Plantas Medicinais

Trevo-Vermelho: Benefícios na Menopausa e Saúde da Mulher

O trevo-vermelho (Trifolium pratense) é tradicionalmente associado ao alívio dos sintomas da menopausa e à saúde cardiovascular. Conheça seu modo de preparo, dosagem e contraindicações antes de usar.

Por Conselho Editorial14 Min de Leitura
Evidência Moderada8 Referências
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Trevo-vermelho - Trifolium pratense
Trevo-vermelho (Trifolium pratense), planta medicinal reconhecida por seus benefícios na saúde feminina, especialmente durante a menopausa.

Trifolium pratense, esse membro da família Fabaceae é uma leguminosa perene, nativa de regiões temperadas e subtropicais da Europa e da Ásia, hoje naturalizada em boa parte do mundo. Suas flores rosadas, reunidas em inflorescências globosas, ajudaram a construir a imagem de uma erva ligada ao cuidado e ao bem-estar, especialmente em fases da vida feminina marcadas por mudanças hormonais. No Brasil, o trevo-vermelho está incluído na Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS), o que reforça seu reconhecimento dentro da fitoterapia oficial. Seu interesse atual não depende apenas do uso popular: a planta concentra isoflavonas, um grupo de fitoquímicos que ajuda a explicar boa parte de seus efeitos estudados e mantém vivo o interesse científico por seu uso em saúde natural.

Sumário do Artigo
  1. Nomes Populares e Sinônimos do Trevo-Vermelho
  2. Família, Partes Usadas e Classificação Botânica
  3. História e Usos Tradicionais do Trevo-Vermelho
  4. Propriedades Medicinais do Trevo-Vermelho
  5. Perfil Fitoquímico e Nutricional do Trevo-Vermelho
  6. Trevo-Vermelho e a Saúde da Mulher na Menopausa
  7. Trevo-Vermelho e a Saúde Cardiovascular
  8. Combinações Tradicionais com Outras Plantas
  9. Como Preparar o Chá de Trevo-Vermelho
  10. Outras Formas de Uso e Dosagem
  11. Terapias Associadas ao Trevo-Vermelho
  12. Contraindicações, Efeitos Colaterais e Interações Medicamentosas
  13. Curiosidades e Fatos Históricos Sobre o Trevo-Vermelho
  14. Perguntas Frequentes sobre o Trevo-Vermelho

Nomes Populares e Sinônimos do Trevo-Vermelho

Como acontece com muitas plantas de uso tradicional, o trevo-vermelho recebe diferentes nomes populares conforme a região e o idioma.

Nomes Populares em Português

  • Trevo-de-vaca
  • Trevo-dos-prados
  • Trevo-ribeiro
  • Trevo-vermelho
  • Trevo-violeta

Nomes em Outros Idiomas

  • Alemão: Rotklee
  • Espanhol: trébol rojo, trébol violeta
  • Francês: trèfle des prés, trèfle rouge
  • Inglês: red clover
  • Italiano: trifoglio rosso

Família, Partes Usadas e Classificação Botânica

O trevo-vermelho pertence à família Fabaceae (Leguminosae), o mesmo grupo botânico que reúne o feijão, a soja e o grão-de-bico. Em chás e preparações, utilizam-se principalmente as flores e, em menor proporção, as folhas da planta.

História e Usos Tradicionais do Trevo-Vermelho

O uso do trevo-vermelho atravessa diferentes culturas e séculos. A planta foi tradicionalmente empregada como depurativo do sangue e no cuidado de condições de pele, como eczema e psoríase, além de ter uso associado a queixas respiratórias, servindo como apoio tradicional em quadros de tosse e bronquite. Na medicina tradicional chinesa e na tradição ayurvédica, o trevo-vermelho também apareceu ligado a práticas de equilíbrio do organismo e ao cuidado com as vias respiratórias. Na Europa medieval e entre povos nativos da América do Norte, a planta ganhou espaço tanto pelo simbolismo, já que as três folhas remetem à proteção e à sorte, quanto pelo uso prático em infusões, pomadas e compressas para desconfortos digestivos, inflamações e feridas. Esse acúmulo de observações práticas, reunido por herbalistas e curandeiros ao longo de gerações, ajudou a pavimentar o interesse científico que a planta desperta hoje. Além do uso medicinal, o trevo-vermelho também ganhou relevância agrícola: por fixar nitrogênio no solo, tornou-se uma cultura de cobertura valiosa para a rotação de plantios e uma forrageira importante na alimentação de gado.

