Plantas Medicinais

Inhame-Chinês: Uso da Raiz para Glicemia e Saúde Digestiva

O inhame-chinês (Dioscorea batatas) é uma raiz tradicional chinesa estudada por seu papel na glicemia e na digestão. Veja como usá-lo, o modo de preparo, receitas de chá e as contraindicações.

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Evidência Moderada15 Referências
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Dioscorea batatas - INHAME-CHINÊS; CINNAMON VINE
Frutos e folhagem do inhame-chinês (Dioscorea batatas), planta medicinal utilizada no controle da glicemia e saúde digestiva na medicina tradicional.

O inhame-chinês, cientificamente conhecido como Dioscorea batatas, é um tubérculo nativo da China e do Japão com propriedades medicinais notáveis e um valor nutricional expressivo. Utilizado há milênios na Medicina Tradicional Chinesa como tônico para o baço, o estômago, os pulmões e os rins, este alimento funcional acumula hoje um corpo crescente de evidências científicas que ajudam a explicar seus usos ancestrais.

A análise fitoquímica do tubérculo revela uma composição rica em amido resistente, diosgenina, alantoína, polissacarídeos imunomoduladores e compostos fenólicos, cujas atividades antioxidante, anti-inflamatória, antidiabética e imunoestimulante têm sido documentadas em diversas pesquisas. Este artigo explora as características botânicas, os componentes bioativos, os benefícios estudados e as formas de uso da espécie, sempre com base em fontes científicas e em linguagem acessível.

Sumário do Artigo
  1. O Que É o Inhame-Chinês?
  2. História e Uso Tradicional do Inhame-Chinês
  3. Principais Componentes Bioativos do Inhame-Chinês
  4. Benefícios do Inhame-Chinês para a Saúde Digestiva
  5. Potencial no Controle Glicêmico
  6. Ação Antioxidante e Anti-inflamatória
  7. Fortalecimento do Sistema Imunológico
  8. Outros Benefícios do Inhame-Chinês para a Saúde
  9. Como Preparar e Usar o Inhame-Chinês
  10. Diferenças Entre o Inhame-Chinês e Outros Tubérculos
  11. Cultivo e Sustentabilidade do Inhame-Chinês
  12. Contraindicações e Efeitos Colaterais
  13. Perguntas Frequentes Sobre o Inhame-Chinês

O Que É o Inhame-Chinês?

Morfologia e Características Botânicas da Dioscorea batatas

A Dioscorea batatas é uma planta trepadeira pertencente à família Dioscoreaceae, popularmente chamada de inhame-chinês ou, no Japão, de nagaimo. Seus caules podem atingir vários metros de comprimento, com folhas em formato de coração e flores pequenas e perfumadas. O destaque da espécie são os tubérculos longos e cilíndricos, de casca fina e marrom-clara e polpa branca e firme, que constituem a parte comestível e medicinalmente mais valorizada da planta. Na literatura botânica mais recente, a espécie também é referenciada pelo nome científico Dioscorea polystachya, atualmente considerado por diversas fontes como sinônimo aceito de Dioscorea batatas.

Composição Nutricional e Valor Alimentar do Inhame-Chinês

Nutricionalmente, o inhame-chinês é uma fonte rica de amido, fibras e proteínas, além de vitaminas e minerais essenciais como o complexo B, o manganês, o potássio e a vitamina C. O principal composto bioativo, a diosgenina, é uma saponina esteroidal com ação anti-inflamatória e antioxidante e potencial de regulação hormonal, ainda em estudo. A alantoína, outra substância presente no tubérculo, favorece a cicatrização e a proliferação celular, sendo também utilizada em produtos para a pele.

História e Uso Tradicional do Inhame-Chinês

O Shan Yao na Medicina Tradicional Chinesa

O inhame-chinês tem uma história que remonta a milhares de anos. Na Medicina Tradicional Chinesa, é conhecido como Shan Yao e classificado como um tônico que fortalece principalmente o baço e o estômago. Era tradicionalmente indicado para desconfortos digestivos como diarreia e indigestão, para fadiga e para a restauração da energia vital (Qi), além de nutrir os pulmões e os rins, sendo considerado um remédio versátil para toda a família. Na China, o tubérculo é também associado à longevidade e à vitalidade, e o Shan Yao figura entre os cinquenta itens fundamentais da farmacopeia chinesa, mencionado em textos clássicos que atestam sua importância histórica na tradição médica oriental.

