A fruta-dos-cinco-sabores (Schisandra chinensis) é uma planta medicinal com tradição marcante na Medicina Tradicional Chinesa (MTC). Originária do norte da China e do extremo leste da Rússia, essa videira lenhosa produz bagas vermelhas usadas há séculos por sua reputação como tônico para vitalidade, resistência e equilíbrio. O nome Wu Wei Zi, associado à ideia de cinco sabores (doce, azedo, salgado, amargo e picante), também aparece ligado a diferentes sistemas do corpo na MTC, com cada sabor tradicionalmente associado a um órgão específico; por esse motivo, a planta é descrita como uma das poucas ervas consideradas capazes de nutrir os cinco órgãos yin: coração, pulmões, fígado, rins e baço.
Ao mesmo tempo, a literatura moderna avalia compostos bioativos, como lignanas, e discute potenciais efeitos em estresse, fígado, cognição, desempenho físico e pele. Contudo, tradição não equivale automaticamente a eficácia clínica, e a segurança depende de dose, forma de uso, duração e contexto individual. Por isso, este conteúdo organiza o que costuma aparecer nas fontes, separando hipóteses, achados pré-clínicos e cuidados práticos.
Sumário do Artigo
- O Que É Schisandra chinensis?
- Nomes Populares e Sinônimos Botânicos
- História e Tradição na Medicina Tradicional Chinesa
- Uso Tradicional na Coreia, no Japão e na Rússia
- Composição Fitoquímica e Compostos Ativos
- Benefícios Potenciais e Evidências Científicas
- Sinergia com Outras Plantas Adaptogênicas
- Como Usar a Fruta-dos-Cinco-Sabores
- Efeitos Colaterais, Contraindicações e Interações
- Perguntas Frequentes Sobre a Fruta dos Cinco Sabores
O Que É Schisandra chinensis?
Schisandra chinensis é uma trepadeira perene e decídua da família Schisandraceae, nativa de florestas do norte da China, do Extremo Oriente Russo e da Coreia. A planta pode se estender por vários metros, podendo chegar a até 10 metros de comprimento, apoiando-se em árvores e arbustos, e produz flores pequenas, claras e discretamente perfumadas na primavera. O destaque são as bagas vermelhas em cachos pendentes, que amadurecem no fim do verão e no início do outono.
O apelido fruta-dos-cinco-sabores descreve um perfil gustativo complexo, frequentemente citado como doce, azedo, salgado, amargo e picante. Na MTC, essa noção é associada ao suporte de múltiplos sistemas, e por isso a planta aparece em usos amplos, do cansaço ao desconforto respiratório. Na prática, o interesse atual se concentra em como sua composição fitoquímica pode explicar parte desses efeitos descritos em tradições e em estudos experimentais.
Nomes Populares e Sinônimos Botânicos
Além de fruta-dos-cinco-sabores, a Schisandra chinensis recebe diferentes nomes ao redor do mundo. Em português, também é chamada de baga-dos-cinco-sabores e schisandra; em espanhol, baya de cinco sabores; em inglês, five-flavor fruit, magnolia berry ou schisandra; em francês, schisandra de Chine ou baie aux cinq saveurs; em alemão, chinesisches Spaltkörbchen. Na China, é conhecida como wǔwèizǐ (五味子); na Coreia, como omija; e na Rússia, como limonnik.
Na literatura botânica, a espécie também aparece sob sinônimos mais antigos, como Kadsura chinensis e Maximowiczia chinensis, reflexo de revisões taxonômicas ao longo do tempo. A planta pertence à família Schisandraceae, e as partes tradicionalmente usadas são as bagas (frutos) e, com menor frequência, as sementes.
História e Tradição na Medicina Tradicional Chinesa
Em registros atribuídos à tradição clássica chinesa, a fruta-dos-cinco-sabores aparece como uma erva valorizada para manutenção de saúde e longevidade. Fontes sobre a história da MTC situam os primeiros registros de uso na dinastia Han (206 a.C. a 220 d.C.), quando a planta teria sido citada no Shennong Ben Cao Jing, um dos textos mais antigos sobre ervas medicinais chinesas; nesse tipo de classificação tradicional, ela é descrita como erva de “classe superior”, categoria reservada a plantas que podiam ser usadas por longos períodos com baixo risco, voltadas à manutenção da saúde. O termo Wu Wei Zi é apresentado como uma referência direta à experiência sensorial e à ideia de ação abrangente, frequentemente descrita como benéfica para os cinco órgãos yin na MTC. Esse enquadramento ajuda a explicar por que a planta foi usada para vitalidade, clareza mental e suporte ao equilíbrio corporal.
