um rizoma para outro, de uma colheita para outra e de um método de preparo para outro. Isso torna a automedicação extremamente arriscada. Mesmo quando a intenção é seguir uma tradição popular, a ausência de padronização transforma o que parecia um remédio em uma fonte real de intoxicação.

Como Usar a Samambaia-Macho?

Quando o assunto é modo de uso, a samambaia-macho exige um grau de cautela que não costuma ser necessário com outras plantas mais suaves. O preparo tradicional existe, mas não pode ser tratado como receita doméstica trivial. A planta foi usada em decocções, extratos e aplicações externas, porém o uso interno seguro sempre dependeu de dose precisa, contexto clínico e acompanhamento profissional, sobretudo por causa da toxicidade do rizoma.

Decocção do Rizoma

A decocção do rizoma é uma das formas históricas mais citadas, especialmente no uso anti-helmíntico. O problema é que esse método, embora tradicional, não garante padronização adequada da quantidade de ativos extraídos. Em textos antigos, a prática era seguida por purgantes salinos, o que reforça que o uso não era simples. Hoje, repetir essa preparação em casa não é uma conduta segura, justamente porque a concentração do preparo pode variar demais.

Extrato de Oleorresina

Na tradição farmacêutica, a oleorresina foi a forma mais controlada e tecnicamente relevante de uso da samambaia-macho. Ela permitia padronizar melhor a fração ativa do rizoma e administrar a planta com mais precisão do que em chás brutos. Ainda assim, mesmo essa forma foi perdendo espaço na prática clínica conforme surgiram medicamentos sintéticos mais seguros, eficazes e previsíveis para verminoses, com menor risco de intoxicação sistêmica.

Uso Externo e Aplicações Tradicionais

As aplicações externas, feitas com folhas ou partes trituradas da planta, aparecem em relatos populares ligados a dores, inchaços e pequenas lesões cutâneas. Esse uso tende a apresentar risco menor do que o consumo interno, mas não está totalmente livre de problemas, especialmente em pessoas com pele sensível. Como a espécie possui compostos biologicamente ativos, a recomendação continua sendo cautela, teste localizado e orientação profissional quando houver histórico de alergia ou irritação.

Toxicidade e Riscos da Samambaia-Macho

A Dryopteris filix-mas, também conhecida como samambaia-macho, chama atenção pelo porte robusto, pelas frondes eretas e pelo verde denso que costuma marcar áreas úmidas e sombreadas. É uma espécie clássica entre as samambaias de bosque, com presença ornamental forte e estrutura que transmite vigor sem perder a elegância natural.

A Dryopteris filix-mas, também conhecida como samambaia-macho, chama atenção pelo porte robusto, pelas frondes eretas e pelo verde denso que costuma marcar áreas úmidas e sombreadas. É uma espécie clássica entre as samambaias de bosque, com presença ornamental forte e estrutura que transmite vigor sem perder a elegância natural.

Falar de samambaia-macho sem falar de toxicidade seria um erro grave. A espécie não é um chá leve de uso cotidiano, e a própria literatura tradicional sempre cercou seu emprego de advertências. Seus compostos ativos podem desencadear reações sérias quando usados em excesso, em contexto inadequado ou por pessoas mais vulneráveis. É justamente por isso que a planta, apesar de historicamente importante, exige uma abordagem muito mais cuidadosa do que a maioria das espécies medicinais populares.

Principais Sintomas de Intoxicação

Os sinais mais comuns de intoxicação incluem náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal, tontura e dor de cabeça. Em quadros mais graves, podem surgir tremores, fraqueza, confusão mental, alterações respiratórias e convulsões. Um dos riscos clássicos mais preocupantes é o comprometimento visual, que pode ir de visão turva a quadros mais severos. Diante de qualquer suspeita de intoxicação, a conduta correta é procurar atendimento médico imediato.

Por Que a Tiaminase Merece Atenção

A planta fresca também pode conter tiaminase, enzima associada à degradação de vitamina B1. Esse ponto aparece com frequência em discussões toxicológicas sobre a espécie e ajuda a entender por que o uso prolongado ou repetido sem critério é particularmente inadequado. Quando se somam floroglucinóis tóxicos, potencial irritativo e risco nutricional indireto, fica ainda mais claro que a samambaia-macho não combina com automedicação ou protocolos improvisados.

Danos Hepáticos, Renais e Neurológicos

Além dos sintomas agudos, a intoxicação pode atingir fígado, rins e sistema nervoso, especialmente em superdosagens ou exposições inadequadas. A literatura veterinária também reforça que a planta é tóxica para animais, o que contribui para o entendimento de seu potencial lesivo. Esse perfil sistêmico explica por que a espécie foi progressivamente substituída por fármacos mais seguros. O valor histórico permanece, mas o uso precisa ser lido à luz da segurança moderna.

