Conhecido por suas flores púrpuras e folhas espinhosas marcadas por veias brancas que lembram fios de leite, o cardo-mariano (Silybum marianum) é muito mais que uma planta ornamental de jardim. Utilizado há mais de dois mil anos na medicina popular europeia, ele é reverenciado como um dos protetores hepáticos mais estudados da fitoterapia. Pertencente à família Asteraceae, também chamado de cardo-de-leite ou milk thistle em inglês, este vegetal carrega uma reputação tradicional que hoje encontra respaldo em estudos científicos sobre seu principal composto ativo, a silimarina.
Sumário do Artigo
- Nomes Populares e Sinônimos Botânicos do Cardo-Mariano
- Composição e Princípios Ativos: O Poder da Silimarina
- Propriedades Medicinais do Cardo-Mariano
- Principal Benefício: Um Guardião para o Seu Fígado
- Outros Benefícios Potenciais do Cardo-Mariano
- Como Preparar o Chá de Cardo-Mariano: Guia Detalhado
- Outras Formas de Consumo e Aplicações
- Dosagem, Segurança e Efeitos Colaterais do Cardo-Mariano
- Curiosidades e Fatos Históricos Sobre o Cardo-Mariano
- Vale a Pena Usar o Cardo-Mariano?
- Perguntas Frequentes sobre o Cardo-Mariano
Nomes Populares e Sinônimos Botânicos do Cardo-Mariano
Antes de conhecer seus benefícios, vale situar o cardo-mariano por seus diferentes nomes e classificações, já que a planta circula sob denominações distintas ao redor do mundo.
Nomes Populares em Diferentes Idiomas
- Alemão: Mariendistel
- Espanhol: cardo mariano, cardo lechoso
- Francês: chardon-Marie
- Inglês: milk thistle, blessed milk thistle, St. Mary’s thistle
- Italiano: cardo mariano
- Português: cardo-mariano, cardo-de-leite, cardo-de-santa-maria, cardo-santo, serralha-de-folhas-pintadas
Sinônimos Botânicos
Ao longo da história, o cardo-mariano também recebeu outras classificações científicas hoje consideradas sinônimas de Silybum marianum (L.) Gaertn., pertencente à família Asteraceae:
- Carduus marianus L.
- Centaurea dalmatica Fraas
- Mariana lactea Hill
Composição e Princípios Ativos: O Poder da Silimarina
O segredo por trás da reputação terapêutica do cardo-mariano está em um complexo de compostos bioativos chamado silimarina, encontrado em maior concentração nas sementes (os frutos) da planta. A silimarina reúne diversas flavolignanas, entre elas a silibina (também chamada silibinina), a isosilibina, a silicristina e a silidianina, sendo a silibina a mais abundante e a mais estudada, respondendo por boa parte das ações farmacológicas atribuídas à planta.
Além das flavolignanas, o perfil fitoquímico do cardo-mariano inclui outros grupos de compostos que contribuem para seus efeitos:
- Flavonoides: apigenina, quercetina, taxifolina
- Óleos fixos: ácido linoleico, ácido oleico
- Outros compostos: histamina, mucilagem, proteínas, tiramina
É a extração e a concentração da silimarina que permitem a fabricação de suplementos padronizados e chás terapêuticos capazes de oferecer suporte robusto ao fígado.
Propriedades Medicinais do Cardo-Mariano
Com base nesse perfil fitoquímico, a fitoterapia atribui ao cardo-mariano um conjunto de propriedades que ajuda a explicar seus diferentes usos tradicionais:
- Anti-inflamatório: contribui para reduzir processos inflamatórios no organismo.
- Antioxidante: ajuda a neutralizar os danos causados pelos radicais livres.
- Colagogo: estimula o fluxo de bile da vesícula biliar para o duodeno.
- Colerético: favorece a produção de bile pelo fígado.
- Digestivo: auxilia o processo digestivo e alivia sintomas de má digestão (dispepsia).
- Hepatoprotetor: ajuda a proteger as células do fígado contra toxinas e danos.
Na fitoterapia, o cardo-mariano é considerado uma das principais plantas de apoio à proteção e à regeneração do fígado, sendo tradicionalmente empregado como suporte em diferentes condições hepáticas, da esteatose (fígado gordo) a danos associados ao consumo de álcool, medicamentos ou outras substâncias tóxicas, sempre como complemento e nunca em substituição ao acompanhamento médico.
