O chá de quebra pedra, uma bebida tradicionalmente reverenciada na medicina popular, tem suas raízes fincadas na sabedoria ancestral dos povos indígenas da Amazônia. Por gerações, esta planta, cientificamente conhecida como Phyllanthus niruri, tem sido um pilar no tratamento natural de cálculos biliares e renais. A sua fama não é infundada; a ciência moderna começa a desvendar os mecanismos que conferem a esta erva suas notáveis propriedades terapêuticas.
Estudos indicam que o consumo do chá de quebra pedra promove o relaxamento dos ureteres, o que, combinado com uma leve ação analgésica, facilita a passagem de cálculos renais, muitas vezes de forma indolor e sem sangramento. Este efeito é complementado por um aumento na filtração glomerular e na excreção de ácido úrico, fatores cruciais para a saúde renal. A relevância do quebra pedra transcendeu o conhecimento popular e ganhou reconhecimento institucional.
Consumo Tradicional do Chá de Quebra-Pedra no Brasil
No Brasil, a planta foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) através do Programa Farmácias Vivas, que endossa seu uso como relaxante dos ureteres para auxiliar na eliminação de cálculos renais. Este reconhecimento foi solidificado por extensas pesquisas financiadas pela Central de Medicamentos (CEME), que forneceram dados robustos sobre a segurança e a eficácia da espécie. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) também reconhece o valor da planta, consolidando sua posição como um recurso fitoterápico legítimo e valioso para a saúde pública, unindo a sabedoria tradicional a uma base de evidências científicas.
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O Que é o Chá de Quebra Pedra?
O chá de quebra pedra é uma infusão preparada com as partes aéreas da planta Phyllanthus niruri, um pequeno arbusto que pertence à família Phyllanthaceae. Conhecida popularmente por uma variedade de nomes, como erva-pombinha, saxífraga e arrebenta-pedra, esta planta é nativa de florestas tropicais e tem sido um componente essencial da medicina herbal em todo o mundo, incluindo a Ayurveda na Índia, a Unani no Oriente Médio e as práticas tradicionais da América do Sul e da África.
A preparação do chá envolve a decocção ou infusão das folhas, caules e, por vezes, das flores e sementes, liberando na água seus compostos bioativos. O resultado é uma bebida com um perfil de sabor característico, que pode ser consumida quente ou fria, e que carrega séculos de uso etnomédico para o tratamento de uma vasta gama de condições de saúde.
Propriedades do Chá de Quebra Pedra
A designação “quebra-pedra” é uma alusão direta ao seu uso mais célebre e documentado: a sua capacidade de auxiliar na prevenção e tratamento de cálculos renais e biliares. Acredita-se que os componentes da planta atuam de várias maneiras para combater a formação de pedras. Eles podem ajudar a relaxar o sistema urinário e biliar, facilitando a expulsão de pequenos cálculos existentes, e também podem interferir nos processos de cristalização que dão origem às pedras.
Além de sua aplicação mais famosa contra os cálculos renais, o Phyllanthus niruri possui um espectro de ação muito mais amplo, sendo um verdadeiro tesouro da flora medicinal. A pesquisa científica tem revelado uma gama de compostos bioativos, como lignanas, alcaloides, flavonoides e taninos, que são responsáveis por suas múltiplas propriedades farmacológicas. Estas incluem atividades hepatoprotetoras, antivirais, antibacterianas, hipolipidêmicas, hipoglicêmicas, analgésicas e anti-inflamatórias.
História e Uso Tradicional do Phyllanthus niruri

Quebra-Pedrao (Phyllanthus niruri) crescendo de forma selvagem, demonstrando sua resiliência e capacidade de adaptação. A imagem mostra a planta em um ambiente rochoso e úmido, seu habitat preferido. É um lembrete de que os remédios mais poderosos muitas vezes vêm dos lugares mais inesperados, crescendo livremente sob nossos pés.
