Passiflora. O chá de maracujá, também chamado de chá de passiflora, é preparado a partir das folhas da planta e é tradicionalmente usado na medicina popular para acalmar a ansiedade, aliviar dores de cabeça de origem nervosa e favorecer um sono mais tranquilo.
Nos últimos anos o interesse por esta infusão cresceu bastante. Cada vez mais pessoas buscam alternativas naturais para lidar com o estresse do dia a dia, e a ciência moderna passou a investigar com mais profundidade os compostos responsáveis pelos efeitos tradicionalmente atribuídos à planta. Este guia reúne a história do uso da passiflora, sua composição química, o modo de preparo correto, a dosagem recomendada e as contraindicações que precisam ser observadas antes do consumo.
Sumário do Artigo
- O Que É o Chá de Passiflora?
- Outros Nomes Populares da Passiflora
- História e Uso Tradicional da Passiflora
- Composição Química da Passiflora
- Benefícios do Chá de Passiflora para a Saúde
- Evidências Científicas sobre a Passiflora
- Como Preparar o Chá de Passiflora Corretamente
- Dosagem e Recomendações de Consumo
- Efeitos Colaterais e Contraindicações
- Cuidados e Armazenamento
- Variedades de Passiflora e Suas Particularidades
- Cultivo e Colheita da Passiflora
- A Passiflora na Gastronomia
- Aplicações Cosméticas da Passiflora
- Análise Aprofundada de Estudos Científicos
- Passiflora e Agricultura Sustentável
- Considerações sobre Qualidade e Padronização
- O Futuro da Pesquisa com Passiflora
- Perguntas Frequentes sobre o Chá de Passiflora
- Conclusão
O Que É o Chá de Passiflora?
O chá de passiflora é uma infusão feita a partir das folhas secas da planta, e não deve ser confundido com o suco ou a polpa do maracujá, que vêm do fruto. O gênero Passiflora reúne centenas de espécies, e a mais utilizada tanto na alimentação quanto no preparo do chá é a Passiflora edulis, a mesma planta que origina o maracujá consumido no Brasil.
A parte utilizada no preparo do chá são exclusivamente as folhas. Elas concentram os compostos bioativos, como alcaloides e flavonoides, associados ao efeito calmante da bebida. O sabor do chá é suave e levemente adocicado, o que contribui para sua popularidade como opção de consumo diário entre quem busca relaxar de forma natural.
Outros Nomes Populares da Passiflora
Pelo Brasil, a passiflora é conhecida por diferentes nomes populares, quase sempre associados ao maracujá:
- Maracujá-ácido;
- Maracujá-alado;
- Maracujá-azedo;
- Maracujá-de-refresco;
- Maracujá-doce;
- Maracujá-grande;
- Maracujá-guaçu;
- Maracujá-peroba;
- Passiflora-verdadeira.
História e Uso Tradicional da Passiflora
A passiflora é nativa das Américas, e povos indígenas já utilizavam suas folhas há séculos, principalmente como sedativo e calmante. Esse conhecimento tradicional foi passado de geração em geração muito antes de qualquer estudo científico sobre a planta.
No século XVII, missionários jesuítas se encantaram com o formato da flor da passiflora e nela enxergaram símbolos associados à Paixão de Cristo, o que deu origem ao nome popular flor-da-paixão. A planta foi levada para a Europa, onde ganhou espaço tanto como espécie ornamental quanto como planta medicinal.
Na medicina popular europeia, a passiflora passou a ser usada para insônia, agitação, dores e espasmos musculares. Hoje a planta consta em farmacopeias de diversos países, e essa longa tradição de uso é um dos motivos que sustentam o interesse científico atual pela espécie.
Composição Química da Passiflora
A passiflora é rica em fitoquímicos que ajudam a explicar os efeitos que lhe são tradicionalmente atribuídos. Entre os alcaloides, destacam-se harmana, harmalina, harmol e harmalol, conhecidos como alcaloides do tipo harmala. Entre os flavonoides, os compostos mais abundantes na planta, estão vitexina, isovitexina, orientina, apigenina, aspergina e saponarretina, com reconhecida ação antioxidante.