Contraindicações e Interações Medicamentosas

As contraindicações da samambaia-macho são extensas e precisam ser levadas a sério. O uso interno não é indicado para grávidas, lactantes, crianças, idosos frágeis e pessoas com doenças hepáticas, renais, gástricas ou cardíacas. Em indivíduos com anemia, debilidade marcada ou histórico de alergias vegetais, a tolerância pode ser ainda pior. Em vez de tentar adaptar a planta a contextos de risco, o mais sensato é reconhecer que existem opções terapêuticas muito mais seguras hoje.

Quem Deve Evitar Completamente a Planta

Gravidez e amamentação estão entre as contraindicações mais importantes, assim como idade pediátrica e quadros clínicos com maior vulnerabilidade orgânica. Pessoas com úlcera, gastrite intensa, insuficiência renal, doença hepática ou alterações cardiovasculares também não devem fazer uso interno. A planta não foi feita para consumo livre, e a tentativa de utilizá-la como recurso cotidiano ou profilático desconsidera justamente o aspecto mais crítico do seu perfil farmacológico.

Interações Com Óleos, Álcool e Medicamentos

Um dos alertas clássicos mais conhecidos envolve o uso combinado com substâncias oleosas, como óleos laxativos. Esse tipo de associação pode aumentar a absorção dos compostos tóxicos e piorar significativamente o quadro. O álcool também é inadequado durante o uso, assim como dietas muito gordurosas. Em relação a medicamentos, qualquer associação com substâncias que sobrecarreguem fígado, rins ou sistema nervoso deve ser avaliada por profissional habilitado.

Cultivo da Samambaia-Macho e Uso Ornamental

A simetria de Dryopteris filix-mas aparece no arranjo regular das frondes, que se abrem em forma equilibrada e conferem unidade ao conjunto. Essa organização natural, comum em exemplares bem desenvolvidos, combina verticalidade, repetição e leve arqueamento, criando uma silhueta harmoniosa que ajuda a distinguir a espécie entre outras samambaias.

A simetria de Dryopteris filix-mas aparece no arranjo regular das frondes, que se abrem em forma equilibrada e conferem unidade ao conjunto. Essa organização natural, comum em exemplares bem desenvolvidos, combina verticalidade, repetição e leve arqueamento, criando uma silhueta harmoniosa que ajuda a distinguir a espécie entre outras samambaias.

Fora do campo medicinal, a samambaia-macho tem excelente desempenho ornamental e pode ser cultivada com segurança desde que não haja ingestão da planta. Sua presença em jardins sombreados é valorizada pela textura elegante das frondes e pela aparência antiga, quase arqueológica, que dá profundidade ao paisagismo. Nesse contexto, a espécie deixa de ser vista como remédio perigoso e passa a ser apreciada como planta estrutural de grande beleza.

O cultivo é relativamente simples em locais com sombra parcial, solo rico em matéria orgânica e umidade constante, sem encharcamento. A divisão do rizoma é a forma mais prática de propagação em jardinagem, e a planta tende a se estabelecer bem quando o ambiente reproduz o frescor e a umidade das florestas onde cresce naturalmente. Em casas com crianças pequenas ou animais que mastigam plantas, a única exigência real é impedir o acesso direto ao rizoma e às frondes.

Curiosidades, Cultura e Folclore da Samambaia-Macho

A samambaia-macho também acumulou simbolismos culturais ao longo dos séculos. Em algumas tradições europeias, samambaias eram associadas à proteção espiritual, à sorte e a rituais sazonais. O nome latino filix-mas, literalmente ligado à ideia de “feto-macho”, fazia referência à robustez da planta em comparação com outras espécies conhecidas. Em certos contextos populares, ela foi cercada por aura mágica, sobretudo por sua força medicinal e por seu aspecto ancestral.

Outra curiosidade recorrente está na ideia de “fóssil vivo”, expressão usada popularmente para destacar a antiguidade evolutiva das samambaias como grupo. Embora a frase seja mais simbólica do que técnica, ela ajuda a captar o impacto visual e histórico que essas plantas provocam. No caso da samambaia-macho, esse fascínio se soma a um passado medicinal forte, o que faz dela uma espécie que continua chamando atenção tanto em jardins quanto em discussões sobre história da fitoterapia.

Perguntas Frequentes Sobre a Samambaia-Macho

Para Que Serve o Chá de Samambaia-Macho?