A história do Phyllanthus niruri está profundamente entrelaçada com a evolução da medicina tradicional em diversas culturas ao redor do globo. Na Índia, onde é conhecida como “Bhumyamalaki”, a planta é um dos pilares da medicina Ayurveda há mais de 2.000 anos, sendo prescrita para uma ampla variedade de doenças, especialmente aquelas relacionadas ao fígado, como icterícia e hepatite.
Os textos ayurvédicos clássicos descrevem-na como uma erva de sabor amargo, adstringente e doce, com a capacidade de pacificar os doshas Pitta e Kapha, sendo um potente hepatoprotetor e purificador do sangue. Sua reputação como “destruidora de pedras” também é bem estabelecida na tradição indiana, sendo utilizada para tratar distúrbios do trato urinário e cálculos renais.
Chá Tradicional da Amazônia
Na América do Sul, especialmente na região amazônica, os povos indígenas utilizam o quebra-pedra há séculos. O conhecimento sobre suas propriedades medicinais foi passado de geração em geração, e a planta é um remédio caseiro comum para problemas renais e da bexiga, incluindo cistite, infecções e, claro, a eliminação de cálculos.
Os curandeiros tradicionais da Amazônia preparam infusões e extratos da planta inteira para tratar não apenas doenças renais, mas também malária, dores, diabetes e problemas digestivos. Este vasto conhecimento etnobotânico foi o que inicialmente atraiu a atenção de pesquisadores ocidentais, que começaram a investigar cientificamente as alegações que cercavam esta humilde erva, levando a uma onda de estudos que continuam a validar e a expandir nossa compreensão sobre seu potencial terapêutico.
Composição Fitoquímica: Os Segredos do Chá de Quebra Pedra

Ramo da quebra-pedra, evidenciando os pequenos frutos esféricos que crescem sob as folhas. São nessas pequenas cápsulas que as sementes da planta são guardadas. A foto ilustra perfeitamente o nome em inglês “seed-under-leaf” (semente sob a folha), uma característica marcante da espécie Phyllanthus niruri.
A notável eficácia do chá de quebra pedra como agente terapêutico deve-se à sua complexa e rica matriz fitoquímica. A planta Phyllanthus niruri é uma verdadeira usina de compostos bioativos, cada um contribuindo para o seu amplo espectro de atividades farmacológicas.
Filantina e Hipofilantina
Entre os constituintes mais importantes estão as lignanas, como a filantina e a hipofilantina. Estes compostos são frequentemente citados como os principais responsáveis pelos efeitos hepatoprotetores da planta, demonstrando em estudos a capacidade de proteger as células do fígado contra danos induzidos por toxinas, como o tetracloreto de carbono e o paracetamol. Acredita-se que eles atuem através de mecanismos antioxidantes e anti-inflamatórios, estabilizando as membranas celulares do fígado e promovendo a regeneração do tecido hepático.
Flavonoides
Além das lignanas, o quebra-pedra é rico em uma variedade de outros fitoquímicos. Os flavonoides, como a quercetina, a rutina e a astragalina, são potentes antioxidantes que ajudam a neutralizar os radicais livres, protegendo as células do estresse oxidativo, um fator subjacente a muitas doenças crônicas.
Taninos
Os taninos, como o geraniin e o corilagin, também contribuem com atividades antioxidantes, além de possuírem efeitos antivirais e analgésicos. Alcaloides, como a norsecurinina, e terpenos, como o limoneno, complementam este arsenal fitoquímico. É a interação sinérgica entre todos esses compostos, e não a ação de uma única molécula, que provavelmente explica a versatilidade terapêutica do Phyllanthus niruri, tornando-o um objeto de estudo fascinante para a fitoquímica e a farmacologia moderna.
Benefícios Comprovados do Chá de Quebra Pedra para os Rins

Os rins trabalham 24 horas filtrando o sangue e equilibrando líquidos e sais. Contudo, pouca hidratação, excesso de sal e rotina desregrada podem aumentar o risco de “pedras”. Água ao longo do dia, alimentação mais natural e atenção aos sinais do corpo ajudam a cuidar desse sistema silencioso e essencial. Em caso de dor forte, ardência ou sangue na urina, procure avaliação médica.
