Benefícios da cera de abelha para a saúde

As propriedades da cera de abelha são conhecidas desde os primórdios da humanidade. São conhecidas como Cera flava (amarela) ou Cera alba (branca, branqueada), produzida por abelhas do gênero Apis.

Benefícios da cera da abelha

Aloe vera (Babosa)

A cera é produzida pelas glândulas cerígenas localizadas no abdômen das abelhas operárias e coletada de forma controlada dos favos de mel em apiários ou em colmeias na natureza. A quantidade produzida depende da idade de cada abelha, vez que com o passar do tempo, as glândulas gradualmente vão se atrofiando. No processo, as abelhas ingerem mel e pólen e, após 24 horas, expelem uma minúscula escama de cera de coloração branca, uma substância química complexa com cerca de trezentas substâncias orgânicas e minerais.

Na prática médica moderna, a cera é cada vez mais utilizada no tratamento de doenças inflamatórias do nariz e cavidades paranasais, asma brônquica, doenças periodontais, distúrbios nas mucosas orais, tosse e no processo de expectoração. Além disso, possui ação sobre a pele a age no processo de restauração de feridas e queimaduras. A sua forma de utilização mais comum se dá na forma de compressas quentes, tanto na pele, quanto para doenças das articulações e inflamações.

O uso da cera de abelha para a pele e cabelos

Um dos melhores benefícios da utilização de cera de abelha na cosmética é caracterizado pelo seu poder de hidratação da pele. Ao contrário dos emolientes artificiais, a cera contém vitamina A, fornece hidratação de longa duração e reduz a oleosidade. Suas propriedades antigermicidas auxiliam na cura de pequenos cortes na pele, escoriações, arranhões e feridas.

As propriedades curativas de cera de abelha para a pele se estendem a alergias e irritação, vez que ademais de proporcionar à pele umidade natural e brilho, suas propriedades antialérgicas e anti-inflamatórias podem acalmar a pele irritada, tornando-a um dos melhores ingredientes em produtos naturais para cuidados da pele destinados para pessoas que sofrem de alergias ou outros problemas de pele, incluindo rosácea (caracterizada principalmente por uma vermelhidão no rosto) ou eczema (inflamação aguda da pele que se manifesta em forma de manchas avermelhadas com pequenas bolhas, principalmente nas mãos e na face).

A beeswax, como é conhecida em inglês, cria uma camada de proteção quando aplicada sobre a pele, protegendo-a dos agentes externos e pode até mesmo ser usada como um bálsamo labial (lip balm), produto que pode previne que os lábios fiquem rachados, sobretudo nos meses frios do inverno. A cera de abelha não apenas hidrata intensamente o couro cabeludo, como também estimula o crescimento, alisa, mantém a umidade e, diferente de gel ou mousse, não agride os cabelos.

Contraindicações e efeitos colaterais da cera de abelha

A cera de abelha é muito segura para a maioria das pessoas quando ingerida por via oral, seja como alimento ou como medicamento, ou quando aplicada diretamente sobre a pele. Contudo, a dose adequada depende de vários fatores, incluindo idade, estado de saúde e várias condições de saúde inerentes à cada pessoa. Não constam informações precisa sobre efeitos adversos durante a gravidez ou em fase de amamentação, desta forma, o ideal é consultar um profissional de saúde antes de iniciar o uso.

História e curiosidades

Um papiro datado de 1.700 a.C. registrou seus primeiros usos terapêuticos. Os antigos egípcios a utilizavam em processos de mumificação e as mulheres egípcias aplicavam uma solução de cera e mel para depilar braços e pernas. Os romanos modelavam o perfil humano e fabricavam frutas artísticas, que dificilmente eram diferenciadas das originais. Muitos povos antigos usavam cerume em suas cerimonias religiosas.

Referências:
Propriedades úteis. Altarta.
Al-Waili, Noori S. “Mixture of honey, beeswax and olive oil inhibits growth of Staphylococcus aureus and Candida albicans.” Archives of medical research 36.1 (2005): 10-13.
Hano, Olga, et al. “Effects of D-002, a product isolated from beeswax, on duodenal ulcer: a double-blind, placebo-controlled study.” Current therapeutic research 62.5 (2001): 394-407.

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