Do Nagaimo ao Uso Global: a Expansão da Dioscorea batatas

Além da China, outros países incorporaram a planta às suas tradições culinárias e medicinais. No Japão, o nagaimo é consumido cozido ou cru em diversas receitas tradicionais, sendo especialmente apreciada sua textura única. Na Coreia, conhecido como “ma”, é consumido fresco, em sucos e em pratos cozidos. A popularidade do tubérculo transcendeu as fronteiras asiáticas, e hoje ele é cultivado e consumido globalmente, integrando tanto a gastronomia quanto a medicina integrativa ocidental.

Principais Componentes Bioativos do Inhame-Chinês

Amido Resistente, Diosgenina e Alantoína

O inhame-chinês oferece uma gama notável de compostos benéficos. O amido resistente atua como fibra prebiótica, alimentando as bactérias saudáveis do intestino. A diosgenina, saponina esteroidal com estrutura química semelhante à dos hormônios esteroides humanos como o estrogênio e a progesterona, foi historicamente a matéria-prima para a síntese comercial de hormônios como a cortisona e a progesterona, um marco na medicina do século XX. A alantoína, por sua vez, favorece a proliferação celular e a cicatrização de tecidos.

Mecanismos de Ação da Diosgenina

A pesquisa moderna continua explorando os efeitos diretos da diosgenina no organismo, em estudos que ainda são majoritariamente pré-clínicos (in vitro e em animais). Sua ação anti-inflamatória parece envolver a inibição de vias como a do NF-κB, complexo proteico central na regulação da resposta inflamatória, o que ajudaria a modular a inflamação crônica de baixo grau associada a diversas doenças. No metabolismo do colesterol, o composto parece inibir sua absorção intestinal e aumentar sua excreção. O potencial neuroprotetor da diosgenina também é investigado, com pesquisas voltadas à proteção de neurônios contra o estresse oxidativo, embora a biodisponibilidade real desses compostos a partir do consumo alimentar ainda precise ser melhor compreendida.

Benefícios do Inhame-Chinês para a Saúde Digestiva

Fibras, Amido Resistente e Microbiota Intestinal

O sistema digestivo se beneficia do consumo regular desta espécie. As fibras dietéticas favorecem o trânsito intestinal regular, ajudam a prevenir a constipação e aumentam o bolo fecal, facilitando sua passagem pelo cólon. O amido resistente, ao atuar como prebiótico, nutre a microbiota intestinal saudável, estimulando a produção de ácidos graxos de cadeia curta como o butirato, que serve de energia para as células do cólon e tem efeito anti-inflamatório, contribuindo para a saúde intestinal geral.

Enzimas Digestivas e Conforto Pós-Prandial

As enzimas digestivas presentes no tubérculo, como a amilase, auxiliam na quebra de carboidratos, facilitando a digestão e a absorção de nutrientes. Pessoas com digestão lenta podem se beneficiar especialmente do consumo regular da Dioscorea batatas, que pode ajudar a aliviar o inchaço e reduzir a sensação de peso após as refeições. Essa combinação de fibras, amido resistente e enzimas faz do inhame-chinês um aliado digestivo completo, adequado para o conforto gastrointestinal no dia a dia.

Potencial no Controle Glicêmico

Baixo Índice Glicêmico e Sensibilidade à Insulina

O inhame-chinês vem sendo estudado por seu potencial no manejo do diabetes tipo 2. O baixo índice glicêmico do tubérculo significa que sua digestão é lenta e a liberação de glicose na corrente sanguínea é gradual, evitando picos indesejados. Estudos indicam que a diosgenina pode melhorar a sensibilidade à insulina: quando as células respondem melhor ao hormônio, utilizam de forma mais eficiente a glicose, o que ajuda a manter os níveis sanguíneos mais estáveis. As fibras retardam adicionalmente a absorção de açúcar, um efeito relevante para diabéticos.

Evidências Científicas Sobre a Dioscorea batatas e a Glicemia

Pesquisas em modelos animais mostraram resultados promissores: extratos de Dioscorea batatas reduziram a glicemia de jejum e melhoraram a tolerância à glicose. Ainda são necessários mais estudos em humanos para confirmar esses efeitos e estabelecer dosagens seguras, mas os dados acumulados são animadores. O consumo do tubérculo pode ser um complemento interessante no acompanhamento do diabetes tipo 2, sempre associado ao tratamento médico convencional e sob orientação de um profissional de saúde, nunca em substituição a ele.