Propriedades Medicinais do Trevo-Vermelho

O perfil fitoquímico do trevo-vermelho é associado às seguintes propriedades:
  • Anti-inflamatório: contribui para a redução de processos inflamatórios no organismo.
  • Antioxidante: ajuda a neutralizar radicais livres e reduzir o estresse oxidativo.
  • Cardioprotetor: estudado por seu possível papel na circulação sanguínea e no perfil lipídico.
  • Estrogênico: as isoflavonas atuam como fitoestrógenos, com estrutura semelhante à do estrogênio humano.
  • Expectorante: tradicionalmente utilizado como apoio na eliminação de muco das vias respiratórias.
  • Osteoprotetor: investigado por seu possível papel de suporte à saúde óssea, sobretudo na menopausa.
  • Regulador hormonal: tradicionalmente utilizado com o objetivo de auxiliar no equilíbrio hormonal e no alívio de sintomas da tensão pré-menstrual e da menopausa.

Perfil Fitoquímico e Nutricional do Trevo-Vermelho

As isoflavonas são os compostos mais estudados do trevo-vermelho, com destaque para biochanina A, daidzeína, formononetina e genisteína. Esses fitoquímicos são metabólitos secundários da via do chiquimato, com estrutura semelhante à do estrogênio humano, o que ajuda a explicar por que a planta aparece com tanta frequência em estudos sobre saúde hormonal. Em menor quantidade, o trevo-vermelho também contém cumestanos, outra classe de fitoestrógenos. Além das isoflavonas, a planta reúne flavonoides como a quercetina, cumarinas e ácidos fenólicos, incluindo o ácido salicílico, o que reforça seu perfil antioxidante e anti-inflamatório. Do ponto de vista nutricional, o trevo-vermelho também contém minerais como cálcio, cromo, magnésio e potássio, além de vitaminas como niacina, tiamina e vitamina C, ampliando seu interesse funcional além do campo fitoquímico.

Trevo-Vermelho e a Saúde da Mulher na Menopausa

O uso mais conhecido do trevo-vermelho está ligado à menopausa. Por conterem fitoestrógenos, as isoflavonas da planta são tradicionalmente associadas ao alívio de sintomas vasomotores, como ondas de calor e suores noturnos. Estudos clínicos e revisões sistemáticas vêm investigando esse efeito: parte dos trabalhos aponta melhora nos sintomas vasomotores e na qualidade de vida de mulheres na perimenopausa e na pós-menopausa, embora os resultados não sejam uniformes entre todas as pesquisas. A saúde óssea também é um tema associado ao trevo-vermelho, já que a perda de densidade mineral óssea se torna mais frequente após a menopausa. As isoflavonas despertam atenção por seu possível papel na modulação do tecido ósseo, mas os dados ainda pedem mais estudos de longo prazo antes de sustentar recomendações definitivas. Por esses motivos, a planta é vista como opção complementar de interesse dentro do cuidado hormonal feminino, e não como substituto do acompanhamento ginecológico.

Trevo-Vermelho e a Saúde Cardiovascular

Além do uso na menopausa, o trevo-vermelho é estudado por seu possível papel na saúde cardiovascular. As isoflavonas da planta parecem se relacionar com melhora da função vascular, favorecendo a flexibilidade dos vasos sanguíneos, e alguns trabalhos sugerem possível influência sobre o perfil lipídico, em especial o LDL. Esses achados ainda não transformam o trevo-vermelho em solução isolada para risco cardiovascular, mas mantêm a planta como objeto relevante de pesquisa nessa área. A presença de cumarinas no trevo-vermelho merece atenção à parte, já que esses compostos podem ter leve efeito anticoagulante. Por isso, em pessoas que usam medicamentos anticoagulantes como a varfarina ou que têm maior risco de sangramento, o uso da planta precisa ser avaliado com cautela e sempre com orientação médica.

Combinações Tradicionais com Outras Plantas

O trevo-vermelho é, por vezes, combinado com outras plantas dentro da fitoterapia. Para o suporte hormonal e o cuidado com sintomas da menopausa, é por vezes associado à cimicífuga (Actaea racemosa) ou ao dong quai (Angelica sinensis). Para o cuidado cardiovascular, a combinação com espinheiro-alvar (Crataegus monogyna) é mencionada em algumas tradições, e no suporte respiratório o trevo-vermelho aparece ao lado da tanchagem (Plantago major) ou do verbasco (Verbascum thapsus). Qualquer combinação de fitoterápicos deve ser avaliada previamente por um profissional de saúde.

Como Preparar o Chá de Trevo-Vermelho

  1. Separe de uma a duas colheres de chá de flores secas de trevo-vermelho.
  2. Adicione as flores a uma xícara de água quente, já fora do fogo.
  3. Tampe o recipiente e deixe em infusão por 5 a 10 minutos.
  4. Coe a infusão antes de consumir.
  5. Beba de duas a três xícaras ao dia, ajustando conforme orientação profissional.

