Pimpinela: benefícios, efeitos e propriedades medicinais

A pimpinela (Sanguisorba spp) é uma planta medicinal também conhecida como Sanguisorba minor (pimpinela-menor, pimpinela-hortense, pimpinela-de-jardim e salad burnet, em inglês); Sanguisorba officinalis (pimpinela-maior, pimpinela-italiana e great burnet, em inglês); além de bibernelle, pimpinella (espanhol), dentre outros nomes populares. Antigamente, a espécie Sanguisorba minor era conhecida como Poterium officinalis. Pertence à família Rosaceae.

Benefícios e propriedades medicinais da pimpinela

A pimpinela possui uma série de compostos importantes para o organismo, incluindo flavonoides, saponinas (sanguisorbina), taninos e vitamina C. Desta forma, é considerada um excelente adstringente, antidiarreico, anti-inflamatório e antisséptico natural. Pode ser utilizada para diferentes condições de saúde, incluindo afecção de gengiva, angina, catarro, diarreia, erupções cutâneas, feridas abertas, hemorragia nasal, menstruação excessiva, queimaduras solares, úlceras gastrointestinais e tratamento de distúrbios urinários.
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As raízes, os caules e as folhas são ricas em compostos azotados, açúcares e taninos, tornando a erva útil decocções para o tratamento de diarreias, hemorragias e hemorroidas. Os brotos e as folhas possuem altos índices de vitamina C, sendo considerados ótimos ingredientes para caldos e saladas saudáveis. Na medicina popular, compressas são feitas para fortalecer a raiz dos dentes. Cataplasma para estancar sangramentos. Em forma de lavagens para o tratamento de queimaduras de sol. Unta para queimaduras, eczema, hemorroidas e feridas. Acrescentada a pastas de dentes e líquidos para limpeza bucal para prevenir doenças periodontais e tratar hemorragias na boca.

Chá de pimpinela

Na culinária, as folhas de pimpinela conferem um sabor agradável à saladas, queijos, sopas, molhos de peixe e bebidas refrescantes. O botânico John Gerard aconselhou consumir as flores, pois segundo ele, faz bem ao coração. É também usado na fabricação de cerveja. Contudo, a maneira mais popular de usufruir das propriedades medicinais é consumir o chá de pimpinela, feito em forma de decocção. O chá pode ser usado tanto para a ingestão convencional, como também gargarejos, compressas e enxagues bucais.

Para preparar o chá, coloque em uma panela uma xícara de água e uma colher de sopa de folhas secas. Deixe a mistura ferver por cerca de 10 minutos. Após esse tempo, tampe o recipiente e deixe que a mistura fique em processo de infusão. Quando esfriar, basta coar e beber o chá. É recomendável armazenar o chá em um recipiente higienizado e vedado, de preferência dentro da geladeira.

Contraindicações e efeitos colaterais da pimpinela

Pessoas alérgicas a outras plantas da família Rosaceae devem evitar o consumo, vez que o organismo pode ter comportamento alérgico semelhante

História e curiosidades

O nome de gênero, Sanguisorba, é proveniente do latim “absorvente de sangue”, em referência ao uso da pimpinela para o estancamento de feridas e hemorragias. Durante a Guerra Civil Americana, os soldados bebiam chá de pimpinela durante a noite, antes das batalhas, de forma que se fossem feridos posteriormente, não sangrassem até a morte. O nome popular “burnet” é oriundo do francês “morena”, em alusão à flor de cor avermelhada e castanha da Sanguisorba minor.

Nativa da Europa, noroeste da África e sudoeste da Ásia Ocidental, acabou se tornando popular em todo o mundo, principalmente na América do Norte. Trata-se de uma erva herbácea resistente que por várias vezes resistiu ao rígido inverno em jardins medievais, sendo uma boa fonte alimento na época. Atinge alturas entre 40 e 90 centímetros. Cresce sempre em solos secos, muitas vezes com a presença de calcário e, justamente por estar adaptada à climas mais secos, cresce durante o ano todo.

Referências:
Sanguisorba minor Scop. Biorede.pt.
Viano, Josy, Véronique Masotti, and Emile M. Gaydou. “Nutritional value of Mediterranean sheep’s burnet (Sanguisorba minor Ssp. muricata).” Journal of agricultural and food chemistry 47.11 (1999): 4645-4648.
Mimaki, Y., Fukushima, M., Yokosuka, A., Sashida, Y., Furuya, S., & Sakagami, H. (2001). Triterpene glycosides from the roots of Sanguisorba officinalis. Phytochemistry, 57(5), 773-779.

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