Ação Antioxidante e Anti-inflamatória

Compostos Fenólicos e Proteção Celular

O estresse oxidativo causa danos celulares e está ligado ao desenvolvimento de diversas doenças crônicas. O inhame-chinês é rico em compostos fenólicos e flavonoides que ajudam a neutralizar radicais livres, contribuindo para reduzir o risco de envelhecimento precoce, de doenças cardíacas e de alguns tipos de câncer. A vitamina C presente no tubérculo reforça adicionalmente as defesas antioxidantes do organismo, somando-se a essa proteção celular.

Diosgenina, Inflamação Crônica e Artrite

A inflamação crônica contribui para condições como artrite, síndrome metabólica e doenças cardiovasculares. A diosgenina da Dioscorea batatas demonstrou, em estudos pré-clínicos, propriedades anti-inflamatórias ao inibir a produção de moléculas inflamatórias, o que poderia ajudar a aliviar dores e inchaços associados a essas condições. O consumo regular da planta pode modular a resposta inflamatória do organismo de forma suave, sendo um complemento de interesse para pessoas com condições inflamatórias crônicas, sempre com acompanhamento médico.

Fortalecimento do Sistema Imunológico

Polissacarídeos do Inhame-Chinês e Células de Defesa

Os polissacarídeos do inhame-chinês possuem atividade imunomoduladora, estimulando a função de linfócitos e macrófagos, células que atuam na linha de frente do sistema imunológico na identificação e destruição de patógenos. A vitamina C presente no tubérculo desempenha também um papel relevante, sendo necessária para a produção adequada de glóbulos brancos. A combinação desses componentes torna a espécie um alimento de interesse para a manutenção de uma imunidade eficiente.

O Shan Yao na Recuperação Pós-Doença

Na medicina tradicional, o Shan Yao era amplamente usado no período de recuperação após doenças, na crença de que restaurava a força e fortalecia a energia defensiva do organismo. A ciência moderna começa a explorar essa sabedoria ancestral: alguns estudos sugerem que o consumo regular da Dioscorea batatas pode contribuir para reduzir a frequência de infecções e a duração dos episódios de doença. Mais estudos clínicos em humanos ainda são necessários, mas os dados existentes já apontam para um papel relevante do tubérculo como alimento funcional de interesse imunológico.

Outros Benefícios do Inhame-Chinês para a Saúde

Saúde Óssea e Menopausa

A diosgenina, fitoestrógeno presente na Dioscorea batatas, tem sido estudada por seu potencial em favorecer a saúde óssea. Durante a menopausa, a queda dos níveis de estrogênio pode levar à perda de densidade óssea, aumentando o risco de osteoporose, e a diosgenina pode mimetizar parcialmente a ação do estrogênio, ajudando a preservar a massa óssea. O potássio presente no tubérculo também contribui para o equilíbrio de cálcio no organismo, mineral fundamental para a saúde dos ossos.

Saúde Cardiovascular

O inhame-chinês pode contribuir para a saúde do coração de mais de uma forma. As fibras solúveis ajudam a reduzir os níveis de colesterol LDL, ligando-se a ele no sistema digestivo e favorecendo sua eliminação, e a diosgenina também demonstrou, em estudos, um possível efeito hipocolesterolêmico. O potássio do tubérculo ainda ajuda a regular a pressão arterial, contrabalançando os efeitos do sódio e relaxando as paredes dos vasos sanguíneos.

Função Cognitiva e Saúde do Cérebro

Estudos preliminares sugerem que o inhame-chinês pode ter efeitos benéficos na função cognitiva. Seus compostos antioxidantes ajudam a proteger as células cerebrais do dano oxidativo, associado ao declínio cognitivo e a doenças neurodegenerativas como o Alzheimer. A diosgenina também vem sendo investigada por seu potencial em favorecer o crescimento de neurônios e em melhorar a memória e a capacidade de aprendizado, embora a biodisponibilidade de seus compostos ativos a partir do consumo alimentar ainda precise ser mais bem compreendida.