Outras Formas de Uso e Dosagem

Além do chá, o trevo-vermelho está disponível em cápsulas, comprimidos, extratos líquidos padronizados e xaropes. Nesses casos, a dosagem depende da concentração de isoflavonas do produto; em muitos suplementos, a faixa mais citada gira em torno de 40 a 80 mg de isoflavonas por dia, mas essa referência não deve ser seguida de forma automática, sem considerar objetivo e contexto individual. A tintura é outra forma de uso tradicional, preparada macerando flores e folhas em álcool de cereais, geralmente na proporção de 1:5 para planta seca (ou 1:2 para planta fresca), por duas a quatro semanas, com agitação diária antes de coar. A dose usual mencionada é de 2 a 5 ml, duas a três vezes ao dia, diluída em água. Em qualquer uma dessas formas, a orientação de um médico, farmacêutico ou fitoterapeuta é a conduta mais prudente antes de iniciar o uso regular ou concentrado.

Terapias Associadas ao Trevo-Vermelho

Fitoterapia

Na fitoterapia, o trevo-vermelho é utilizado principalmente pelo teor de isoflavonas, empregado com o objetivo de apoiar o organismo durante os sintomas da menopausa e de contribuir para a saúde óssea. Também é valorizado por suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias em diferentes contextos de uso.

Homeopatia

Em homeopatia, o Trifolium pratense pode ser utilizado em diluições específicas, tradicionalmente associado ao suporte em quadros de tosse espasmódica, bronquite e algumas afecções de pele. A escolha da potência e da dosagem nesse contexto é individualizada e deve ser feita por um médico homeopata, considerando o quadro completo do paciente.

Contraindicações, Efeitos Colaterais e Interações Medicamentosas

O trevo-vermelho não é indicado para todos os perfis de uso. Gestantes, lactantes e crianças devem evitar o consumo, já que a segurança nesses grupos não está bem estabelecida. Pessoas com histórico de câncer de mama, útero ou ovário, endometriose ou miomas, assim como qualquer condição sensível a hormônios, precisam de avaliação médica antes de considerar o uso da planta, devido à sua atividade estrogênica. As interações medicamentosas merecem atenção especial. Por sua leve atividade anticoagulante, o trevo-vermelho exige cautela em quem usa medicamentos como a varfarina. A planta também pode interferir em terapias hormonais, em pílulas anticoncepcionais e, segundo alguns relatos, na eficácia de determinados antibióticos e de medicamentos que reduzem a acidez gástrica. Por isso, é importante informar ao médico ou farmacêutico qualquer suplemento vegetal em uso. Os efeitos colaterais relatados costumam ser leves e pouco frequentes, incluindo dor de cabeça, náusea, inchaço e erupções cutâneas em algumas pessoas. Estudos em animais também observaram possíveis efeitos sobre a fertilidade, o que reforça a necessidade de cautela em uso prolongado. Ao perceber qualquer efeito indesejado, o mais prudente é interromper o consumo e buscar orientação profissional.

Curiosidades e Fatos Históricos Sobre o Trevo-Vermelho

  • Fixador de Nitrogênio: o trevo-vermelho é um excelente fixador de nitrogênio no solo, o que o torna uma cultura de cobertura valiosa em práticas agrícolas sustentáveis.
  • Forrageira Para Gado: por seu valor nutricional, a planta é amplamente utilizada na alimentação de gado em campos de pastoreio.
  • Reconhecimento Oficial no Brasil: o trevo-vermelho está incluído na Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS).
  • Símbolo de Sorte: a variação rara de quatro folhas do trevo é um símbolo de sorte e fortuna em diversas culturas.

Perguntas Frequentes sobre o Trevo-Vermelho

O Trevo-Vermelho É Seguro Para Todas as Pessoas?

Não. Gestantes, lactantes e crianças devem evitar o trevo-vermelho. Pessoas com histórico de câncer hormônio-dependente, condições sensíveis a hormônios ou que usam anticoagulantes também precisam de avaliação médica prévia antes de considerar o uso.

Quais São os Principais Benefícios do Trevo-Vermelho?

O trevo-vermelho é tradicionalmente associado ao alívio de sintomas da menopausa, como ondas de calor e suores noturnos, além de ser estudado por seu possível papel na saúde cardiovascular e óssea. Suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias também sustentam parte do interesse pela planta.

Como o Trevo-Vermelho Atua no Organismo?

O principal mecanismo estudado envolve as isoflavonas, fitoquímicos com estrutura semelhante à do estrogênio humano. Esses compostos podem se ligar a receptores hormonais e modular algumas funções fisiológicas, além de contribuir com atividade antioxidante e anti-inflamatória.

Quanto Tempo Leva Para Perceber os Benefícios do Trevo-Vermelho?

