Estévia: benefícios e propriedades medicinais

A estévia (Stevia rebaudiana) é uma planta medicinal também conhecida como stevia, stévia, estévia-doce; sweetleaf, sweet leaf e sugarleaf (inglês). Antigamente a Stevia rebaudiana era conhecida como Stevia eupatorium. Pertence a família Asteraceae.

Benefícios da estévia

O adoçante de estévia é amplamente utilizado no Brasil, Japão e outros países do mundo. A estévia possui apenas 1/300 da quantidade de calorias contidas no açúcar, no entanto, contém esteviosídeo, que é cerca de 150 a 200 vezes mais doce que o açúcar. O esteviosídeo, glicosídeo do esteviol, é um diterpeno tetracíclico totalmente natural, não tóxico e ainda é considerado um adoçante não-calórico. Também alivia a fadiga física e mental e inibe a perda de dentes, ao contrário do açúcar, que contribui para que isso ocorra.

As folhas da estévia podem ser usadas para adoçar qualquer tipo de alimento e auxiliar na redução de peso e os níveis de ácido úrico. O uso do extrato bruto da planta como um tônico para o coração para normalizar os níveis de pressão arterial, batimento cardíaco regular, e para outras indicações cardiopulmonares já foram relatados em estudos com ratos. Vários estudos com extratos e seus glicosídeos isolados demonstraram ação hipotensora (bem como uma ação diurética).

Benefícios da estévia para diabéticos

O grande interesse na estévia como adoçante natural não-calórico tem alimentado muitos estudos sobre a planta. O principal produto químico responsável pela doçura, o esteviosídeo, assim como a folha da planta, não é tóxico e mutagênico. O consumo oral do esteviosídeo em forma de adoçante é uma alternativa natural que pode ser utilizada por pacientes com hipertensão.

O esteviosídeo e o steviol possuem capacidade de estimular a secreção de insulina através de uma ação direta sobre as células, indicando que os compostos podem ter um papel potencial como agentes anti-hiperglicêmicos no tratamento do diabetes mellitus tipo 2. A estévia é composta de esteviosídeo, glicosídeo do esteviol, além de rebaudiosídeo e cromo. É rica em terpenos e flavonoides. O glicosídeo chamado de esteviosídeo, que corresponde há cerca de 6 a 18 por cento da composição da folha, é responsável pela doçura da planta.

O uso da estévia na culinária

Na culinária, pode ser utilizada para adoçar chás, comidas de baixa caloria, iogurte, bens assados e cereais. Ao contrário muitos adoçantes repletos de substâncias químicas, o sabor é estável quando aquecido. Pode ser usado no lugar do açúcar na preparação de doces e sorvetes.

Contraindicações e efeitos colaterais da estévia

Não foram relatados efeitos colaterais decorrentes do uso nas bibliografias consultadas.

História e curiosidades

O Japão é o maior consumidor mundial de folhas e extratos de estévia, onde é utilizada para adoçar qualquer tipo de alimentos, sendo substituto para o açúcar e a sacarina. No Japão, Brasil e outros em outros países, comprar estévia não é grande problema, vez que o uso como aditivo alimentar é aprovado. Já nos Estados Unidos, grandes marcas de adoçantes sintéticos geram um grande empecilho para a comercialização em grande escala da erva.

A estévia foi nomeada pelo botânico espanhol P.J. Esteve em 1500. A planta é nativa do Paraguai e do Brasil, onde é utilizada há centenas de anos por povos indígenas desses países como adoçante. Os índios Guarani paraguaios chamam a planta de kaa jheé, vez que era utilizada para adoçar o chá de erva-mate durante séculos.

A stevia foi difundida na Europa no século XVI, quando os colonizadores espanhóis observaram que os nativos utilizavam a planta para adoçar chás de ervas. No Japão, é amplamente aceita pela população e domina grande parte do mercado de adoçantes.

O interesse científico pela Stevia rebaudiana começou no final do século XIX, quando pesquisadores procuraram entender o grande poder que as folhas possuíam para adoçar. Foi inicialmente estudada em 1899 pelo botânico paraguaio Moises Bertoni, que escreveu alguns dos primeiros artigos sobre a Stevia rebaudiana no início do século XX.

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