Como Preparar e Usar o Inhame-Chinês

O Inhame-Chinês na Gastronomia Asiática

A Dioscorea batatas é extremamente versátil na cozinha: pode ser assada, cozida, frita ou refogada, além de consumida crua, com sabor suave, terroso e levemente adocicado. Na China, é frequentemente cozida lentamente em sopas tônicas com goji berries e frango, fatiada em refogados por sua textura crocante, ou preparada como sobremesa glaceada em xarope de açúcar até ficar macia e brilhante. No Japão, o nagaimo é famoso pela textura escorregadia quando ralado, o “tororo”, servido cru sobre arroz quente (tororo gohan) ou macarrão soba (tororo soba), além de usado como espessante natural em pratos como o okonomiyaki. Na Coreia, o tubérculo, chamado de “ma”, é consumido fresco, em sucos e smoothies ou em pratos cozidos. Em algumas regiões da Ásia, o tubérculo seco e moído também é transformado em farinha, usada tanto em preparações salgadas quanto em sobremesas.

Receita de Purê de Inhame-Chinês

  1. Lave bem o tubérculo e descasque a pele fina.
  2. Corte a polpa em cubos ou rodelas de tamanho semelhante.
  3. Cozinhe os pedaços em água até ficarem macios.
  4. Escorra a água e amasse os pedaços com um garfo.
  5. Tempere com azeite, sal e pimenta a gosto e sirva.

Como Preparar o Chá de Inhame-Chinês

O chá pode ser preparado por decocção ou por infusão, a partir do tubérculo seco.

  1. Para a decocção, ferva de 10 a 15 gramas do tubérculo seco em 500 ml de água durante 20 a 30 minutos.
  2. Para a infusão, adicione de 5 a 10 gramas do tubérculo seco, fatiado ou em pó, a 250 ml de água quente.
  3. Deixe repousar por 10 a 15 minutos.
  4. Coe antes de beber e ajuste a quantidade conforme a preferência de sabor.

Armazenamento do Inhame-Chinês

Para armazenar, guarde o inhame-chinês inteiro em local fresco e escuro, como uma despensa ou porão, evitando a geladeira, pois a umidade pode acelerar o brotamento; nessas condições, ele pode durar várias semanas. Após cortado, conserve a polpa em recipiente fechado na geladeira, o que ajuda a preservar tanto a textura quanto os compostos bioativos do tubérculo.

Diferenças Entre o Inhame-Chinês e Outros Tubérculos

Dioscorea batatas, Batata-Doce e Inhame Africano

É comum haver confusão entre o inhame-chinês, a batata-doce e outros tipos de inhame. A batata-doce (Ipomoea batatas), da família Convolvulaceae, tem polpa mais doce e úmida, geralmente de cor laranja, roxa ou branca, e é rica em betacaroteno, precursor da vitamina A pouco presente no inhame-chinês. O inhame africano (como a Dioscorea rotundata) é geralmente maior, com casca mais grossa e polpa mais seca e rica em amido, base do fufu em partes da África e do Caribe. O inhame-chinês, por contraste, é mais aquoso, de textura mais fina, crocante quando cru e cremoso quando cozido.

Inhame-Chinês e Cará: Distinções Práticas

O cará, encontrado no Brasil, é outra variedade de Dioscorea (Dioscorea alata) que se diferencia pela forma mais irregular e, por vezes, pela polpa de cor roxa, com sabor mais terroso em comparação com a suavidade do inhame-chinês. A possibilidade de consumo cru é uma característica que distingue o inhame-chinês da maioria dos demais representantes de sua família botânica. A combinação de baixo índice glicêmico, concentração elevada de diosgenina e versatilidade culinária torna a espécie única entre os inhames.

Cultivo e Sustentabilidade do Inhame-Chinês

Requisitos de Cultivo e Adaptação Climática

A Dioscorea batatas é uma planta relativamente fácil de cultivar, que prefere solos bem drenados e ricos em matéria orgânica, além de um suporte para seus caules trepadeiros crescerem. É resistente e se adapta a uma variedade de climas, de tropicais a temperados, o que contribui para sua disseminação global. A propagação pode ser feita a partir de sementes ou de seções do tubérculo, com germinação e desenvolvimento que variam conforme as condições locais. Uma característica peculiar da espécie é a formação de pequenos tubérculos aéreos nas axilas das folhas, conhecidos como bulbilhos, que podem ser colhidos e usados tanto para a propagação vegetativa da planta quanto para consumo direto.