O tempo varia bastante entre pessoas. Em sintomas da menopausa, algumas relatam melhora após algumas semanas de uso contínuo, enquanto outras percebem resposta mais lenta. A dose do extrato, a consistência do uso e características individuais influenciam esse processo.

Posso Colher e Usar o Trevo-Vermelho Que Encontro na Natureza?

Essa prática não é recomendada. Erros na identificação da planta podem causar problemas, e áreas naturais podem estar contaminadas por agrotóxicos ou outros poluentes. O mais seguro é adquirir o trevo-vermelho de fontes confiáveis, com rastreabilidade e controle de qualidade.

O Trevo-Vermelho Pode Causar Ganho de Peso?

Não há evidências consistentes que associem o trevo-vermelho ao ganho de peso. O mais importante continua sendo o conjunto dos hábitos de vida; a planta, quando usada, deve entrar como elemento complementar, não como explicação isolada para mudanças no peso corporal.

O Trevo-Vermelho Pode Ser Usado Por Homens?

Sim, em alguns contextos. Suas propriedades antioxidantes e seu perfil fitoquímico despertam interesse de pesquisa além da saúde feminina, inclusive relacionado à próstata. Ainda assim, o uso contínuo ou concentrado deve ser guiado por orientação profissional.

Quais Efeitos Colaterais Estão Associados ao Trevo-Vermelho?

Os efeitos mais citados costumam ser leves, como dor de cabeça, náusea, inchaço e erupções cutâneas. As reações variam de pessoa para pessoa e tendem a ficar mais prováveis em doses altas. Ao notar qualquer sintoma inesperado, o mais prudente é suspender o uso e buscar avaliação profissional.

O Trevo-Vermelho Interage com Outros Medicamentos?

Sim. A planta pode potencializar o efeito de anticoagulantes, interferir em terapias hormonais e pílulas anticoncepcionais e, possivelmente, na ação de alguns antibióticos. Por isso, informar ao médico ou farmacêutico o uso de qualquer suplemento vegetal é uma etapa importante.

Qual a Diferença Entre Trevo-Vermelho e Soja?

Ambos são ricos em isoflavonas, mas o perfil desses compostos não é idêntico. O trevo-vermelho concentra principalmente biochanina A e formononetina, enquanto a soja é mais conhecida por genisteína e daidzeína, o que ajuda a explicar variações de interesse terapêutico entre as duas fontes.

Referências

8 Referências Citadas

Nível de Evidência: 🥈 Moderado

Baseado em 8 Referências Citadas (7 Peer-Reviewed, 1 Complementar).

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Estudos Científicos Peer-Reviewed (7)

  1. DOI2023 Bajaj, M., Bahri, S., Sinha Roy, S., Krishna, S., & Chaturvedi, S. “Phytoestrogens of Trifolium pratense L. as therapeutics: A review.” South Asian Journal of Experimental Biology, 13(4), 252-262. 2023.
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  3. DOI2009 Geller, S. E., Shulman, L. P., van Breemen, R. B., et al. “Safety and efficacy of black cohosh and red clover for the management of vasomotor symptoms: a randomized controlled trial.” Menopause, 16(6), 1156-1166. 2009.
  4. DOI2023 Gościniak, A., Szulc, P., Zielewicz, W., Walkowiak, J., & Cielecka-Piontek, J. “Multidirectional Effects of Red Clover (Trifolium pratense L.) in Support of Menopause Therapy.” Molecules, 28(13), 5178. 2023.
  5. DOI2021 Kanadys, W., Barańska, A., Błaszczuk, A., et al. “Evaluation of Clinical Meaningfulness of Red Clover (Trifolium pratense L.) Extract to Relieve Hot Flushes and Menopausal Symptoms in Peri- and Post-Menopausal Women: A Systematic Review and Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials.” Nutrients, 13(4), 1258. 2021.
  6. PMC2003 Tice, J. A., Ettinger, B., Ensrud, K., Wallace, R., Blackwell, T., & Cummings, S. R. “Phytoestrogen supplements for the treatment of hot flashes: the Isoflavone Clover Extract (ICE) Study: a randomized controlled trial.” Journal of the American Medical Association, 290(2), 207-214. 2003.
  7. DOI2024 Zukić, M., Taljić, I., & Banjari, I. “Effectiveness of Commercial Red Clover (Trifolium pratense L.) Products for the Treatment of Symptoms in Menopausal Women-A Narrative Review.” Nutraceuticals, 4(3), 430-449. 2024.

Leituras Complementares (1)

  1. 2019 Atiq-ur-Rehman. “Biological Activities of Trifolium Pratense: A Review.” Acta Scientific Pharmaceutical Sciences, 3(9), 36-42. 2019.

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