Principal Benefício: Um Guardião para o Seu Fígado

As sementes de cardo-mariano inteiras preservam melhor seus compostos ativos. Para um chá mais bem aproveitado, devem ser moídas apenas no momento do uso, o que favorece a extração da silimarina.
O fígado é um dos órgãos mais trabalhadores do corpo, responsável por filtrar toxinas, metabolizar nutrientes e produzir bile. O cardo-mariano atua como um verdadeiro guardião hepático, oferecendo suporte multifacetado. Sua ação hepatoprotetora é atribuída principalmente à silimarina, que parece agir por meio de vários mecanismos.
Primeiramente, ela apresenta potente ação antioxidante, ajudando a neutralizar os radicais livres gerados pelo metabolismo de substâncias como álcool e medicamentos. Em segundo lugar, a silimarina contribui para estabilizar as membranas das células hepáticas, dificultando a entrada de toxinas. Por fim, estudos sugerem que ela estimula a regeneração do fígado ao aumentar a atividade da enzima RNA polimerase I, o que aceleraria a síntese de proteínas e a formação de novas células hepáticas saudáveis.
Estudos clínicos apontam possível benefício da silimarina como suporte em pessoas com cirrose, hepatite, esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado) e lesões causadas por toxinas, sempre como complemento e nunca em substituição ao acompanhamento médico. Uma pesquisa com 170 pacientes com cirrose que receberam 140 mg de silimarina três vezes ao dia por 41 meses observou melhora significativa, especialmente na sobrevida. A silimarina também parece aumentar os níveis de glutationa no fígado, composto central na defesa antioxidante do órgão.
Outros Benefícios Potenciais do Cardo-Mariano

Campos de cardo-mariano, como este, são cultivados em diversas partes do mundo para a extração da silimarina. Nativa da Europa e da Ásia, a planta se adaptou bem a diferentes climas, garantindo o suprimento para a produção de fitoterápicos. Fonte: Tualatin Soil and Water Conservation District.
Embora a proteção do fígado seja seu papel mais conhecido, os possíveis benefícios do cardo-mariano se estendem a outras áreas da saúde.
Antídoto Natural em Intoxicações Por Cogumelos
A intoxicação pelo cogumelo Amanita phalloides, conhecido como “chapéu-da-morte”, é uma emergência médica que exige atendimento hospitalar imediato. Nesse contexto, a silibinina administrada por via intravenosa em ambiente hospitalar é considerada uma das intervenções mais estudadas contra esse tipo de envenenamento, dificultando a absorção das amatoxinas pelas células do fígado. Uma revisão de mais de 2.000 casos de exposição a cogumelos amanita na Europa e na América do Norte apontou a silibinina intravenosa como uma das terapias mais eficazes disponíveis contra essa toxina. Essa aplicação clínica é bem distinta do consumo do chá ou de suplementos orais de cardo-mariano, que não substituem o atendimento médico de urgência em caso de intoxicação.
Potencial Anticâncer
Pesquisas pré-clínicas (em laboratório e em animais) mostram resultados preliminares da silimarina na inibição do crescimento de células tumorais em diversos tipos de câncer, como próstata, pele, mama e cólon. Em estudos de laboratório, compostos do cardo-mariano induziram apoptose em células de câncer de cólon, causaram senescência celular em modelos de câncer de mama e bloquearam a angiogênese em modelos de câncer de próstata. Esses achados ainda são iniciais, e mais pesquisas em humanos são necessárias para confirmar qualquer papel terapêutico da planta; o cardo-mariano não substitui nenhum tratamento oncológico prescrito.
Potencial no Controle do Diabetes
Pesquisas sugerem que o cardo-mariano pode ser um aliado no suporte ao diabetes tipo 2. Estudos indicam que a silimarina pode ajudar a reduzir os níveis de açúcar no sangue e a melhorar a resistência à insulina, fator chave no desenvolvimento da doença. Uma revisão de 2016 encontrou que suplementos de silimarina reduziram significativamente a glicemia de jejum em pessoas com diabetes. Acredita-se que os efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes da planta contribuam para essa melhora no metabolismo da glicose.