O benefício mais renomado e cientificamente investigado do chá de quebra pedra é, sem dúvida, sua ação sobre a saúde renal, especificamente no combate à urolitíase, a formação de cálculos renais. O uso tradicional como um “destruidor de pedras” encontrou forte respaldo na pesquisa moderna. Estudos, incluindo ensaios clínicos em humanos, demonstraram que o Phyllanthus niruri pode interferir em múltiplos estágios da formação dos cálculos.
Uma das principais formas de ação é a inibição da agregação de cristais de oxalato de cálcio, o componente mais comum das pedras nos rins. Os extratos da planta parecem modificar a forma e a estrutura dos cristais, tornando-os menos propensos a se unirem e formarem cálculos maiores e mais problemáticos.
Efeito Diurético

Pedras nos rins se formam quando a urina fica muito concentrada e alguns sais se acumulam, criando cristais. Contudo, a prevenção costuma ser simples: hidratar-se bem ao longo do dia, moderar o sal, evitar excesso de refrigerantes e ultraprocessados, e equilibrar o consumo de proteínas e alimentos muito ricos em oxalato, conforme orientação. Dor intensa na lombar, náusea, sangue na urina ou febre são sinais de alerta e exigem avaliação médica rápida.
Adicionalmente, o chá de quebra pedra exibe um efeito diurético, aumentando o volume da urina. Isso ajuda a “lavar” o sistema urinário, diluindo as substâncias que formam os cristais e facilitando a eliminação de pequenos agregados antes que se tornem cálculos significativos. Outro mecanismo crucial é o seu efeito relaxante sobre a musculatura lisa dos ureteres. Este relaxamento, possivelmente mediado por compostos como o geraniin, alarga a passagem, permitindo que os cálculos existentes sejam expelidos com menos dor e dificuldade.
Uma meta-análise de estudos clínicos concluiu que o tratamento com P. niruri resultou em uma diminuição significativa tanto no tamanho quanto no número de cálculos renais, solidificando sua reputação e oferecendo uma alternativa natural ou um tratamento complementar promissor para pacientes com litíase renal.
Proteção do Fígado: O Efeito Hepatoprotetor

O fígado é o grande “laboratório” do corpo: participa do metabolismo, da digestão e do processamento de substâncias. Contudo, excesso de álcool, ultraprocessados e sedentarismo podem sobrecarregar essa função. Priorizar comida de verdade, manter um peso saudável, dormir bem e fazer check-ups periódicos é um caminho simples para apoiar a saúde hepática. Se houver cansaço persistente, dor abdominal ou exames alterados, busque orientação profissional.
A tradição ayurvédica há muito celebra o Phyllanthus niruri como um tônico hepático de primeira linha, e a ciência contemporânea tem se dedicado a validar essa antiga sabedoria. A pesquisa farmacológica confirmou que o chá de quebra pedra possui notáveis propriedades hepatoprotetoras, ou seja, a capacidade de proteger o fígado contra danos. Este órgão vital está constantemente exposto a uma variedade de insultos, incluindo toxinas ambientais, álcool, vírus e o metabolismo de medicamentos. Os extratos de quebra-pedra demonstraram, em numerosos estudos pré-clínicos, a capacidade de mitigar os danos hepáticos induzidos por agentes tóxicos como o tetracloreto de carbono, a galactosamina e o paracetamol em excesso.
Regeneração do Fígado
O mecanismo por trás desse efeito protetor é multifacetado. As lignanas, filantina e hipofilantina, desempenham um papel central, exibindo forte atividade antioxidante. Elas ajudam a neutralizar os radicais livres e a reduzir o estresse oxidativo, um dos principais fatores de lesão celular no fígado. Além disso, esses compostos ajudam a estabilizar as membranas das células hepáticas (hepatócitos), prevenindo o vazamento de enzimas importantes, como a alanina aminotransferase (ALT) and aspartato aminotransferase (AST), cujos níveis elevados no sangue são marcadores de dano hepático.
