Lúpulo (Humulus lupulus): benefícios, efeitos e propriedades medicinais

O lúpulo (Humulus lupulus) é uma videira trepadeira com propriedades medicinais muito conhecida na culinária. Quando misturado com água, malte e levedura, o lúpulo é responsável por dar sabor e conservar a cerveja, uma das bebidas mais populares do mundo. A videira também é conhecida popularmente como engatadeira, lúpulos, pé-de-gato e hops (inglês). Pertence à família Cannabidaceae.

Benefícios e propriedades medicinais do lúpulo

Apesar de ser conhecido principalmente por ser um dos principais ingredientes na fabricação de cervejas, o lúpulo possui inúmeras propriedades medicinais. Age como anódino, antisséptico, antiespasmódico, diurético, febrífugo, emenagogo, galactagogo, laxante, relaxante muscular, sedativo, tônico amargo, além de outras propriedades. O lúpulo ajuda a combater diarreias e tosses emocionais (tosse psicogênica), causada por desiquilíbrios emocionais e diagnosticada quando todas as possibilidades clínicas são descartadas mas a tosse persiste.

O lúpulo atua como um relaxante e sedativo natural, reduzindo a ansiedade, histeria, auxiliando pessoas com insônia a dormir sem causar dores de cabeça, podendo ser colocado em sachês e inserido dentro dos travesseiros. Os efeitos diuréticos são úteis para a eliminação do excesso de toxinas no corpo. Outras indicações que incluem o uso para o tratamento da anorexia, caspa, cólicas menstruais, diarreia, disenteria, Doença de Crohn, dores, erupções cutâneas, feridas, gases intestinais, indigestão, irritação intestinal, tuberculose, dentre outras diversas condições de saúde. Na medicina popular, são usados cataplasmas para tratar cistos, erupções cutâneas, feridas, dores de cabeça, dente, estômago e ouvido, além de tumores.

Quando adicionado na composição de pomadas, pode ser esfregado na região do tórax para acalmar tosses persistentes (age melhor quando misturado com ervas como eucalipto e hortelã). Usado como um enxaguante de cabelo para caspa, loções para amaciar a pele e como erva de banho para relaxamento.

Efeito anafrodisíaco

O lúpulo possui propriedades anafrodisíacas capazes de amenizar o desejo sexual excessivo, especialmente em homens, além de reduzir a quantidade de óvulos pelas mulheres. Suas características antiandrogênicas bloqueiam a ação de andrógenos como a testosterona e a diidrotestosterona (DHT) de seus efeitos biológicos no organismo. Nos homens, os “bloqueadores de testosterona” são usados ​​no tratamento do câncer de próstata, hiperplasia prostática benigna, prostatite, perda de cabelo no couro cabeludo e puberdade precoce. Nas mulheres, os antiandrogênicos tratam condições de cabelo e pele e auxiliam no tratamento da síndrome dos ovários policísticos.

Estimulantes Sexuais Estimulantes Combatem a impotência e a ejaculação precoce, além de melhorarem o desempenho.
Libiforce Libiforce Man Estimulante sexual masculino sem contraindicações. Fórmula exclusiva.
Afrodisíacos Afrodisíacos Produtos naturais para aumentar a libido e o desejo sexual.

Composição do lúpulo

Os brotos jovens podem ser comidos como um aspargo. É usado para fazer cerveja, onde age como um preservativo e também confere sabor amargo. O Humulus lupulus é composto de ácido lupulínico (lupulina), ácido valeriânico, colina, fitoestrógenos (8-prenilnaringenina), flavonoides (quercetina, rutina), humulone, óleo essencial, princípio amargo, taninos e terpenos. O humulone, um ácido orgânico, possui propriedades antibacterianas. A tintura do lúpulo possui validade longa. Da mesma forma, a erva liofilizada (seca) costuma durar de seis a oito meses.

Receita de chá de lúpulo

Apesar de ser um ingrediente essencial no preparo de cervejas, a melhor forma de usufruir das propriedades da erva é por meio do chá de lupulo, que deve ser preparado e consumido ao longo do dia. Alguns cuidados devem ser tomados ao ingerir o chá. Em algumas pessoas, gosto amargo característico pode causar náuseas e vômitos quando consumido em doses excessivas.

Ingredientes

  • 8 gramas de lúpulo seco.
  • 200 ml de água filtrada.

Modo de preparo

  • Coloque a água no fogo e espere ferver.
  • Quando atingir o ponto de fervura acrescente o lúpulo seco.
  • Desligue o fogo e deixe a misture descansar por cerca de 10 minutos.
  • Coe e consuma durante o dia.

Contraindicações e efeitos colaterais

O uso é contraindicado durante a gravidez. Pessoas com depressão, diabetes, insufiencia renal e problemas no fígado também não devem consumir o lúpulo. Quando fresca, a planta pode causar dermatite com o contato direto em pessoas mais sensíveis. O uso também é

História e curiosidades

O nome de gênero, Humulus, significa “solo” em latim, uma referência as plantam que crescem dentro ou sobre ele, quando não canalizadas. Lupulus é uma palavra em latim e significa “pequeno lobo”. Isso se deve a uma comparação antiga: assim como o lobo estrangula as ovelhas, o videira “estrangula” as plantas ao seu redor. Antigos hebreus usaram a erva para tentar inibir a expansão da pestilência bubônica (peste negra).

O Humulus lupulus é nativo da Ásia, contudo, desde o século VIII, devido ao processo de colonização e rotas de comércio, é encontrada na Europa Central. Atualmente, pode ser encontrada em qualquer região temperada do mundo. Cresce em regiões de manguezais, sebes e várzeas. O solo deve ser drenado e o local receber bastante sol. Trata-se de uma trepadeira longa que pode chegar a 12 metros de comprimento. Somente as plantas femininas são capazes de produzir as flores que dão origem aos frutos.

ATIVADOR SEXUAL FEMININO PREMIUM Vênus Mulher
COMPOSTO DE 9 AFRODISÍACOS NATURAIS Sex Ativo
ESTIMULANTE / AUMENTA A MASSA MAGRA Tribulus com Maca Peruana
CATUABA, MARAPUAMA, CIPÓ-CRAVO E GUARANÁ Sexotone
AFRODISÍACO NATIVO DA FLORESTA AMAZÔNICA Marapuama em Cápsulas
Referências:
Schiller, H., Forster, A., Vonhoff, C., Hegger, M., Biller, A., & Winterhoff, H. (2006). Sedating effects of Humulus lupulus L. extracts. Phytomedicine, 13(8), 535-541.
Miyashita, Michiko, and Yasuyuki Sadzuka. “Effect of linalool as a component of Humulus lupulus on doxorubicin-induced antitumor activity.” Food and chemical toxicology 53 (2013): 174-179.
Milligan, S. R., Kalita, J. C., Heyerick, A., Rong, H., De Cooman, L., & De Keukeleire, D. (1999). Identification of a potent phytoestrogen in hops (Humulus lupulus L.) and beer. The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, 84(6), 2249-2249.
Zanoli, Paola, and Manuela Zavatti. “Pharmacognostic and pharmacological profile of Humulus lupulus L.” Journal of Ethnopharmacology 116.3 (2008): 383-396.
Milligan, S. R., et al. “The endocrine activities of 8-prenylnaringenin and related hop (Humulus lupulus L.) flavonoids.” The journal of clinical endocrinology & metabolism 85.12 (2000): 4912-4915.

Comentários

Comentar