Rosa-de-mosqueta (Rosa canina): benefícios e propriedades medicinais

A rosa-de-mosqueta (Rosa canina) é uma planta medicinal também conhecida como rainha-das-flores, rosa-canina, rosa-de-cão, rosa-mosqueta, rosa-selvagem, rosa-silvestre, dog rose (inglês), dentre outros nomes populares. A flor ornamental inclui muitas espécies, incluindo a R. centifolia (rosa-de-Damasco), R. eglanteria (rosa-amarela), R. gallica (rosa-vermelha), R. rubiginosa, R. rugosa (rosa-japonesa), dentre outras variedades. Pertence à família Rosaceae.

Benefícios e propriedades medicinais da rosa-de-mosqueta

As flores e os frutos (hips) não completamente amadurecidos das rosas possuem propriedades medicinais diferentes. A flor age como adstringente, afrodisíaco, antibacteriano, antidepressivo, antiespasmódico, anti-inflamatório, antisséptico, antivirótico, aromático, carminativo, expectorante, sedativo e tônico renal/sanguíneo. Os frutos são adstringentes, diuréticos e tônicos laxativos, nutritivos e renais. Apenas as flores são usadas para menstruações irregulares e só os frutos são indicados para cansaço, diarreia e urinação frequente.

A rosa-canina possui outros diversos usos tradicionais, incluindo indicações para amigdalite, ansiedade, catarro, colesterol alto, cólicas, conjuntivite, contusões, corrimento vaginal, depressão, deslocamentos, diarreia, dismenorreia, osteoartrite, pele seca, tensões musculares e vertigem. É amplamente usada em cosméticos para alisar, amolecer e hidratar peles ressecadas e com rugas. As pétalas da rosa-de-mosqueta são usadas em vapores faciais para hidratação. A água é indicada para contusões, deslocamentos e músculos doloridos. As compressas são aplicadas em conjuntivites e olhos doloridos. O óleo essencial é usado como perfume.

Óleo de rosa-mosqueta

Óleo de rosas-de-mosqueta
Óleo de rosas

O óleo essencial puro é muito caro e em alguns países costuma ser adulterado. É muito procurado por ser usado no tratamento de cicatrizes, estrias, queloides e rugas. Possui inúmeras propriedades medicinais, ação emoliente e um poderoso efeito regenerador sobre a pele, vez que é rico em ácidos graxos, incluindo o ácido oleico e linolênico, além de conter vitamina A. O óleo essencial é obtido por meio das sementes silvestres, que crescem geralmente na região sul dos Andes chilenos. O óleo de rosa-canina ainda é capaz ainda de reforçar a sintase de colágeno e elastina, fortalecendo e garantindo firmeza para a pele, além de ser responsável por nutrir profundamente a pele.

Uso na culinária

Na culinária, as hips podem ser comidas cruas ou colocadas em doces. A flor pode ser acrescentada a tortas, pães, bolinhos, molhos e sopas. As pétalas podem ser consumida após a parte branca e amarga da flor ser retirada, podendo usada como guarnição em doces e bolos comemorativos, além de compor preparo com frutas e saladas. A pétala pode ser misturada com queijo de nata para fazer sanduíches delicados. Os doces preparados com as flores são muito comuns na Turquia.

Contraindicações e efeitos colaterais da rosa-de-mosqueta

É recomendado evitar utilizar as plantas que foram tratadas com substâncias químicas tóxicas. Os pelos irritantes dos pequenos frutos devem ser removidos antes do consumo.

História e curiosidades

As rosas são cultivadas há mais de 3.000 anos e são consideradas um símbolo universal de beleza e amor. As pétalas brancas simbolizam um amor mais inocente enquanto as vermelhas simbolizam um amor mais apaixonado. As pétalas rosadas denotam um amor simples e feliz. As amarelas simbolizam ambição, amizade e ciúmes. A referência aos cães se dá porque a flor já foi usada para o tratamento de mordidas de cachorros raivosos. Durante a Segunda Guerra Mundial, civis e soldados britânicos consumiram os frutos como fonte de vitamina C.

Referências:
Chrubasik, C., Roufogalis, B. D., Müller‐Ladner, U., & Chrubasik, S. (2008). A systematic review on the R. canina effect and efficacy profiles. Phytotherapy research, 22(6), 725-733.
Demir, Fikret, and Musa Özcan. “Chemical and technological properties of rose (R. canina L.) fruits grown wild in Turkey.” Journal of Food Engineering 47.4 (2001): 333-336.
Wenzig, E. M., U. Widowitz, O. Kunert, S. Chrubasik, F. Bucar, E. Knauder, and R. Bauer. “Phytochemical composition and in vitro pharmacological activity of two rose hip (canina) preparations.” Phytomedicine 15, no. 10 (2008): 826-835.
Rein, E., Kharazmi, A., & Winther, K. (2004). A herbal remedy, Hyben Vital (stand. powder of a subspecies of R canina fruits), reduces pain and improves general wellbeing in patients with osteoarthritis—a double-blind, placebo-controlled, randomised trial. Phytomedicine, 11(5), 383-391.

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