Alguns estudos também sugerem que o P. niruri pode estimular a regeneração do fígado e inibir a fibrose, o processo de cicatrização que pode levar à cirrose. Esses achados posicionam o chá de quebra pedra como um promissor agente fitoterápico para a prevenção e o tratamento coadjuvante de diversas doenças hepáticas.
Um dos campos de pesquisa mais intrigantes sobre o Phyllanthus niruri é o seu potencial antiviral. Estudos pioneiros na década de 1980 investigaram seu efeito contra o vírus da hepatite B (HBV), uma das principais causas de doença hepática crônica no mundo. Pesquisas in vitro e alguns estudos em animais e humanos sugeriram que extratos da planta poderiam inibir a replicação do HBV. O mecanismo proposto envolve a inibição da DNA polimerase do vírus, uma enzima crucial para a sua multiplicação.
Embora os resultados de ensaios clínicos em humanos tenham sido mistos e por vezes inconsistentes, a pesquisa inicial abriu uma nova avenida para o desenvolvimento de drogas antivirais a partir de fontes naturais. O composto geraniin, um tanino presente na planta, também demonstrou atividade contra o vírus do herpes simplex in vitro.
Além da ação antiviral direta, o chá de quebra pedra parece exercer efeitos imunomoduladores, o que significa que ele pode influenciar e regular a atividade do sistema imunológico. Alguns estudos indicam que os extratos da planta podem estimular a produção de certas células de defesa, como os linfócitos, e modular a produção de citocinas, as moléculas sinalizadoras do sistema imune. Essa capacidade de fortalecer a resposta imune pode ser benéfica não apenas no combate a infecções virais, mas também em outras condições.
Ao mesmo tempo, suas propriedades anti-inflamatórias ajudam a controlar uma resposta imune excessiva, que pode ser prejudicial. Esta dupla ação, fortalecendo as defesas enquanto controla a inflamação, faz do quebra-pedra um agente imunomodulador complexo e de grande potencial terapêutico.
Outros Benefícios Potenciais para a Saúde

Uma imagem vibrante da Phyllanthus niruri, a famosa quebra-pedra. Observe a delicadeza de suas pequenas folhas dispostas simetricamente ao longo do caule. A imagem realça a textura e o padrão repetitivo das folhas, criando uma visão hipnotizante. É uma representação da abundância e da força da natureza, mostrando como uma pequena planta pode cobrir extensas áreas, oferecendo seus benefícios de forma generosa e ampla.
A versatilidade terapêutica do chá de quebra pedra continua a surpreender os pesquisadores, com estudos explorando uma gama cada vez maior de benefícios potenciais para a saúde. Sua atividade anti-inflamatória e analgésica é notável. Extratos da planta demonstraram reduzir a inflamação em modelos animais de forma comparável a medicamentos anti-inflamatórios padrão, como a indometacina. Este efeito, atribuído a flavonoides e outras substâncias, pode ser útil no alívio de condições inflamatórias, como a artrite. A ação analgésica, que ajuda a aliviar a dor, complementa este benefício, tornando o chá um possível remédio para dores de diversas origens.
Efeito Hipoglicemiante
O controle de parâmetros metabólicos é outra área promissora. Estudos em animais sugerem que o Phyllanthus niruri pode ter efeitos hipoglicemiantes, ajudando a reduzir os níveis de açúcar no sangue, o que seria benéfico para o manejo do diabetes. Acredita-se que a planta possa melhorar a sensibilidade à insulina e regular o metabolismo da glicose.