A composição inclui ainda uma fração de esteroides (sitosterol e estigmasterol), glicosídeos cianogênicos (passiflorina e ginocardina, presentes em pequenas quantidades) e outros componentes como saponinas, gomas, taninos, pigmentos, pectinas, serotonina, resinas, ácido licânico e ácido parinário.
As harmalas presentes no chá de passiflora são estudadas por seu possível papel na modulação da atividade cerebral, podendo estar relacionadas a uma redução nos níveis de circulação e respiração e, por consequência, a uma discreta queda na pressão arterial. Já os flavonoides parecem interagir com receptores GABA-A no sistema nervoso central, de forma semelhante ao observado com os benzodiazepínicos, o que ajuda a explicar o efeito calmante atribuído à planta.
A Passiflora integra a Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS), lista do Ministério da Saúde que reúne espécies vegetais com potencial para avançar na cadeia produtiva de fitoterápicos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde. Sua presença na relação reforça o interesse público por alternativas fitoterápicas ao uso de benzodiazepínicos em quadros de ansiedade leve a moderada, com potencial para reduzir a exposição a medicamentos controlados e o risco de dependência associado a esses fármacos.
Benefícios do Chá de Passiflora para a Saúde
O chá de passiflora é tradicionalmente associado ao alívio da ansiedade, ajudando a acalmar a mente e o corpo. Muitas pessoas o utilizam no dia a dia para lidar com o estresse, já que sua ação é considerada suave e não associada a dependência quando o consumo é moderado.
A melhora da qualidade do sono é outro uso tradicional bastante difundido. A passiflora é utilizada como apoio em casos de insônia leve, sendo associada a um sono mais profundo e reparador. Por suas propriedades antiespasmódicas, o chá também é tradicionalmente usado para aliviar dores e espasmos musculares, incluindo cólicas menstruais e dores de cabeça de origem nervosa.
Principais Usos Tradicionais do Chá de Passiflora
- Agitação e histeria;
- Ansiedade;
- Ataques de pânico;
- Bactericida;
- Concentração e foco;
- Depressão;
- Estresse pós-traumático;
- Hipertensão;
- Insônia;
- Redução do colesterol ruim (LDL);
- Tensão.
Evidências Científicas sobre a Passiflora
Diversos estudos científicos investigaram a passiflora, com a maior parte focada em seus efeitos ansiolíticos. Pesquisas em animais e em humanos mostram resultados promissores, e os compostos da planta parecem interagir com receptores GABA no cérebro, o que ajudaria a explicar o efeito calmante e relaxante atribuído à infusão.
Um estudo publicado no periódico Journal of Clinical Pharmacy and Therapeutics avaliou pacientes com transtorno de ansiedade generalizada. O grupo que recebeu extrato de passiflora apresentou melhora na ansiedade comparável à de um grupo tratado com medicamento de referência, porém com menos relatos de sonolência diurna.
Outra linha de pesquisa investiga o sono. Em um ensaio clínico, voluntários saudáveis consumiram chá de passiflora por uma semana e relataram melhora subjetiva na qualidade do sono. Os próprios autores destacam que mais pesquisas são necessárias para confirmar e ampliar esses achados.
Como Preparar o Chá de Passiflora Corretamente
A parte utilizada no preparo são as folhas secas de passiflora, que não devem ser fervidas diretamente junto com a água.
- Separe de 1 a 2 gramas de folhas secas de passiflora, o equivalente a uma colher de chá cheia, para cada 150 ml de água.
- Aqueça a água até o início da fervura e desligue o fogo assim que ferver.
- Despeje a água quente sobre as folhas em uma xícara ou bule e tampe imediatamente.
- Deixe em infusão por 5 a 10 minutos, tempo necessário para a extração dos compostos ativos.
- Coe o chá, adoce a gosto se preferir e consuma ainda morno.