Saúde Digestiva e da Vesícula Biliar
Na medicina tradicional, o cardo-mariano também é empregado como colagogo e colerético, ou seja, como planta que estimula tanto a produção quanto o fluxo de bile da vesícula biliar para o intestino. Por esse motivo, é usado popularmente como apoio digestivo, ajudando a aliviar sintomas de dispepsia (má digestão) e o desconforto após refeições mais pesadas.
Saúde da Pele
As propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias do cardo-mariano também podem beneficiar a pele. Ao ajudar a neutralizar o estresse oxidativo, a planta pode contribuir para proteger a pele dos danos causados pelo sol e pela poluição. Alguns estudos investigam seu uso tópico e oral como suporte em condições inflamatórias da pele, como acne e psoríase. Pesquisas pré-clínicas mostraram que compostos do cardo-mariano aplicados na pele de camundongos expostos à radiação ultravioleta ajudaram a prevenir o desenvolvimento de lesões cutâneas induzidas pela radiação.
Suporte à Produção de Leite Materno
Tradicionalmente, o cardo-mariano é conhecido como um galactagogo, ou seja, uma planta associada ao aumento da produção de leite materno. Embora o mecanismo exato não seja totalmente compreendido, acredita-se que ela possa estimular a produção do hormônio prolactina. As sementes eram consumidas por amas-de-leite europeias para apoiar uma produção saudável de leite. Apesar do uso histórico, gestantes e lactantes devem sempre consultar um profissional de saúde antes de usar a planta.
Como Preparar o Chá de Cardo-Mariano: Guia Detalhado

O chá de cardo-mariano é uma das formas mais tradicionais e acessíveis de aproveitar os benefícios desta planta. O segredo está na silimarina, um complexo de flavolignanas concentrado nas sementes, que age como antioxidante e estabilizador das membranas celulares hepáticas.
Para extrair os benefícios do cardo-mariano, o método de preparo do chá é fundamental. Como a silimarina tem baixa solubilidade em água, a forma como as sementes são preparadas faz diferença na potência da bebida. O método de decocção das sementes moídas é o mais indicado para uma extração mais completa dos compostos ativos.
- Separe 1 colher de chá (3 a 5 gramas) de sementes de cardo-mariano e 250 ml (1 xícara) de água filtrada.
- Moa as sementes na hora do preparo, em um moedor de café, liquidificador ou pilão, até obter um pó fino; os compostos se oxidam e perdem potência rapidamente depois de moídos.
- Em uma panela, adicione o pó das sementes à água fria e leve ao fogo.
- Assim que ferver, abaixe o fogo e deixe em fervura branda (decocção) por 10 a 15 minutos.
- Desligue o fogo, tampe a panela e deixe em infusão por mais 5 a 10 minutos.
- Coe e beba. O consumo recomendado é de 2 a 3 xícaras por dia, de preferência 30 minutos antes das principais refeições.
Método Alternativo: Infusão de Sementes Levemente Esmagadas
Embora mais simples, este método é menos potente, pois extrai menos compostos ativos das sementes. Esmague levemente 1 colher de chá de sementes inteiras em um pilão, apenas para quebrar a casca. Coloque em uma xícara, despeje por cima 250 ml de água fervente, tampe e deixe em infusão por 15 a 20 minutos antes de coar e beber.
Dicas para Um Chá Perfeito
Para um efeito hepatoprotetor mais completo, o chá de cardo-mariano pode ser combinado com outras plantas tradicionalmente associadas à saúde do fígado, como a raiz de dente-de-leão (Taraxacum officinale) e as folhas de alcachofra (Cynara scolymus), que juntas potencializam os efeitos desintoxicantes e protetores sobre o órgão. Como o sabor é levemente amargo, algumas gotas de limão, uma rodela de gengibre ou uma colher de chá de mel após o preparo ajudam a deixar a bebida mais agradável. Na hora de comprar, prefira fornecedores que informem a origem e o controle de qualidade das sementes, como o chá de cardo-mariano da Loja Medicina Natural.