Redução do Colesterol e Triglicerídeos
Além disso, a pesquisa aponta para um potencial hipolipidêmico, com a capacidade de reduzir os níveis de colesterol total e triglicerídeos no sangue, fatores de risco importantes para doenças cardiovasculares. Somam-se a isso suas propriedades antioxidantes, que combatem o estresse oxidativo em todo o corpo, e sua ação anti-hipertensiva, observada em alguns estudos, que sugere um efeito relaxante sobre os vasos sanguíneos, ajudando a baixar a pressão arterial. Juntos, esses benefícios pintam o retrato de uma planta com um potencial holístico para a promoção da saúde.
Como Preparar e Consumir o Chá de Quebra Pedra

O benefício mais célebre do chá de quebra pedra é sua ação sobre o sistema renal. Estudos científicos corroboram o uso tradicional, mostrando que a planta pode ajudar a prevenir a formação de cálculos renais e facilitar a eliminação dos já existentes. Acredita-se que seus compostos atuam inibindo a agregação de cristais de oxalato de cálcio e relaxando os músculos do trato urinário.
O preparo do chá de quebra pedra é um processo simples e acessível, que pode ser feito facilmente em casa. A forma mais comum de preparo é a infusão ou a decocção das partes secas da planta, que podem ser encontradas em lojas de produtos naturais e farmácias de manipulação. Para a infusão, o método mais suave, siga os seguintes passos:
Dosagem
A proporção geralmente recomendada é de 1 colher de sopa (cerca de 10 a 15 gramas) da erva seca para cada 500 ml a 1 litro de água.
Aquecimento
Leve a água para ferver em uma chaleira ou panela.
Infusão
Assim que a água atingir o ponto de ebulição, desligue o fogo. Adicione a erva seca na água quente e tampe o recipiente. Deixe a mistura em infusão por cerca de 10 a 15 minutos. Este tempo permite que os compostos bioativos da planta sejam extraídos para a água.
Coagem e Consumo
Após o tempo de infusão, coe o chá para remover as partes da planta. O chá pode ser consumido quente ou frio, de acordo com a sua preferência.
Dose Recomendada
A dose recomendada pode variar dependendo da condição a ser tratada e da concentração do chá. De forma geral, para a manutenção da saúde renal e como preventivo, o consumo de 2 a 3 xícaras por dia é frequentemente sugerido. É importante notar que, embora o chá de quebra pedra seja considerado seguro para a maioria das pessoas quando consumido com moderação, o uso prolongado ou em altas doses deve ser supervisionado por um profissional de saúde. O sabor é geralmente suave e um pouco herbáceo, mas pode ser ajustado com um pouco de mel ou limão, se desejado. Armazene a erva seca em um local fresco, escuro e seco para preservar suas propriedades.
Efeitos Colaterais e Contraindicações
Apesar de ser um remédio natural amplamente utilizado e considerado seguro para a maioria das pessoas, o chá de quebra pedra não é isento de potenciais efeitos colaterais e contraindicações. O consumo excessivo pode levar a desconfortos gastrointestinais, como náuseas ou diarreia, devido à sua ação sobre o sistema digestivo. Por seu efeito diurético, pode também causar um desequilíbrio eletrolítico se consumido em grandes quantidades por períodos prolongados sem a devida hidratação e reposição de minerais.
Um dos pontos de atenção mais importantes é o seu potencial efeito hipotensor, ou seja, a capacidade de baixar a pressão arterial. Pessoas que já têm pressão baixa (hipotensão) ou que estão tomando medicamentos anti-hipertensivos devem consumir o chá com cautela e sob orientação médica, para evitar quedas bruscas e perigosas na pressão.
Existem grupos específicos para os quais o chá de quebra pedra é contraindicado. Mulheres grávidas ou que estão tentando engravidar devem evitar o consumo, pois alguns estudos em animais sugerem que a planta pode ter propriedades abortivas e contraceptivas. Embora a evidência em humanos seja limitada, a precaução é fundamental. Da mesma forma, mulheres em período de amamentação devem consultar um médico antes de usar o chá.