Cultivo Sustentável e Impacto Socioeconômico

Por ser uma planta perene, o inhame-chinês pode ser colhido seletivamente, permitindo que o restante continue a crescer e a produzir, o que o torna uma cultura alimentar resiliente e uma fonte sustentável de renda para muitas comunidades rurais. Práticas de cultivo orgânico e o uso eficiente da água são importantes para garantir a viabilidade a longo prazo. Ao optar por produtos de fontes sustentáveis, o consumidor contribui tanto para a preservação da espécie quanto para as economias locais que dela dependem.

Contraindicações e Efeitos Colaterais

Uso Alimentar Versus Suplementação Concentrada

O consumo alimentar de inhame-chinês é seguro para a maioria das pessoas. O uso em forma concentrada, como suplementos em pó ou cápsulas, exige mais cautela: doses elevadas podem causar distúrbios gastrointestinais como diarreia ou náuseas. Pessoas com condições hormônio-sensíveis, como câncer de mama ou endometriose, devem consultar um médico antes de usar suplementos de diosgenina, dado seu potencial de atividade estrogênica, ainda que fraca. O chá preparado a partir do tubérculo seco, embora geralmente seguro, pode ocasionalmente causar gases ou inchaço em pessoas com maior sensibilidade gastrointestinal.

Interações Medicamentosas e Grupos Contraindicados

A Dioscorea batatas pode interagir com medicamentos de terapia de reposição hormonal e com pílulas anticoncepcionais, de modo que quem usa esses medicamentos deve informar o médico antes de iniciar qualquer suplementação. Gestantes e lactantes devem evitar suplementos concentrados, pela ausência de dados de segurança suficientes. O consumo como alimento, em quantidades habituais de culinária, geralmente não apresenta riscos, mas a orientação de um profissional de saúde é sempre recomendada antes de qualquer regime de suplementação.

Perguntas Frequentes Sobre o Inhame-Chinês

Qual a Diferença Entre o Inhame-Chinês e Outros Inhames?

O inhame-chinês (Dioscorea batatas) é mais longo e cilíndrico, com polpa mais firme e menos fibrosa. Outros inhames, como o cará (Dioscorea alata), são mais irregulares e por vezes de polpa roxa, com sabor mais terroso. A batata-doce, frequentemente confundida com eles, pertence a uma família botânica diferente e tem polpa mais doce e rica em betacaroteno. Cada tubérculo tem suas particularidades culinárias e nutricionais.

Posso Comer o Inhame-Chinês Cru?

Sim, o inhame-chinês pode ser consumido cru. No Japão, é comum ralá-lo em saladas ou servi-lo como “tororo” sobre arroz e macarrão. Sua textura crocante e levemente pegajosa é bastante apreciada. Descasque-o bem antes de consumir. Cozinhá-lo facilita a digestão e muda a textura para cremosa, ampliando as possibilidades culinárias.

O Inhame-Chinês Ajuda a Emagrecer?

Pode ser um aliado na perda de peso. As fibras promovem a saciedade, ajudando a controlar o apetite, enquanto o baixo índice glicêmico evita picos de insulina que podem favorecer o acúmulo de gordura. Ainda assim, o tubérculo deve fazer parte de uma dieta equilibrada e de um estilo de vida saudável, nunca como substituto de uma abordagem alimentar completa orientada por um profissional.

Como Armazenar o Inhame-Chinês?

Guarde o tubérculo inteiro em local fresco e escuro, como uma despensa ou porão. Evite a geladeira, pois a umidade pode acelerar o brotamento. Nessas condições, ele pode durar várias semanas. Depois de cortado, conserve em recipiente fechado na geladeira. Essa forma de armazenamento preserva a textura e os compostos bioativos da polpa.

Existem Suplementos de Inhame-Chinês?

Sim, existem suplementos disponíveis em pó ou cápsulas, geralmente concentrados em diosgenina. A qualidade pode variar entre fabricantes, por isso é importante adquirir de marcas conceituadas e com boas práticas de fabricação. Consulte sempre um profissional de saúde antes de usar suplementos, já que ele poderá indicar a dose e a formulação mais adequadas às suas necessidades individuais.