Nos usos tradicionais, a planta é citada para fadiga, baixa resistência ao estresse, tosse crônica e desconfortos respiratórios, além de queixas digestivas como diarreia. Também aparece como adstringente para ajudar a “reter” fluidos, sendo mencionada em sudorese excessiva e micção frequente, e em alguns relatos para ejaculação precoce. Outra linha recorrente é a ideia de “acalmar o coração e aquietar o espírito”, associada a irritabilidade, ansiedade e sono agitado.
Uso Tradicional na Coreia, no Japão e na Rússia
Na Coreia, as bagas dão origem a uma bebida tradicional chamada omija-cha, apreciada tanto pelo sabor complexo quanto pela reputação de bem-estar geral. No Japão, o povo indígena Ainu, que chamava a planta de repnihat, empregava-a como recurso tradicional para resfriados e enjoo. Essas tradições regionais reforçam o uso multissecular da espécie fora do eixo chinês, embora sigam o mesmo princípio de outras tradições populares: relatos de uso não substituem evidência clínica controlada.
Fora do eixo chinês, a fruta-dos-cinco-sabores também é citada em usos tradicionais no Extremo Oriente russo. Em relatos populares, bagas eram consumidas por caçadores e comunidades locais, como os Nanai da Sibéria, como recurso para combater fadiga, fome e sede durante longas jornadas, reforçando a reputação de apoio à resistência; entre esses povos, a planta era conhecida como limonnik, algo como “erva-limão”, em referência ao seu sabor azedo. Essa tradição contribuiu para que a planta ganhasse interesse como tônico de desempenho físico em contextos não necessariamente ligados à MTC.
Mais tarde, a planta passou a ser estudada em ambientes de pesquisa russos e soviéticos, com foco em vitalidade, adaptação ao estresse e desempenho em condições exigentes; esse interesse teria se intensificado durante a Segunda Guerra Mundial, quando a fruta-dos-cinco-sabores foi estudada na União Soviética como possível recurso para sustentar a resistência de soldados em condições extremas. Esses estudos ajudaram a consolidar o vocabulário moderno de “adaptógeno”, frequentemente associado à fruta-dos-cinco-sabores em materiais contemporâneos. Ainda assim, a transição de uso histórico para recomendação clínica depende de padronização, dose, qualidade do extrato e evidências humanas consistentes.
Composição Fitoquímica e Compostos Ativos
A composição de Schisandra chinensis é frequentemente descrita como complexa, com destaque para lignanas, consideradas os compostos mais associados às hipóteses de ação adaptogênica, hepatoprotetora e neuroprotetora. Entre as lignanas citadas em materiais de revisão, aparecem schisandrina, schisandrina B, schisantherina A, deoxischisandrina, gomisinas e pregomisina, além de outras moléculas relacionadas. A literatura também menciona ácidos fenólicos, flavonoides, óleos essenciais, polissacarídeos e triterpenos, compondo um perfil químico multifacetado.
Na leitura prática, isso significa que diferentes formas de preparo podem entregar concentrações distintas de compostos, o que afeta tanto potência quanto risco. É por esse motivo que resultados de extratos padronizados em laboratório nem sempre se traduzem diretamente para o uso caseiro de bagas em infusão. Quando o objetivo é segurança e previsibilidade, a procedência e a padronização do produto costumam ser pontos críticos nas discussões sobre suplementação.
Benefícios Potenciais e Evidências Científicas

Ação Adaptógena e Resposta ao Estresse
A fruta-dos-cinco-sabores é frequentemente apresentada como adaptógeno, termo usado para descrever substâncias que ajudam o organismo a lidar com estressores físicos, químicos e biológicos. Em descrições tradicionais e em textos modernos, essa ação é associada à redução de fadiga e melhora de resiliência, com um perfil percebido como “equilibrador”, sem depender do efeito estimulante típico de cafeína. Em modelos experimentais, discute-se a modulação do eixo HPA e de hormônios relacionados ao estresse, além de possível estímulo à produção de ATP, a principal molécula de energia celular, o que ajudaria a explicar relatos de mais energia e resistência associados ao uso da planta.