Pessoas com condições cardíacas preexistentes também devem ter cautela devido aos possíveis efeitos na pressão arterial. Além disso, o chá de quebra pedra pode interagir com certos medicamentos, como diuréticos, anticoagulantes e medicamentos para diabetes, potencializando ou alterando seus efeitos. Portanto, a regra de ouro é sempre consultar um médico ou um fitoterapeuta qualificado antes de iniciar o uso regular do chá de quebra pedra, especialmente se você tiver alguma condição de saúde crônica ou estiver tomando outros medicamentos.
Perguntas Frequentes Sobre o Chá de Quebra-Pedra (FAQ)
O chá de quebra pedra realmente quebra as pedras nos rins?
O nome “quebra-pedra” é mais uma metáfora do que uma descrição literal. O chá não “quebra” ou “dissolve” os cálculos de forma agressiva. Em vez disso, sua ação é mais sutil e multifacetada. Ele ajuda a prevenir a formação de novos cálculos ao inibir a agregação dos cristais que os formam. Para os cálculos já existentes, ele atua como um relaxante muscular do trato urinário, o que pode facilitar a expulsão de pedras menores de forma natural e com menos dor.
Posso tomar o chá de quebra pedra todos os dias?
Para a maioria das pessoas saudáveis, o consumo moderado, como uma a duas xícaras por dia, por curtos períodos, é geralmente considerado seguro. No entanto, o uso contínuo e diário por longos períodos não é recomendado sem a supervisão de um profissional de saúde. O uso prolongado pode levar a um desequilíbrio de eletrólitos devido ao seu efeito diurético. É sempre melhor usar de forma cíclica, com períodos de pausa.
O chá de quebra pedra emagrece?
Não há evidências científicas diretas que comprovem que o chá de quebra pedra causa perda de peso. Seu efeito diurético pode levar a uma redução temporária do peso na balança devido à eliminação de líquidos retidos, o que pode ser confundido com emagrecimento. No entanto, isso não representa uma perda de gordura corporal. O chá pode ser um complemento saudável a um estilo de vida que visa o emagrecimento, mas não é uma solução mágica para esse fim.
Quanto tempo leva para o chá de quebra pedra fazer efeito?
O tempo para observar os efeitos do chá de quebra pedra pode variar muito de pessoa para pessoa e dependendo da condição que está sendo tratada. Para o alívio de sintomas de infecções urinárias ou para o efeito diurético, os resultados podem ser notados em poucos dias. Para a eliminação de cálculos renais, o processo pode levar de semanas a meses, e o sucesso depende do tamanho e da localização das pedras.
Crianças podem tomar chá de quebra pedra?
A segurança do uso do chá de quebra pedra em crianças não foi bem estabelecida por estudos científicos. Devido à falta de dados e à sensibilidade do organismo infantil, o uso não é recomendado sem a expressa orientação e supervisão de um pediatra ou profissional de saúde qualificado.
Onde posso comprar a erva para o chá?
A planta Phyllanthus niruri seca para a preparação do chá pode ser encontrada em lojas de produtos naturais, farmácias de manipulação, ervanários e também em diversas lojas online especializadas em chás e ervas medicinais. É importante procurar por fornecedores de confiança que garantam a qualidade e a pureza do produto, livre de contaminantes.
Chá de quebra pedra tem gosto ruim?
O sabor é uma percepção subjetiva. Geralmente, o chá de quebra pedra tem um sabor suave, herbáceo e ligeiramente amargo. Muitas pessoas não o consideram desagradável. Caso o sabor não lhe agrade, você pode tentar adicionar um pouco de mel, limão ou misturá-lo com outras ervas de sabor mais agradável, como hortelã ou camomila.
Existe diferença entre o chá de saquinho e o chá da erva a granel?
Sim, pode haver diferenças. O chá da erva a granel geralmente consiste em partes maiores e mais íntegras da planta, o que pode resultar em uma infusão mais potente e com um perfil fitoquímico mais completo. Os chás de saquinho, por outro lado, contêm a erva mais triturada, o que pode levar a uma perda de alguns compostos voláteis e a uma extração diferente. Para fins terapêuticos, muitos fitoterapeutas preferem a erva a granel.
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