Pimenta-da-Jamaica: saiba para que serve

Pimenta-da-Jamaica - Pimenta dioica

Conheça os benefícios, efeitos colaterais e propriedades medicinais da pimenta-da-Jamaica (Pimenta dioica), também chamada de allspice e pimenta-jamaicana.

Atualizado em 19/09/2022

A pimenta-da-Jamaica (Pimenta dioica) é também conhecida como pimenta-jamaicana, pimentão, pimenta-do-cravo-da-Índia, pimento, allspice e jamaica pepper (inglês), dentre outros nomes populares. O uso da pimenta-da-Jamaica na medicina popular também foi seguido por sua incorporação na Farmacopeia Britânica de 1898, especialmente pelo uso da água e do óleo da pimenta. Contudo, o óleo da pimenta foi suprimido da farmacopeia britânica de 1914.

Benefícios da pimenta-da-Jamaica

O extrato do óleo da pimenta-jamaicana é aplicado diretamente na área de uma dor de dente, agindo como um anestésico natural. Em forma de erva de banho, alivia dores musculares. É misturada com outras ervas e aplicada em forma de cataplasma seguido de compressas para o tratamento do reumatismo. É usada para combater dores de cabeça, estresse, depressão e fadiga, devido ao seu cheiro reconfortante. Combina bem com gengibre, lavanda e outras especiarias, tornando-se diversificada quando se trata de escolhas para aromaterapia.

Todas as partes da Pimenta dioica são usadas na medicina popular, sobretudo no Caribe, onde há uma longa história de uso de bagas da pimenta para o tratamento de diversas condições de saúde. Os jamaicanos bebem chá quente com a pimenta-da-Jamaica para tratar resfriados, dismenorreia (cólicas menstruais) e dispepsia (dor de estômago). Costarriquenhos são conhecidos por usar a pimenta para tratar a dispepsia e diabetes. Os guatemaltecos são conhecidos por aplicar topicamente as bagas esmagadas em contusões, dores nas articulações e para mialgia (dor muscular). Na medicina cubana, a Pimenta dioica, juntamente com outras misturas de ervas, é usada para aliviar a indigestão. Na medicina herbal moderna, o extrato de pimenta foi usado para a aliviar a dor de neuralgia. A pimenta-da-Jamaica é rica em vitamina C, vitamina B1, vitamina B2, além de betacaroteno.

Uso na cosmética

Na cosmética, o extrato da pimenta-da-Jamaica é utilizado na fabricação de perfumes e águas-de-colônia (principalmente para homens, devido a composição da fragrância), além de compor quimicamente alguns produtos para limpeza bucal. O óleo essencial de pimenta-da-Jamaica, quando adicionado a óleos de banho e massagem, promove a circulação de modo a aliviar a dor de cãibras musculares e estirpes

Uso na culinária

Na culinária, a pimenta-jamaicana é utilizada em bolos, molhos picantes, pudins, conservas, tortas, guisados e como tempero em geral. Seu sabor se assemelha a uma combinação de canela, cravo-da-Índia e noz-moscada.

Contraindicações e efeitos colaterais da pimenta-da-Jamaica

A pimenta-da-Jamaica não deve ser usada durante a gravidez e o consumo deve ser bastante moderado por todas as pessoas.

História e curiosidades

Antes da chegada dos europeus ao Caribe, a Pimenta dioica era uma das ervas culinárias mais comuns na região. A melhor variedade da planta é produzida na Jamaica, onde a planta se desenvolve em condições especiais. O uso de pimenta-da-Jamaica na medicina ayurvédica, medicina natural desenvolvida nos últimos dois milênios, provavelmente se originou da colonização europeia e seu uso subsequente pelos português e pela população inglesa na Índia.  A madeira da árvore foi muito utilizada na produção de bengalas, fato que chegou a colocar a espécie em risco de extinção. A Pimenta dioica faz parte da família Myrtaceae.

Referências:
Zhang, Lei, and Bal L Lokeshwar. “Medicinal properties of the Jamaican pepper plant Pimenta dioica and Allspice.” Current drug targets 13.14 (2012): 1900-1906.
Kikuzaki, Hiroe, et al. “Antioxidative phenylpropanoids from berries of Pimenta dioica.” Phytochemistry 52.7 (1999): 1307-1312.
Zabka, Martin, Roman Pavela, and Ludmila Slezakova. “Antifungal effect of Pimenta dioica essential oil against dangerous pathogenic and toxinogenic fungi.” Industrial Crops and Products 30.2 (2009): 250-253.