Aloe vera: saiba para que serve a planta

Aloe vera - Babosa

Conheça os benefícios, efeitos colaterais, indicações e propriedades medicinais e terapêuticas da babosa (Aloe vera), agave conhecida pelo seu poder de cura.

Atualizado em 19/06/2024

A babosa (Aloe vera) é uma planta medicinal extremamente conhecida e utilizada no mundo inteiro. Ao que tudo indica, ela é considerada uma planta poderosa há muito tempo. A evidência mais antiga do uso da babosa mais antiga foi encontrada em um tablete de barro na Mesopotâmia, datado de 2.100 a.C, segundo um estudo da Atherton High School. Referências para seu uso como um agente curativo podem ser achadas também nas culturas dos antigos egípcios, chineses, gregos, indianos e também na literatura cristã.

Benefícios da babosa

A babosa é uma agave em formato de cacto, conhecida mundialmente pelo seu poder de cura e diversas propriedades medicinais, principalmente quando age sobre a pele. Muitas queimaduras de grau elevado tratadas com Aloe vera conseguem evoluir para uma queimadura de menor grau em poucos dias. Pode ser utilizada de várias formas, incluindo cápsulas, creme, gel, pomadas, suco, tônicos e até mesmo em sua forma natural. A Aloe vera/Aloe barbadensis) faz parte da Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS).

A efetividade da Aloe quanto ao uso externo (aplicação tópica) é unânime. Sobre a pele, as substâncias contidas na babosa agem formando uma camada protetora e refrescante, com amplo uso cosmético e medicinal. A babosa também é muito útil para o tratamento de cortes e feridas, acne, coceiras, manchas na pele, picadas de insetos, dores musculares, problemas digestivos, artrite, sinusite e asma, além do já citado combate eficiente à queimaduras, seja por fogo ou raios solares. Os principais componentes da babosa (aloína, aloeferon, aloetina e barbalodina) são responsáveis pelas propriedades cicatrizantes, além de características tônico digestivas e laxantes. Na África, caçadores esfregam o suco de babosa em seus corpo para reduzir a transpiração e mascarar o cheiro humano. Ela é uma das plantas mais adaptáveis e fáceis de se desenvolverem. Porém, deve-se tomar cuidado, vez que as folhas, quando utilizadas em grandes quantidades, podem causar náuseas e vômitos.

Fitocosmético

Gel de Aloe vera

Gel de Aloe vera

A indústria cosmética vê a Aloe vera como base e fitocosmético para vários produtos de beleza, tais como cremes faciais e capilares, limpadores de pele, fortalecedor do couro cabeludo e desodorantes. Ajuda também a combater a caspa, previne contra as rugas hidratando peles ressecadas e flácidas e, aplicada como loção pós barba, age como um ótimo suavizante para a pele.

FIGAPRO

Figapro é o suplemento alimentar mais utilizado no Brasil para auxiliar a eliminar gordura do fígado e melhorar o funcionamento do sistema digestivo.

A Aloe vera é o melhor remédio natural para queimaduras

A Aloe vera tem propriedade antibacteriana, cicatrizante, indicada ainda para queimaduras por possuir o poder de regenerar a pele. Muitas queimaduras de grau elevado (profundas) tratadas com Aloe vera conseguem evoluir para uma queimadura de menor grau em poucos dias. Feridas também são tratadas com o gel de babosa.

A Aloe vera auxilia na cicatrização de feridas

Estudos comprovaram que o gel de Aloe vera estimula células do tecido conjuntivo, como os macrófagos e fibroblastos a reduzirem os efeitos de uma contaminação, favorecendo o processo de cicatrização. O mesmo estudo ainda concluiu que o gel de babosa atua como inibidor de um mediador do dano tecidual progressivo, contribuindo para a ação anti-inflamatória.

Combate a acne

Com o seu efeito cicatrizante comprovado, pessoas propícias a terem pele com acne se beneficiam ao usarem a Aloe vera para prevenir e tratar de forma eficaz.

A Aloe vera previne e trata diversas doenças

Suco de Aloe vera (babosa)

Suco de Aloe vera (babosa)

Conhecida como “planta da vida”, a Aloe vera é uma das espécies vegetais mais completas da natureza, sendo isenta de reações adversas. Pesquisas científicas comprovaram que as propriedades encontradas na babosa são essenciais para a prevenção e tratamento de várias doenças, que ainda é um fitocosmético com características anti-inflamatórias e cicatrizantes. Devido à ação antioxidante, nutritiva e regenerativa, a Aloe vera é uma ótima opção para aqueles que desejam hidratar, recuperar e regenerar a pele e os cabelos. Diversos fitoterápicos e produtos naturais utilizam a Aloe vera como ingrediente.

Rica em vitaminas e minerais

Segundo historiadores, a planta era o segredo de beleza utilizado por Cleópatra, no antigo Egito. Atualmente, existem muitos cosméticos produzidos a partir da mucilagem encontrada no centro das folhas da babosa. O gel de Aloe possui dezoito aminoácidos essenciais para a formação de proteínas, vitaminas A, C, E, B1, B2, B3, B6, B12 e B13 e mais de 20 minerais.

