Mulungu: saiba para que serve o chá

Mulungu - Erythrina mulungu (Erythrina verna)

Conheça os benefícios, efeitos e propriedades medicinais do chá de mulungu (Erythrina mulungu / Eryhrina verna), muito usada em casos de ansiedade e depressão.

Atualizado em 16/10/2022

O mulungu (Erythrina mulungu) é uma planta medicinal também conhecida como árvore-mulungu, eritrina, bico-de-papagaio, corticeira, murungu, muchocho, murungo, totocero, flor-de-coral, árvore-de-coral, pau-imortal, mulungu-coral, capa-homem, suiná-suiná, suinã, canivete, muchoc (inglês), dentre outros nomes populares. Inclui os sinônimos botânicos Erythrina crista-galli, Erythrina verna e Corallodendron mulungu. A mulungu faz parte família das Leguminosas.

Benefícios do mulungu

O mulungu tem longo uso na medicina popular brasileira, sendo uma planta medicinal muito encontrada na Floresta Amazônica. O mulungo é usado na medicina natural como um sedativo e calmante natural para problemas do sistema nervoso, incluindo o estresse, ansiedade e depressão. Como sonífero natural, possui efeito hepatônico, ou seja, tonifica, equilibra e fortalece o fígado, além de combater hepatite, obstruções, alto níveis de enzima presentes no fígado e esclerose. O efeito calmante pode beneficiar pessoas que sofrem de abstinência de nicotina (cigarro) ou uso de drogas.

Também alivia a tosse e os sintomas do stress, ansiedade, depressão, histeria, ataques de pânico e transtornos compulsivos, sendo útil ainda para pessoas que sofrem de insônia e agitação durante o sono.

Mulungu combate a ansiedade e abstinência

Estudos estão sendo conduzidos para verificar sobre os possíveis benefícios do mulungu para o coração, sobretudo para controle da hipertensão arterial e palpitações. Os alcaloides presentes nas espécies do gênero Erythrina estão sendo estudados como possíveis regulamentadores de hipotensores. Acredita-se que baixas doses auxiliam no processo de memória, enquanto doses mais altas atuam como bloqueadores neuromusculares e possuem ação sedativa como principais efeitos.

Várias pesquisas científicas à respeito do uso medicinal do mulungu foram validadas em estudos recentes publicados no Journal of Ethnopharmacology, Journal of Natural Products e no Brazilian Journal of Medical and Biological Research. Estudos em animais com o extrato de mulungu mostraram que a planta mostrou um efeito similar ao Diazepam, medicamento comumente prescrito para combater a ansiedade. Neste estudo foi sugerido que os fitoquímicos encontrados na erva podem alterar certos tipos de neurotransmissores semelhantes ao GABA, o ácido gama-amino butírico¹. O GABA é amplamente utilizado como um suplemento calmante. Outras pesquisas também validou a utilização tradicional da planta como um agente antimicrobiano para infecções de garganta e urinárias.

Chá de mulungu

Chá de Mulungu - Erythrina mulungu - Medicina Natural

Chá de Mulungu – Erythrina mulungu – Medicina Natural

O consumo do chá de mulungu é muito popular no Brasil, vez que a espécie Erythrina mulungu é uma planta comum em todo o território nacional, sendo nativa da caatinga do nordeste brasileiro. O nome de gênero Erythrina significa “vermelho” enquanto o nome popular mulungu é oriundo do tupi, murugu (Ferreira, 2009). Na medicina natural, o chá de mulungu é indicado como um excelente sedativo para acalmar pessoas com ansiedade, insônia e problemas do sistema nervoso. O mulungu pertence à família das Leguminosas, sendo muito ornamental quando em floração com as cores vermelho coral.

Estudos estão sendo conduzidos para verificar sobre os possíveis benefícios do chá de mulungu para o coração, sobretudo para controle da hipertensão arterial e palpitações. Os alcaloides presentes nas espécies do gênero Erythrina estão sendo estudados como possíveis regulamentadores de hipotensores. Acredita-se que baixas doses auxiliam no processo de memória, enquanto doses mais altas atuam como bloqueadores neuromusculares e possuem ação sedativa como principais efeitos.

Modo de preparo do chá de mulungu

Coloque 250 ml de água para ferver. Acrescente duas colheres da casca de Chá de Mulungu Medicina Natural e deixe essa mistura abafada, em infusão, por cerca de 8 a 10 minutos, aproximadamente.. Ao término, basta coar e consumir. Ingerir 200ml de chá de pata de vaca de 2 a 3 vezes ao dia, após as refeições.

Contraindicações e efeitos colaterais

Não foram documentados ainda nenhum tipo de contraindicações ou interações medicamentosas, contudo, pode potencializar o efeito de alguns medicamentos ansiolíticos e remédios para controle de pressão arterial.

História e curiosidades

A árvore possui porte médio e é bem ramificada. Produz flores laranja-avermelhadas por meio da polinização feita por beija-flores. Às vezes é chamado de “flor-de-coral”, vez que suas flores se assemelham ao formato de um coral laranja. A planta produz vagens contendo sementes grandes, vermelhas e pretas, que são por vezes utilizados pelos povos indígenas para fazer colares e joias.

O gênero Erythrina compreende mais de 100 espécies de árvores e arbustos (na sua maioria todos fortemente armados com espinhos) nas regiões subtropicais e tropicais e possui dois nomes botânicos: E. mulungu e E. verna. Outra espécie estreitamente relacionada, Erythrina crista-galli, é encontrada mais ao sul do continente sul-americano, sendo a flor nacional da Argentina. A Erythrina mulungu faz parte da Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS), constituída de espécies vegetais com potencial de avançar nas etapas da cadeia produtiva e de gerar produtos de interesse do Ministério da Saúde do Brasil.

Referências:
Effect of E. velutina and Erythrina m. in rats submitted to animal models of anxiety and depression. Brazilian Journal of Medical and Biological Research. 2006. 39: 263-270
Vasconcelos, Silvânia MM, et al. “Central activity of hydroalcoholic extracts from Erythrina velutina and Erythrina mulungu in mice.” Journal of Pharmacy and Pharmacology 56.3 (2004): 389-393.
Flausino Jr, Otavio Aparecido, et al. “Effects of erythrinian alkaloids isolated from Erythrina mulungu (Papilionaceae) in mice submitted to animal models of anxiety.” Biological and Pharmaceutical Bulletin 30.2 (2007): 375-378.
Ribeiro, M. D., et al. “Effect of Erythrina velutina and Erythrina mulungu in rats submitted to animal models of anxiety and depression.” Brazilian journal of medical and biological research 39 (2006): 263-270.