Dosagem e Recomendações de Consumo
A quantidade de chá recomendada varia de acordo com a finalidade do uso e pode ir de 1 a 4 xícaras por dia. Para ansiedade leve, de 1 a 2 xícaras ao longo do dia costumam ser suficientes. Para apoio em casos de insônia, uma xícara cerca de uma hora antes de dormir tende a ser a estratégia mais indicada.
O chá deve ser consumido em até 24 horas após o preparo e não deve ser reaquecido, sob risco de perder parte de suas propriedades. O ideal é sempre preparar uma nova infusão no momento do consumo. É recomendável começar com uma dose menor e aumentar gradualmente conforme a resposta do próprio corpo, sem exceder o limite de 4 xícaras diárias.
Efeitos Colaterais e Contraindicações
O chá de passiflora é geralmente considerado seguro quando consumido nas quantidades recomendadas, mas alguns efeitos colaterais podem ocorrer. A sonolência é o mais comum, enquanto tontura e confusão mental são relatos mais raros. Por isso, evite dirigir ou operar máquinas após o consumo.
O uso é contraindicado para gestantes, lactantes e crianças menores de 12 anos, devido à falta de estudos que comprovem sua segurança e eficácia para esses grupos. O consumo também não é recomendado em associação com sedativos e outros depressores do sistema nervoso central, já que a passiflora pode potencializar os efeitos sedativos do pentobarbital, do hexobarbital e de medicamentos inibidores da monoaminoxidase (IMAO).
As cumarinas presentes na passiflora têm ação anticoagulante e podem interagir com a varfarina, por isso pessoas em uso desse medicamento devem consultar um profissional de saúde antes de consumir o chá. Quem faz uso contínuo de qualquer medicação também deve buscar orientação médica antes de incluir a passiflora na rotina.
Cuidados e Armazenamento
Conserve as folhas secas de passiflora ao abrigo da luz, do calor e da umidade, preferencialmente em potes de vidro bem fechados. A exposição à luz solar direta pode degradar os flavonoides e outros compostos ativos da planta, reduzindo a qualidade do chá ao longo do tempo.
Variedades de Passiflora e Suas Particularidades
O gênero Passiflora é extremamente diverso, com mais de 500 espécies catalogadas, cada uma com características próprias. A Passiflora edulis é a mais conhecida, correspondendo ao maracujá-azedo, de casca roxa ou amarela, enquanto a Passiflora alata é o maracujá-doce, de casca amarela.
A Passiflora incarnata é outra variedade de destaque, frequentemente usada em preparações medicinais e reconhecida pelo nome popular flor-da-paixão americana. Seus efeitos calmantes estão entre os mais estudados do gênero, sendo a principal fonte para diversos suplementos fitoterápicos.
Já a Passiflora caerulea é cultivada sobretudo como planta ornamental, com flores exuberantes e frutos pouco apreciados. A Passiflora ligularis, conhecida como granadilla, é outra espécie comestível, de sabor doce bastante usado em sobremesas.
Cultivo e Colheita da Passiflora
O cultivo da passiflora exige clima tropical ou subtropical. Trata-se de uma trepadeira vigorosa, que precisa de suporte para crescer adequadamente, como uma cerca ou um caramanchão, além de solo bem drenado e rico em matéria orgânica.
A colheita das folhas destinadas ao chá deve priorizar as folhas mais maduras, que concentram maior quantidade de compostos ativos, e deve ocorrer preferencialmente em dias secos, já que a umidade prejudica o processo de secagem.
Após a colheita, as folhas devem secar à sombra, em local arejado e protegido da luz solar direta, o que evita a degradação dos flavonoides. A secagem completa leva de uma a duas semanas, e as folhas secas devem ser armazenadas em recipientes bem fechados.
A Passiflora na Gastronomia
Além do chá, a passiflora tem diversos usos culinários, sendo o fruto, o maracujá, o mais conhecido deles. Seu suco é refrescante e bastante popular, e mousses, tortas e sorvetes de maracujá são sobremesas clássicas da culinária brasileira.