Outras Formas de Consumo e Aplicações

A lenda diz que as veias brancas nas folhas do cardo-mariano são gotas do leite da Virgem Maria. Essa característica deu à planta o nome de “cardo-de-leite” e um lugar de destaque na medicina popular antiga.
Além do chá, o cardo-mariano pode ser consumido de outras formas, que muitas vezes oferecem uma dosagem mais concentrada e padronizada de silimarina.
Extratos Padronizados (Cápsulas)
Disponíveis em farmácias e lojas de produtos naturais, os extratos em cápsulas são a forma mais estudada de suplementação. A vantagem é a dosagem mais precisa de silimarina, geralmente padronizada para conter entre 70% e 80% do princípio ativo. As dosagens usadas em estudos variam de 200 a 400 mg de silimarina por dia, divididas em duas ou três tomadas; produtos comerciais costumam trazer entre 250 e 750 mg por cápsula, indicados para 2 a 3 tomadas diárias. A dose ideal deve ser sempre orientada por um profissional de saúde.
Tinturas e Extratos Líquidos
As tinturas são extratos alcoólicos da planta que podem ser diluídos em água ou suco. A dosagem varia conforme a concentração do produto, mas costuma ficar em torno de 30 a 60 gotas, até três vezes ao dia, sendo uma alternativa para quem tem dificuldade em engolir cápsulas.
Uso Culinário
As sementes de cardo-mariano também podem ser incorporadas à alimentação: depois de moídas, podem ser adicionadas a cereais, iogurtes, saladas e vitaminas. As folhas jovens, após a remoção dos espinhos, podem ser cozidas como o espinafre; os talos jovens são cultivados como vegetal, e as raízes também podem ser consumidas cozidas.
Dosagem, Segurança e Efeitos Colaterais do Cardo-Mariano
O cardo-mariano é considerado seguro para a maioria das pessoas quando usado nas doses recomendadas. Os efeitos colaterais são raros e geralmente leves, incluindo distúrbios gastrointestinais como diarreia, gases e náuseas; em doses elevadas, pode ter um efeito laxante suave. Estudos de toxicologia de longo prazo não mostraram evidências de que a planta favoreça o desenvolvimento de câncer. Ainda assim, algumas precauções são necessárias.
Contraindicações: Quem Deve Evitar o Cardo-Mariano?
O uso do cardo-mariano não é recomendado para crianças, gestantes e lactantes sem orientação profissional, já que faltam pesquisas robustas sobre segurança nesses grupos. Pessoas com hipertensão devem usá-lo com cautela. Por causa de um possível efeito hormonal, quem tem histórico de câncer de mama, ovário ou útero, endometriose ou outro câncer hormônio-dependente deve evitar o consumo, assim como pessoas com obstrução das vias biliares. Além disso, quem tem alergia a plantas da família Asteraceae, como ambrósia, crisântemos e margaridas, pode apresentar reações alérgicas ao cardo-mariano.
Interações Medicamentosas
O cardo-mariano pode interagir com o metabolismo de certos medicamentos no fígado, alterando seus efeitos. Compostos da planta podem afetar enzimas metabólicas, incluindo o citocromo P450, responsável por metabolizar diversos fármacos. Por isso, é importante informar o médico sobre o uso da planta caso você tome anticoagulantes, anticoncepcionais orais, bloqueadores de canal de cálcio (para hipertensão e arritmia), estatinas (para colesterol), medicamentos para HIV (como indinavir ou saquinavir) ou alguns quimioterápicos.
Curiosidades e Fatos Históricos Sobre o Cardo-Mariano
Uma antiga lenda cristã conta que as manchas brancas nas folhas do cardo-mariano surgiram de gotas do leite da Virgem Maria, caídas sobre a planta enquanto ela amamentava o menino Jesus. É dessa história que vêm nomes como “cardo-de-leite” e “cardo-de-santa-maria”, que renderam à planta um lugar de destaque na medicina popular europeia.
O uso do cardo-mariano é bem mais antigo do que se imagina: já no século 1 d.C., o médico e botânico grego Dioscórides recomendava a planta para picadas de cobra. Séculos depois, na Alemanha, a Comissão E, órgão regulador de fitoterápicos do governo alemão, aprovou o uso de extratos de sementes de cardo-mariano como suporte em doenças inflamatórias do fígado e na cirrose, reconhecimento que ajudou a consolidar a reputação científica da planta no Ocidente.
