Ipê-roxo: benefícios e propriedades medicinais


O ipê-roxo é uma planta medicinal também conhecida popularmente pau-darco, tabebuia, ipê, ipê-preto, ipê-de-flor-roxa, flor-roxa, ipê-piranga, ipê-rosa, ipê-roxo-anão, ipê-uva, pau-d’arco-rosa, pau-darco-roxo, piúva, peúva, caboré, guaraíba e lapacho (devido a alta concentração da naftoquinona lapachol presente na planta). Inclui os sinônimos botânicos Tabebuia impetiginosa, Tabebuia avellanedae, Tecoma impetiginosa, Handroanthus impetiginosus, dentre outros. Pertence a família Bignoniaceae.

Propriedades do ipê-roxo contra o câncer

O ipê-roxo é utilizado na complementação de tratamentos de câncer de pulmão, próstata e cólon e, acredita-se que ele também aumenta a produção de células vermelhas no sangue. Pesquisas realizadas pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos demonstraram que Tabebuia impetiginosa possui um efeito muito pronunciado sobre o câncer. Contudo, as doses orais alcançam níveis consideráveis no sangue, podendo causar alguns efeitos colaterais e, em função disso, o uso do medicamento natural contra o câncer foi interrompido em alguns pacientes.

O ipê-roxo possui lapachol, um pigmento amarelo cristalino, que inibe o crescimento de células tumorais, impedindo os tumores de metabolizarem oxigênio.

Benefícios gerais do ipê-roxo


O ipê-roxo é utilizado na medicina popular do Peru desde a época do império Inca. É composto de naftoquinonas (lapachol), flavonoides, carnosol, ácido lapáchico, indóis, alcaloides (tecomina), coenzima Q-10, saponinas esteroidais, bário e iodo.

É um laxante moderado. É usado na medicina alternativa para tratamento de câncer de pulmão, próstata e cólon e acredita-se que aumenta a produção de células vermelhas no sangue. Apresenta também ótimos resultados contra o parasita da malária. A substância química exibe atividade antibacteriana e efetividade contra bactérias Brucella. Pode ser aplicada pomada para lombriga. Embebida no pé para tratar pé-de-atleta e usada para qualquer infecção fungosa. Em doses controladas os ativos químicos do ipê-roxo podem revigorar o sistema imunológico, no entanto, doses altas poderiam ocasionar justamente o contrário.

Contraindicações e efeitos colaterais do ipê-roxo

O uso excessivo pode soltar os intestinos e resultar na perda de células vermelhas do sangue, podendo causar anemia. A anemia geralmente resulta em fadiga, pele fria e pálida, batimentos cardíacos e padrões respiratórios anormais. Associado com o lapachol, alguns efeitos colaterais podem incluir tonturas, náuseas, vômitos e diarreia.

História e curiosidades

O ipê-roxo é nativo da América do Sul e cresce em florestas tropicais e se encontra em extinção em seu habitat natural. A espécie Tabebuia avellanedae faz parte da Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS), constituída de espécies vegetais com potencial de avançar nas etapas da cadeia produtiva e de gerar produtos de interesse do Ministério da Saúde do Brasil.

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Referências:
Cragg, Gordon M., and David J. Newman. “Plants as a source of anti-cancer agents.” Journal of ethnopharmacology 100.1 (2005): 72-79.
Cragg, Gordon M., et al. “Role of plants in the National Cancer Institute drug discovery and development program.” 1993. 80-95.
Mans, Dennis RA, Adriana B. Da Rocha, and Gilberto Schwartsmann. “Anti-cancer drug discovery and development in Brazil: targeted plant collection as a rational strategy to acquire candidate anti-cancer compounds.” The Oncologist 5.3 (2000): 185-198.

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