Guáiaco (guaiacum): benefícios e propriedades medicinais

O guaiáco (Guaiacum officinale) é uma planta medicinal também conhecida como guaiacum, guiacum, madeira-de-guaiaco, pau-santo e guyacán-negro (espanhol) e lignum-vitae (inglês), dentre outros nomes populares. Pertence à família Zygophyllaceae.

Benefícios do guáiaco

O guáiaco é usado tradicionalmente para artrite, catarro, dor de dente, dor de garganta, gota, herpes, inchaço, reumatismo e sífilis. Na medicina herbal, as folhas são excelentes remédios alternativos para asma, epilepsia, hipertensão arterial e reumatismo. As flores são usadas para tratar asma, gripe, resfriados, tosse, tuberculose e outras condições respiratórias, inclusive congestionamento nasal. A casca interna da árvore pode ser transformada em uma preparação oleosa para ser aplicada em entorses e dores de artrite e reumatismo.

O chá é usado para lavar os olhos. Quando utilizado externa e internamente, melhora a circulação. Muitas pessoas usam os ramos para afastar moscas pendurando-os na cozinha ou colocando o guáiaco dentro dos armários. É possível ainda usar o guáiaco em forma de pastilha para aliviar dores de garganta ou então em forma de resina usada para preservar objetos e superfícies. A madeira contém um alto teor de óleo e a madeira em pó pode até ser colocada em uma cavidade alguns dias antes da extração do dente, amenizando a dor de dente. O Guaiacum officinale é composto de óleo volátil, resinas, ligninas e saponinas triterpênicas.

Contraindicações e efeitos colaterais do guáiaco

Apesar de não ter nenhuma toxidade conhecida, pessoas alérgicas, hipersensíveis e com doenças inflamatórias agudas devem evitar o guáiaco. Gestantes, lactantes e paciente com cálculos renais não devem fazer uso. O uso excessivo pode resultar em gastroenterite, diarreia e cólica intestinal. Pode causar reações alérgicas, como estanqueidade na garganta ou no tórax, problemas respiratórios, urticária, pele inchada, erupção cutânea e dor torácica.

História e curiosidades

O Guaiacum spp. é nativo das Índias Ocidentais e da costa norte da América do Sul, abrangendo desde Florida Key’s (Estados Unidos) até Honduras, Panamá e Venezuela. Os exploradores espanhóis descobriram esta árvore no século XVI nas Bahamas e adotaram o nome de uma das línguas indígenas. A árvore atinge cerca de 30 metros de altura e sua madeira é altamente valorizada, vez que é extremamente densa e durável, afundando ao cair na água.

É considerada umas das madeiras de maior dificuldade de extração da floresta e foi utilizada como matéria-prima para fabricação de navios e outras construções de madeira que requerem força, durabilidade e dureza. Também pode ser usado para fabricar móveis requintados e outras peças de arte. A flor é o símbolo nacional da Jamaica, país onde é considerado uma das espécies mais importantes.

Referências:
Duwiejua, M., et al. “Anti‐inflammatory Activity of Polygonum bistorta, Guaiacum officinale and Hamamelis virginiana in Rats.” Journal of pharmacy and pharmacology 46.4 (1994): 286-290.
Ahmad, Viqar Uddin, Nasreen Bano, and Bano Shaheen. “A saponin from the stem bark of Guaiacum officinale.” Phytochemistry 25.4 (1986): 951-952.

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