Tradicionalmente, o chá ou a decocção do rizoma da samambaia-macho foi usado como vermífugo, especialmente em casos de tênia. Contudo, esse uso não deve ser tratado como seguro em ambiente doméstico, porque a planta é tóxica e a dose terapêutica pode se aproximar perigosamente da dose tóxica. Na prática atual, repetir esse preparo sem supervisão profissional não é recomendado.

A Dryopteris filix-mas é Venenosa?

Sim. A Dryopteris filix-mas possui compostos tóxicos, sobretudo no rizoma, e pode causar reações sérias quando usada em dose inadequada. Náuseas, vômitos, diarreia, tontura, alterações neurológicas e até comprometimento visual estão entre os riscos descritos. Por isso, a espécie deve ser tratada com prudência e nunca como uma planta de uso livre ou rotineiro.

Como a Samambaia-Macho Mata os Vermes?

Os compostos ativos da planta, principalmente derivados de floroglucinol como a filicina, atuam provocando paralisia no parasita. Quando isso acontece, o verme perde a capacidade de permanecer aderido à parede intestinal e pode ser eliminado com auxílio de laxante salino. Esse mecanismo explica o uso histórico da planta em verminoses, especialmente teníase, embora hoje existam alternativas muito mais seguras.

Posso Usar Samambaia-Macho Para Inflamação?

Existem estudos experimentais indicando atividade anti-inflamatória na espécie, especialmente em extratos vegetais analisados em laboratório e modelos animais. Ainda assim, isso não torna o uso interno livre ou seguro para tratar inflamação no cotidiano. O risco toxicológico continua alto. Quando o objetivo é controle inflamatório, há outras plantas e abordagens muito mais adequadas e melhor toleradas.

Quais São os Principais Sintomas de Intoxicação?

Os sintomas mais frequentes incluem náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal, tontura e fraqueza. Em casos mais graves, podem ocorrer tremores, confusão mental, convulsões, dificuldade respiratória e alterações visuais. A presença de qualquer um desses sinais após contato interno com a planta exige interrupção imediata do uso e procura urgente por atendimento médico.

Existem Alternativas Mais Seguras Para Tratar Vermes?

Sim. Atualmente, existem vermífugos sintéticos com eficácia alta e perfil de segurança muito superior ao da samambaia-macho. Medicamentos como albendazol e mebendazol são exemplos conhecidos, embora a escolha dependa do parasita identificado. Em vez de recorrer a uma planta tóxica historicamente famosa, o caminho mais seguro é diagnóstico médico correto e tratamento farmacológico adequado.

Como Diferenciar a Samambaia-Macho de Outras Samambaias?

A identificação envolve observar formato das frondes, padrão dos soros, robustez do rizoma e características das escamas marrons na base. Ainda assim, diferenciar samambaias com segurança nem sempre é simples para leigos, porque várias espécies podem parecer semelhantes em ambientes florestais e jardins. Quando a intenção envolve qualquer uso medicinal, a identificação botânica correta deixa de ser detalhe e se torna exigência básica.

É Seguro Cultivar Dryopteris filix-mas em Casa?

Sim, o cultivo ornamental é seguro desde que a planta não seja ingerida. Em jardins sombreados, ela é uma espécie bonita, resistente e de boa presença visual. O cuidado principal é mantê-la fora do alcance de crianças pequenas e animais que tenham hábito de mastigar folhas ou cavar rizomas. O risco ornamental é baixo; o problema real aparece quando há uso interno indevido.

O Chá de Feto-Macho é Seguro Para Consumo Regular?

Não. O consumo regular do chá de feto-macho não é considerado seguro, justamente por causa da toxicidade dos compostos ativos e da presença potencial de tiaminase. Essa planta não se encaixa no perfil de chá leve de uso diário. Mesmo preparos tradicionais precisam ser lidos com muito cuidado, porque repetir o uso sem controle pode trazer efeitos acumulativos indesejáveis.

Quais São os Principais Usos Medicinais do Feto-Macho?

Historicamente, o principal uso medicinal do feto-macho foi como vermífugo, especialmente contra a tênia. Em tradições populares, também apareceu em usos externos para inchaços, feridas e dores localizadas. Mais recentemente, estudos experimentais observaram atividades anti-inflamatórias, antioxidantes e antimicrobianas. Ainda assim, o peso histórico do uso antiparasitário continua sendo o eixo principal da planta.

O Feto-Macho Pode Ser Usado Durante a Gravidez ou Amamentação?

Não. O uso é contraindicado na gravidez e na amamentação. Os compostos tóxicos da planta podem representar risco tanto para a gestante quanto para o bebê, e não há margem segura que justifique o uso doméstico nessas fases. Em qualquer contexto de gestação ou lactação, a orientação correta é evitar completamente a planta para fins medicinais.

Referências e Estudos Científicos

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Equipe Editorial Medicina Natural

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