As sementes do maracujá também são comestíveis, crocantes e ricas em fibras, podendo ser adicionadas a iogurtes e saladas. Já o óleo extraído das sementes, rico em ácidos graxos essenciais como o linoleico, é usado tanto na culinária quanto na indústria cosmética.
Em algumas espécies, as flores de passiflora também são comestíveis e podem ser usadas para decorar pratos, cristalizadas em açúcar ou adicionadas a saladas, conferindo um toque exótico às preparações.
Aplicações Cosméticas da Passiflora
O óleo de semente de maracujá é um ingrediente valorizado na cosmética por ser leve, de rápida absorção e com propriedades hidratantes e emolientes. Ele é usado em cremes, loções e óleos corporais, contribuindo para restaurar a barreira de proteção da pele.
Sua concentração de antioxidantes ajuda a combater os radicais livres, o que contribui para prevenir o envelhecimento precoce da pele. O óleo também é associado a uma ação calmante sobre peles irritadas, sendo indicado para peles secas, sensíveis ou maduras.
O extrato das folhas de passiflora também é incorporado em produtos para peles sensíveis, já que sua ação calmante ajuda a reduzir a vermelhidão, e também pode ser encontrado em produtos capilares voltados para acalmar o couro cabeludo irritado.
Análise Aprofundada de Estudos Científicos
A pesquisa sobre a passiflora segue em evolução, e estudos mais recentes buscam entender melhor seus mecanismos de ação. A interação com o sistema GABAérgico é a mais estudada, e os flavonoides parecem ser os principais responsáveis por essa interação, ligando-se aos receptores GABA-A de forma semelhante à observada com os benzodiazepínicos.
Um estudo em modelo animal avaliou o efeito ansiolítico da passiflora em ratos submetidos a testes de estresse. O grupo tratado com extrato da planta apresentou comportamento mais calmo, e os pesquisadores observaram redução nos hormônios associados ao estresse, o que reforça o potencial da planta para o manejo da ansiedade.
A segurança do uso da passiflora também tem sido investigada por meio de estudos de toxicidade aguda e crônica. Em doses consideradas terapêuticas, a planta se mostrou segura na maioria dos estudos, com efeitos adversos raros e geralmente leves, ainda que a qualidade do extrato utilizado seja determinante para essa segurança.
Passiflora e Agricultura Sustentável
O cultivo da passiflora pode servir de modelo de agricultura sustentável, já que a planta é rústica e se adapta bem a diferentes condições, podendo ser cultivada em sistemas agroflorestais consorciada com outras culturas, o que contribui para a biodiversidade e a saúde do solo.
A planta atrai polinizadores importantes, como abelhas e mamangavas, beneficiando todo o ecossistema ao redor do cultivo. O cultivo orgânico da passiflora também vem crescendo, garantindo um produto livre de agrotóxicos, o que é melhor tanto para quem consome quanto para o meio ambiente.
O aproveitamento integral da planta, dos frutos às folhas, sementes e cascas, reduz o desperdício e agrega valor à produção. A casca do maracujá, por exemplo, é rica em pectina e pode ser usada na produção de farinha ou na extração de fibra para a indústria alimentícia.
Considerações sobre Qualidade e Padronização
A qualidade da matéria-prima é determinante para a eficácia do chá de passiflora, já que a concentração de compostos ativos varia conforme o solo, o clima e a época da colheita. Por isso, é importante adquirir o produto de fornecedores confiáveis.
A padronização dos extratos é um desafio para a indústria de fitoterápicos, que busca garantir consistência entre lotes. Extratos padronizados contêm uma quantidade específica de flavonoides, o que ajuda a assegurar que cada dose tenha um efeito mais previsível.
No Brasil, a regulamentação de produtos à base de plantas fica a cargo da ANVISA, que estabelece regras para o registro desses produtos. Procurar por itens com registro no órgão é uma forma adicional de garantir que o produto foi avaliado quanto à segurança e à qualidade.