Saúde do Fígado e Hepatoproteção
A hepatoproteção é um dos benefícios mais citados em materiais sobre Schisandra chinensis. Na tradição chinesa, o fígado costuma ser descrito como o “general do corpo”, responsável por centenas de funções relacionadas a desintoxicação, metabolismo e produção de bile, o que ajuda a explicar por que a planta ganhou tanto destaque nesse eixo de uso. Em narrativas tradicionais e em estudos pré-clínicos, descreve-se proteção de hepatócitos contra diferentes toxinas, com discussão sobre estímulo de defesas antioxidantes endógenas, como glutationa, e suporte a vias de desintoxicação. Em linguagem prática, isso costuma ser associado a interesse em esteatose hepática, hepatite, cirrose e outros quadros, embora a recomendação clínica dependa de avaliação individual.
Também é comum a menção de efeitos sobre marcadores de função hepática em contextos experimentais e de apoio à regeneração tecidual, em especial quando há agressão por álcool ou outras substâncias. Ainda assim, qualquer uso com foco em doença hepática exige cautela, porque a própria planta pode interagir com medicamentos metabolizados pelo fígado. Por isso, a orientação profissional é um ponto central quando o tema é “uso para fígado” com segurança e acompanhamento.
Saúde Mental, Foco e Neuroproteção
Outro eixo recorrente na tradição e na literatura moderna é a relação da fruta-dos-cinco-sabores com clareza mental, foco e humor. Em materiais explicativos, relata-se que lignanas podem atravessar a barreira hematoencefálica e apoiar mecanismos neuroprotetores em modelos experimentais, com redução de estresse oxidativo e neuroinflamação. Também aparece a hipótese de influência sobre neurotransmissores associados à aprendizagem e memória, como acetilcolina, em investigações pré-clínicas, incluindo possíveis efeitos sobre memória de curto e longo prazo e tempo de reação.
Na prática, isso costuma ser traduzido como uso para fadiga mental e desempenho cognitivo sob estresse, especialmente em rotinas exigentes, e alguns materiais chegam a mencionar interesse preliminar em contextos de declínio cognitivo relacionado à idade. Contudo, é importante diferenciar melhora subjetiva de resultados clínicos padronizados, porque os desenhos de estudos variam e a resposta individual também. Se houver ansiedade importante, insônia persistente ou sintomas neuropsiquiátricos relevantes, o caminho mais seguro continua sendo avaliação clínica, usando a planta apenas como suporte orientado.
Desempenho Físico e Recuperação
A fruta-dos-cinco-sabores aparece há décadas em relatos de resistência física, e essa linha de uso se conecta ao conceito moderno de adaptógeno. Em descrições de mecanismos, discute-se melhora de eficiência no uso de oxigênio e suporte à produção energética celular, o que poderia reduzir percepção de fadiga durante esforço prolongado. Alguns materiais também mencionam possível contribuição para resistência cardiovascular e coordenação motora, embora esses relatos dependam do tipo de treino, da dose utilizada e de fatores individuais. Em conteúdos voltados a atletas, também se menciona recuperação mais rápida e possível redução de desconforto muscular tardio associada a ações antioxidantes e anti-inflamatórias.
Saúde da Pele e Envelhecimento
Na MTC, a pele é frequentemente tratada como reflexo da saúde interna, e a fruta-dos-cinco-sabores é citada como tônico de beleza. Em linguagem biomédica, essa reputação costuma ser conectada a efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios, com discussão sobre proteção contra radicais livres, poluição e radiação UV, fatores ligados ao envelhecimento cutâneo. Alguns materiais também mencionam possível estímulo à produção de colágeno, proteína associada à firmeza e à elasticidade da pele, embora a evidência direta em humanos ainda seja limitada. Também aparece a hipótese de suporte indireto via saúde hepática e equilíbrio do estresse, com impacto em quadros como irritação e inflamação da pele.
Sinergia com Outras Plantas Adaptogênicas
Alguns materiais de fitoterapia sugerem combinar a fruta-dos-cinco-sabores com outras plantas adaptogênicas, como ginseng (Panax ginseng), ashwagandha (Withania somnifera) e rodíola (Rhodiola rosea), na busca por um suporte mais amplo ao equilíbrio do organismo. Essas combinações não têm efeito comprovado superior ao uso isolado de cada planta, e associar diferentes adaptógenos aumenta a complexidade de possíveis interações. Por isso, qualquer combinação deve ser avaliada com um profissional de saúde, em especial para quem já usa medicação contínua.
Como Usar a Fruta-dos-Cinco-Sabores

A forma tradicional mais comum é o chá feito com bagas secas, em infusão por cerca de 10 a 15 minutos, além do consumo direto das bagas, que pode ser intenso pelo sabor complexo. No uso contemporâneo, também aparecem cápsulas, extratos em pó e tinturas, que facilitam dosagem e rotina, embora a potência varie conforme padronização e qualidade do produto. Em muitos materiais, a faixa citada para bagas secas fica entre 1 e 6 gramas ao dia, com variação por objetivo e tolerância.
