Hortênsia: saiba para que serve a planta

Hortênsia - Hydrangea macrophylla

Conheça os benefícios, efeitos colaterais, indicações e propriedades medicinais da hortênsia (Hydrangea macrophylla), planta medicinal com flores azuladas.

Atualizado em 16/10/2022

A hortênsia (Hydrangea macrophylla) é uma planta medicinal também conhecida como hidrângea, sete-cascas, dentre outros nomes populares. Inclui os sinônimos botânicos Hydrangea arborescens e Viburnum macrophyllum. A hortênsia normalmente apresenta flores rosadas e azuis, as quais irá depender muito do ph do solo. No caso de solos ácidos, as flores são azuis. Já em solos mais alcalinos, as flores são rosas.

Benefícios e propriedades medicinais da hortênsia

A raiz seca, rizomas e folhas da hortênsia são utilizadas na medicina alternativa, sendo muito muito conhecida por aliviar dores nas costas que são geralmente causadas por problemas renais. Auxilia no combate das pedras nos rins e na previne que as mesmas sejam novamente formadas posteriormente, aliviando ainda as dores e irritações urinárias associadas à problemas renais. Estudos descobriram que as folhas processadas possuem compostos antidiabéticos capazes de reduzir os níveis de glicose no sangue após 2 semanas de uso.

Outros usos tradicionais incluem benefícios para acalmar membras de muco irritadas e no tratamento de artrite, descolamentos, feridas, fraqueza capilar, gota, infecções urinárias, pedras na bexiga e nos rins, queimaduras, dentre outras condições de saúde. Externamente, é usada em forma de compressas para queimaduras, feridas e deslocamentos. A Hydrangea macrophylla possui em sua constituição química glicosídeos, resinas, rutinas, saponinas, óleos e flavonoides.

Cultivo das flores

A espécie produz dois tipos de flores, as centrais (não ornamentais por não terem pétalas bem desenvolvidas) e as periféricas (ornamentais e com grandes pétalas coloridas, que são normalmente conhecidas como estéreis). Além da variedade de cores, as flores podem ter bordas mais arredondadas, recortadas, estreladas e triangulares. Desta forma, as hortênsias devem ser cultivadas em solos que recebam luz solar e que estejam totalmente com adubo e com muita matéria orgânica, além de ser regados periodicamente. É necessário podar anualmente nos finais do inverno para que haja um intenso florescimento na primavera e no verão.

Contraindicações e efeitos colaterais da hortênsia

A Hydrangea macrophylla possui o glicosídeo cianogênico hudrangina, que pode ser tóxico quando ingerido em grandes quantidades. Dentre os efeitos adversos, pode causar congestão do tórax, convulsões, dores abdominais, flacidez muscular, irritações gastrointestinais, vertigens e vômitos.

História e curiosidades

A espécie Hydrangea macrophylla é uma espécie de fanerógama arbustiva nativa da China do Japão, contudo, atualmente é cultivada como planta ornamental em diversas regiões temperadas e subtropicais. No Brasil, a hortênsia é uma flor símbolo da cidade de Gramado, no Rio Grande do Sul. É conhecida como um arbusto muito rústico e florífero que produz inflorescências em forma de composta de diversas flores e buquês que podem ter as cores de azul, rosa, vermelho e lilás de acordo com a variação do ph e do substrato.

A hortênsia é um arbusto caducifólio de base lenhosa, porém com consistência sub herbácea nos ramos mais jovens. Além disso, o ritidoma é de cor mais castanha e fibrosa nos seus ramos mais antigos, além de ser mais esverdeado em seus ramos mais jovens. As folhas são simples, ovais e membranosas, chegando em até 20 cm de comprimento, com os seus bordos serrilhados. No início do verão e nos finais de outubro, produzem amplas inflorescências com diferentes flores em tons de cor de rosa e azul. As hortênsias fazem parte da família Saxifragaceae.

Referências:
Zhang, Hailong, Hisashi Matsuda, Akira Kumahara, Yuki Ito, Seikou Nakamura, and Masayuki Yoshikawa. “New type of anti-diabetic compounds from the processed leaves of Hydrangea macrophylla var. thunbergii (Hydrangeae Dulcis Folium).” Bioorganic & medicinal chemistry letters 17, no. 17 (2007): 4972-4976.
Takeda, Kǒsaku, Miyuki Kariuda, and Hideaki Itoi. “Blueing of sepal colour of Hydrangea macrophylla.” Phytochemistry 24.10 (1985): 2251-2254.
Yoshida, K., Toyama-Kato, Y., Kameda, K., & Kondo, T. (2003). Sepal color variation of Hydrangea macrophylla and vacuolar pH measured with a proton-selective microelectrode. Plant and cell physiology, 44(3), 262-268.