Reduz a queda de cabelo (calvície)

Além de todas as maravilhas já citadas, a Aloe vera ainda é o melhor tratamento natural para aquelas pessoas que sofrem com a queda excessiva de cabelo. O uso contínuo dos shampoos e géis capilares fortalece os fios e funciona para os mais diversos motivos de queda de cabelo, desde aqueles causados por químicas em excesso, problemas hormonais e até mesmo para a calvície. Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar mostrou que cerca de 25% das mulheres e 70% dos homens brasileiros sofrem com algum grau de calvície. Os princípios ativos da Aloe vera penetram de forma imediata no couro cabeludo e limpam profundamente os poros, eliminando todas as impurezas que impedem que ele cresça de forma saudável. Alguns tipos de alopecia (calvície) são tratados com a babosa, vez que ela age no exato ponto em que se inicia a queda de cabelo, reduzindo gradativamente a perda dos fios e acelerando o crescimento capilar.

Propriedades da aloe vera no tratamento de cânceres

Quanto a utilidade da babosa no tratamento do câncer, alguns estudos já concluíram que a planta fortalece o sistema imunológico e tem ação anti-inflamatória e antiviral (inclusive inibindo a multiplicação do vírus da AIDS). Algumas pesquisas isoladas mostraram que os oligossacarídeos presentes na composição ajudam a combater as células malignas. Algumas pesquisas sugerem que os princípios ativos encontram-se no gel mucilaginoso das folhas da babosa e não na casca da folha.

Contraindicações e efeitos colaterais da Aloe vera

Alguns componentes possuem propriedades emenagogas (aumentam o fluxo sanguíneo), por isso o uso é contraindicado durante a gravidez. Em doses altas, pode provocar vômitos e se transformar num purgativo drástico, sendo totalmente desaconselhável seu uso em crianças, onde os efeitos colaterais podem ser potencializados.

O uso também é não é indicado em casos de afecções renais, apendicites, cistite, enterocolites, hemorroidas, prostatite e varizes. O uso interno prolongado provoca hipocalemia e favorece o surgimento de hemorroidas. O consumo não deve ser indiscriminado, vez que pode provocar dores abdominais, fortes diarreias (muitos defensores da agave afirmam ser o “efeito limpeza”). Em doses muito elevadas, pode causar inflamação nos rins.

História e curiosidades

O nome do gênero Aloe seria originário do hebraico halal ou do arábico alloeh, que significa substância amarga, brilhante e recorre ao gel da babosa. O nome da espécie vem do latim vera (= verdadeira). A Aloe vera faz parte da família Asphodelaceae. Antigos muçulmanos e judeus acreditavam que a babosa representava uma proteção para todos os males e, por isso, usavam as folhas até penduradas na porta de entrada da casa. Alexandre o Grande teria conquistado as Ilhas de Socotorá, no Oceano Índico (século IV a.C.), porque lá crescia abundantemente um tipo de agave que produzia uma tinta violácea. Há quem diga, entretanto, que o conquistador conhecia os poderes cicatrizantes da babosa e seu principal interesse nas ilhas era ter plantas suficientes para curar os ferimentos dos seus soldados após as batalhas. Lendas também indicam que a agave era um dos segredos da beleza de Cleópatra.

Referências:
Vogler, B. K., & Ernst, E. (1999). Aloe vera: a systematic review of its clinical effectiveness. Br J Gen Pract, 49(447), 823-828.
Eshun, K., & He, Q. (2004). Aloe vera: a valuable ingredient for the food, pharmaceutical and cosmetic industries—a review. Critical reviews in food science and nutrition, 44(2), 91-96.
Surjushe, A., Vasani, R., & Saple, D. G. (2008). Aloe vera: a short review. Indian journal of dermatology, 53(4), 163.
Shelton, Ronald M. “Aloe vera.” International journal of dermatology 30.10 (1991): 679-683.
Reynolds, T., & Dweck, A. C. (1999). Aloe vera leaf gel: a review update. Journal of ethnopharmacology, 68(1-3), 3-37.
Vera. “Wound healing, oral & topical activity .” Journal of the American Podiatric Medical Association 79 (1989): 559-562.
Memento Fitoterápico. Portal Anvisa.
Maia, Antonio Martins Filho. Análise da ação antiinflamatória do Gel de Aloe Vera (babosa) associado ao ultrassom em processo inflamatório crônico em modelo experimental de tendinite em ratos. Universidade do Vale do Paraíba. Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento. São José dos Campos – SP, 2008.
Dorneles, D., Wouk, A.F., Pontarolo, R., Oliveira, A.B. Efeito de Aloe vera Linné sobre a cicatrização de feridas de pele em coelhos.Visão Acadêmica, Curitiba, v. 4, n.1, p.39-46, 2003.