Pé-de-leão (alquemila): benefícios, efeitos e propriedades medicinais

O pé-de-leão (Alchemilla vulgaris) é uma planta também conhecida como alcemila, alchemila, alquemila, manto-de-senhora (ladies mantle, em inglês), pé-de-urso, dentre outros nomes populares. Inclui os sinônimos botânicos Alchemilla occidentalis, Alchemilla mollis e outras variedades do gênero. Pertence à família Rosaceae.

Benefícios e propriedades medicinais do pé-de-leão

O alto índice de taninos do pé-de-leão o tornam útil para a cicatrização e regeneração de cortes, machucados e ralados. Pode ser aplicada em forma de compressas feitas com o chá das folhas ou em forma de extrato, colocado diretamente na superfície afetada. Em cortes e feridas cujo processo de recuperação é mais demorado, as folhas podem ser colocadas diretamente sobre a área afetada. O pé-de-leão auxilia na coagulação sanguínea e promove a regeneração do tecido atingido, além de reduzir inflamações e aliviar as dores.

O pé-de-leão é amplamente conhecido por seus altos níveis de ácido salicílico, fitosteróis, óleo amargo, óleo essencial, substâncias ácidas, saponinas e taninos (ácido elágico), além de conter um alto índice de vitamina C e minerais, o que a torna apta para o uso medicinal em diversas condições de saúde. Suas propriedades curativas estão concentradas nos brotos florescentes e flores. Em forma de gargarejo do chá das folhas, pode auxiliar em casos de infecções de garganta, laringite, sangramento gengival e úlceras bucais. O pé-de-leão também é útil no tratamento de acnes, eczemas e picadas de inseto. Com relação à saúde da pele, beneficia pessoas com peles secas e ressecadas.

Benefícios do pé-de-leão para à saúde da mulher

Muitas das substâncias presente na composição do pé-de-leão, especialmente os ácidos e taninos, são indicados para o uso ao longo da gravidez e durante o parto, vez que suas propriedades que ajudam a balancear e regular o sistema reprodutivo feminino. O chá de alquemila estimula e fortalece o útero, facilitando o trabalho de parto e prevenindo a hemorragia excessiva. Suas propriedades podem estimular a produção de leite durante a fase de lactação. Contudo, durante a gravidez e amamentação só deve ser usada sob recomendação e supervisão médica.

Além de ajudar a regular o sistema reprodutivo feminino, o pé-de-leão é conhecido por amenizar as dores relativas à menstruação, atuando como um agente adstringente na região do útero. Desta forma, pode ser eficaz para conter sangramentos menstruais prolongados e de fluxo intenso, bem como para sangramento uterino que ocorre entre os ciclos menstruais. Estudos realizados em adolescentes demonstraram que o fluxo e a duração do período menstrual poderiam ser reduzidos com o uso do pé-de-leão. Oralmente, ocorreram mudanças significativas após três a cinco dias após o uso. De forma preventiva, pode ser usada no período de dez dias que antecedem a menstruação. Topicamente, pode tratar infecções e outras doenças vaginais.

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Contraindicações e efeitos colaterais do pé-de-leão

O uso prolongado da alquemila ou de qualquer outra erva ou substância que contenha alto índice de taninos é contraindicado, vez que pode aumentar o risco da ocorrência de câncer. O uso nos primeiros estágios da gravidez é contraindicado por estimular o útero – embora os abortos espontâneos não tenham sido comprovados por estudos. Para utilizar o pé-de-leão durante a gravidez e fase de amamentação é necessária a supervisão de um profissional especializado.

História e curiosidades

O nome de gênero, Alchemilla, é oriundo do árabe, “alkemelych“, que significa “alquimia”, vez que os alquimistas acreditaram que as gotas de orvalho cristalinas da alquemila fossem dotadas de poderes mágicos. O pé-de-leão já foi usado para estancar hemorragias nos campos de batalha dos séculos XV e XVI. Em razão dos seus efeitos adstringentes (fechar os poros), já foi comercializada como um reconstituinte de virgindade.

A alquemila é uma planta do gênero das herbáceas perenes, sendo encontrada no Reino Unido e Irlanda, além de sua ocorrência ter se expandido para a Europa Central. É comum ser encontrada ao lado das estradas, matagais e montanhas. Possui fácil plantio e manuseio em jardins. O caule tem crescimento ereto e as folhas inferiores possuem o formato semelhante ao de um rim, crescendo nos ramos mais baixos, sendo muito similares em forma às folhas superiores.

Todas as partes da planta são cobertas em fios pequenos e macios que parecem pelos. Floresce no final da primavera e ao longo de todo o verão. Suas flores são muito pequenas, desabrochando sempre em grandes quantidades. A floração possui tonalidade verde amarelada, localizadas sempre nos ramos superiores que se destacam da folhagem.

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Referências:
Lady’s Mantle Uses, Benefits and Side Effects. Botanical Name of Lady’s Mantle: Alchemilla vulgaris and Alchemilla mollis. Herbal Resource.
Shrivastava, Ravi, Nathalie Cucuat, and Gareth W. John. “Effects of Alchemilla vulgaris and glycerine on epithelial and myofibroblast cell growth and cutaneous lesion healing in rats.” Phytotherapy Research 21.4 (2007): 369-373.
Kaya, B., Menemen, Y., & Saltan, F. Z. (2012). Flavonoid compounds identified in Alchemilla L. species collected in the north-eastern Black Sea region of Turkey. African Journal of Traditional, Complementary and Alternative Medicines, 9(3), 418-425.
D’Agostino, M., Dini, I., Ramundo, E., & Senatore, F. (1998). Flavonoid glycosides of Alchemilla vulgaris L. Phytotherapy research, 12(S1).

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