O Futuro da Pesquisa com Passiflora
O campo de pesquisa com a passiflora segue promissor, e novos estudos exploram outras aplicações possíveis para a planta. O potencial de alguns de seus compostos está sendo investigado em modelos in vitro, com pesquisadores observando efeitos sobre o crescimento de determinadas células, ainda que mais estudos em humanos sejam necessários para confirmar qualquer aplicação nesse sentido.
O efeito neuroprotetor da planta também é uma área de interesse, com pesquisas iniciais explorando um possível papel da passiflora na proteção de neurônios contra danos, o que poderia ter implicações futuras para o estudo de doenças neurodegenerativas. Trata-se, no entanto, de um campo de pesquisa ainda em estágio inicial.
A biotecnologia pode ajudar a otimizar o cultivo da passiflora no futuro, com o desenvolvimento de variedades mais ricas em compostos ativos e o uso da cultura de tecidos vegetais para produzir compostos de forma mais sustentável e padronizada.
Perguntas Frequentes sobre o Chá de Passiflora
O Chá de Passiflora Vicia?
Não há evidências de que o chá de passiflora cause dependência. Seu mecanismo de ação é considerado suave e não está associado aos mesmos efeitos de substâncias viciantes, o que torna seu uso regular considerado seguro. Ainda assim, o acompanhamento de um profissional de saúde é sempre recomendado.
Posso Tomar Chá de Passiflora Todos os Dias?
Sim, o consumo diário é geralmente considerado seguro dentro das quantidades recomendadas. Muitas pessoas incorporam o chá à rotina para ajudar a manter a calma e o bem-estar, mas é recomendável fazer pausas periódicas para que o corpo não se acostume ao uso contínuo.
Chá de Passiflora Emagrece?
Não há comprovação de que o chá de passiflora emagreça diretamente. Seu principal uso tradicional está ligado ao controle da ansiedade, e como pessoas ansiosas tendem a comer mais, ajudar a acalmar a ansiedade pode, de forma indireta, contribuir para um comportamento alimentar mais equilibrado.
Qual o Melhor Horário para Tomar o Chá de Passiflora?
O melhor horário depende do objetivo do consumo. Para apoio em casos de insônia, o ideal é tomar uma xícara cerca de uma hora antes de dormir. Para ansiedade ao longo do dia, o chá pode ser consumido conforme a necessidade, observando como o próprio corpo reage.
Crianças Podem Tomar Chá de Passiflora?
O uso em crianças menores de 12 anos não é recomendado, já que a segurança para essa faixa etária ainda não foi estabelecida por estudos específicos. Antes de oferecer qualquer chá a uma criança, é fundamental consultar um pediatra.
O Chá de Passiflora Interage com Outros Medicamentos?
Sim, podem ocorrer interações medicamentosas, principalmente com sedativos, antidepressivos e anticoagulantes como a varfarina, já que a passiflora pode intensificar o efeito desses remédios. Quem faz uso contínuo de qualquer medicação deve consultar um médico antes de consumir o chá.
Quanto Tempo o Chá de Passiflora Leva para Fazer Efeito?
O tempo de efeito varia de pessoa para pessoa, mas os efeitos relaxantes costumam ser percebidos entre 30 e 60 minutos após o consumo. Para a melhora da qualidade do sono, o uso contínuo por alguns dias costuma trazer resultados mais consistentes.
Posso Usar as Folhas Frescas do Maracujá para o Chá?
O ideal é usar as folhas secas, já que o processo de secagem concentra os compostos ativos e reduz os níveis de glicosídeos cianogênicos, substâncias potencialmente tóxicas presentes em maior quantidade nas folhas frescas. Por isso, a forma seca é considerada mais segura.
Conclusão
O chá de passiflora é um recurso tradicional valioso para quem busca apoio natural para a ansiedade e para o sono, e parte desse conhecimento popular já vem sendo investigada pela ciência. Ainda assim, a qualidade da matéria-prima, o modo de preparo e a atenção às contraindicações são fundamentais para um consumo seguro.
Antes de incluir o chá de passiflora na rotina, especialmente para grupos de risco ou para quem já faz uso de outros medicamentos, a orientação de um profissional de saúde é sempre recomendada.
Referências
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