O Inhame-Chinês É Bom para a Pele?

Sim, o tubérculo pode beneficiar a pele de várias formas. A alantoína presente no inhame-chinês favorece a cicatrização e a renovação celular. Os antioxidantes ajudam a combater o envelhecimento precoce ao proteger os fibroblastos responsáveis pela produção de colágeno. Na Medicina Tradicional Chinesa, era também usado topicamente para problemas de pele, e seu consumo regular pode contribuir para a saúde da pele de dentro para fora.

Crianças Podem Consumir Inhame-Chinês?

Sim, crianças podem consumir o tubérculo como alimento. É uma fonte de energia e nutrientes de fácil digestão, sendo o purê uma boa opção para as mais novas. Introduza-o na dieta como faria com qualquer outro vegetal, observando possíveis reações alérgicas, embora sejam raras. O uso de suplementos concentrados em crianças deve sempre ser acompanhado por um pediatra.

Qual É o Sabor do Inhame-Chinês?

O sabor é suave, terroso e levemente adocicado. Algumas pessoas notam um aroma sutil que rendeu ao tubérculo o nome “cinnamon vine” em inglês. Sua versatilidade permite que absorva o sabor de outros ingredientes, combinando com uma grande variedade de pratos, de sopas e refogados a sobremesas e batidos, tanto na cozinha asiática quanto em preparações ocidentais.

Como Preparar o Chá de Inhame-Chinês?

O chá pode ser preparado por decocção ou por infusão. Na decocção, ferva de 10 a 15 gramas do tubérculo seco em 500 ml de água por 20 a 30 minutos. Na infusão, adicione de 5 a 10 gramas do tubérculo seco, fatiado ou em pó, a 250 ml de água quente e deixe repousar por 10 a 15 minutos. Coe antes de beber e ajuste a quantidade conforme a preferência de sabor.

Onde Encontrar Inhame-Chinês para Fazer Chá?

O tubérculo pode ser encontrado em lojas de produtos naturais, mercados asiáticos e ervanárias especializadas, geralmente fresco, seco e fatiado ou em pó, sendo esta última a forma mais comum para o preparo de chás e decocções. Prefira sempre fornecedores confiáveis, que garantam a qualidade e a autenticidade do produto.

Referências

15 Referências Citadas

Nível de Evidência: 🥈 Moderado

Baseado em 15 Referências Citadas (5 Peer-Reviewed, 10 Complementares).

Ver Todas as 15 Referências Citadas

Estudos Científicos Peer-Reviewed (5)

  1. PMC “A Frontier Review of Nutraceutical Chinese Yam.” PMC – National Library of Medicine. .
  2. PEER “Immune Cell Stimulating Activity of Mucopolysaccharide from Yam.” Journal of Ethnopharmacology. .
  3. PEER “Comprehensive Characterization of Yam Tuber Nutrition and Medicinal Quality.” Journal of Integrative Agriculture. .
  4. PEER “An Underutilized Orphan Tuber Crop: Chinese Yam: A Review.” Planta. .
  5. PMC “Antioxidant and Anti-Inflammatory Effects of Yam.” PMC – National Library of Medicine. .

Leituras Complementares (10)

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  2. “Potential of Neglected and Underutilized Yams (Dioscorea spp.).” Frontiers in Pharmacology. .
  3. “11 Health and Nutrition Benefits of Yams.” Healthline. .
  4. “Additional Benefit of Chinese Medicine Formulae Including Dioscoreae Rhizome.” Frontiers in Endocrinology. .
  5. “Health Benefits of Yams.” WebMD. .
  6. Plants For A Future. (n.d.). “Dioscorea batatas: Chinese Yam.” PFAF Plant Database. .
  7. Flora e Funga do Brasil. (n.d.). Dioscorea polystachya Turcz.
  8. Wikipedia. (n.d.). Dioscorea polystachya.
  9. 2018 Liu, Y., Wang, X., & Li, X. (2018). “Dioscorea polystachya: A Review of its Traditional Uses, Phytochemistry, and Pharmacology.” Journal of Ethnopharmacology, 219, 158-172.
  10. 2019 Wang, Y., Yu, H., & Zhang, Y. (2019). “Chemical Constituents and Pharmacological Activities of Dioscorea Species.” Molecules, 24(12), 2269.

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