Vale a Pena Usar o Cardo-Mariano?
O cardo-mariano, com seu principal ativo, a silimarina, se estabeleceu como um dos aliados mais estudados da saúde hepática, com suporte científico que valida boa parte do seu uso tradicional. Seus possíveis benefícios, que vão da proteção contra toxinas ao auxílio no controle do diabetes, fazem dele um recurso valioso na fitoterapia moderna.
Seja por meio do chá preparado corretamente ou de extratos padronizados, incorporar o cardo-mariano à rotina pode ser um passo interessante para o bem-estar. Ainda assim, é fundamental prezar pela qualidade do produto e, acima de tudo, buscar a orientação de um médico ou farmacêutico antes de iniciar o uso, garantindo segurança e aproveitando ao máximo o que esta planta tem a oferecer.
Perguntas Frequentes sobre o Cardo-Mariano
Para Que Serve o Cardo-Mariano?
O cardo-mariano é tradicionalmente usado como suporte para a saúde do fígado e da vesícula biliar, graças à silimarina presente em suas sementes. Também é estudado por seu possível papel em situações como intoxicação por cogumelos, controle do diabetes tipo 2, saúde da pele e produção de leite materno, sempre como complemento e nunca como substituto de tratamento médico.
Qual É a Diferença Entre Sementes Moídas e Inteiras no Preparo do Chá?
As sementes moídas na hora liberam muito mais silimarina na água, já que esse composto tem baixa solubilidade e depende da ruptura da casca para ser extraído com eficiência. Sementes apenas esmagadas ou usadas inteiras rendem um chá mais fraco.
O Chá de Cardo-Mariano Ajuda a Emagrecer?
Não existem evidências científicas robustas de que o cardo-mariano provoque perda de peso por si só. Ele pode contribuir indiretamente ao apoiar a digestão e a função hepática, mas uma dieta equilibrada e a prática regular de exercícios continuam sendo os pilares de um emagrecimento saudável.
Quanto Tempo Demora para Sentir os Efeitos do Cardo-Mariano no Fígado?
O tempo varia conforme o objetivo e a resposta individual. Os estudos clínicos que observaram melhora em marcadores hepáticos costumam avaliar o uso contínuo por semanas ou meses, não em doses isoladas. Por isso, resultados mais consistentes tendem a aparecer com o uso regular e acompanhado por um profissional de saúde.
Cardo-Mariano Tem Contraindicações? Quem Não Deve Usá-lo?
Sim. Crianças, gestantes, lactantes, pessoas com alergia a plantas da família Asteraceae e pessoas com histórico de câncer hormônio-dependente ou obstrução das vias biliares devem evitar o cardo-mariano ou usá-lo apenas com orientação profissional.
Posso Tomar Cardo-Mariano Se Estiver Grávida Ou Amamentando?
O uso durante a gravidez e a amamentação não é recomendado sem orientação médica, já que ainda faltam pesquisas suficientes sobre a segurança da planta nesses períodos, apesar do uso histórico como galactagogo.
Cardo-Mariano Interage com Algum Medicamento?
Sim. A planta pode interferir no metabolismo hepático de diversos fármacos, incluindo anticoagulantes, anticoncepcionais orais, bloqueadores de canal de cálcio, estatinas e medicamentos para HIV. Por isso, é essencial informar seu médico antes de associar o cardo-mariano a qualquer medicamento de uso contínuo.
Qual a Dose Diária Recomendada de Silimarina?
Nos estudos clínicos, as dosagens mais usadas variam de 200 a 400 mg de silimarina por dia, divididas em duas ou três tomadas, geralmente a partir de extratos padronizados em cápsulas. A dose ideal para cada pessoa deve ser definida por um profissional de saúde.
Cardo-Mariano e Cardo-de-Leite São a Mesma Planta?
Sim. “Cardo-de-leite” é apenas um dos nomes populares do cardo-mariano (Silybum marianum), referência às veias brancas de suas folhas, associadas na tradição popular ao leite da Virgem Maria.
Referências e Estudos Científicos
Ver Todas as 12 Referências Citadas
Estudos Científicos Peer-Reviewed (5)
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