Para reduzir desconfortos, é comum a recomendação prática de iniciar com dose baixa e ajustar gradualmente, observando efeitos digestivos e impacto no sono. Preparações concentradas exigem mais cautela por elevarem chance de efeitos adversos e interação medicamentosa. Se houver doença crônica, uso contínuo de fármacos, gestação planejada ou sintomas persistentes, a decisão de uso deve ser tomada com profissional de saúde, priorizando segurança e monitoramento.
Como Preparar o Chá de Schisandra
- Use de 1 a 2 colheres de chá de bagas secas de Schisandra chinensis para cada xícara de água.
- Ferva a água e despeje sobre as bagas.
- Deixe em infusão por 10 a 15 minutos, com o recipiente tampado.
- Coe as bagas e sirva o chá morno ou frio, conforme preferência.
- Comece com uma xícara ao dia e observe a tolerância antes de repetir ou aumentar a quantidade.
Efeitos Colaterais, Contraindicações e Interações
Efeitos Colaterais Mais Comuns
Em geral, os efeitos adversos relatados com maior frequência são gastrointestinais, incluindo azia, dor de estômago, indigestão e redução de apetite. Em doses elevadas, alguns relatos mencionam agitação, dificuldade para dormir e irritabilidade, o que reforça a importância de dose e horário de uso, especialmente em pessoas sensíveis. Como a potência varia por extrato, respostas individuais podem diferir, e sinais de intolerância devem motivar redução de dose ou suspensão.
Quem Deve Evitar
A fruta-dos-cinco-sabores é frequentemente descrita como contraindicada na gravidez, por possibilidade de estimular contrações uterinas, e também não é recomendada durante a amamentação por falta de consenso de segurança. Além disso, alguns materiais sugerem cautela ou evitamento em pessoas com epilepsia, pressão intracraniana elevada e úlcera péptica. Em qualquer cenário com risco aumentado, a conduta mais segura é priorizar avaliação profissional, em vez de uso empírico.
Interações com Medicamentos
Interações medicamentosas são uma preocupação importante, porque a planta é citada como capaz de interferir com fármacos metabolizados pelo fígado e com medicamentos de uso contínuo. Em materiais de orientação, aparecem alertas para anticoagulantes e medicamentos para diabetes, além de outras classes cuja dose depende de metabolismo hepático. Por isso, quem usa medicação regular deve conversar com profissional de saúde antes de suplementar, para reduzir risco de potenciação, perda de efeito ou eventos adversos.
Perguntas Frequentes Sobre a Fruta dos Cinco Sabores
O Que É a Schisandra chinensis?
Schisandra chinensis é a planta conhecida como fruta-dos-cinco-sabores, usada há séculos na MTC e em outras tradições asiáticas. Suas bagas vermelhas são associadas a usos para vitalidade, resistência e equilíbrio do estresse, e também chamam atenção por uma composição fitoquímica rica, especialmente em lignanas. No uso moderno, ela aparece em chás, cápsulas, extratos e tinturas, com foco em bem-estar geral.
Quais São os Principais Benefícios Atribuídos à Fruta-dos-Cinco-Sabores?
As fontes costumam destacar ação adaptogênica, suporte à função hepática, melhora de foco e clareza mental, e possível apoio ao desempenho físico e à saúde da pele. Em muitos casos, as evidências discutidas são pré-clínicas ou dependem de extratos padronizados, o que exige cautela ao extrapolar para uso cotidiano. Por isso, o melhor uso é como apoio responsável, e não como substituto de diagnóstico e tratamento.
Como a Fruta-dos-Cinco-Sabores Age Como Adaptógeno?
Descreve-se que a planta atua sobre o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (eixo HPA), o principal sistema de resposta ao estresse do organismo, modulando hormônios como o cortisol. Também se discute possível estímulo à produção de energia celular (ATP), o que ajudaria a explicar relatos de mais resistência e menos fadiga sem o efeito estimulante da cafeína. Esses mecanismos vêm principalmente de estudos pré-clínicos, e a extrapolação direta para humanos ainda exige cautela.
A Fruta-dos-Cinco-Sabores É Segura para a Maioria das Pessoas?
Nas doses geralmente citadas, a planta costuma ser descrita como bem tolerada, mas efeitos colaterais gastrointestinais como azia e desconforto estomacal podem ocorrer, além de agitação ou dificuldade para dormir em doses mais altas. Contraindicações incluem gravidez e cautela redobrada em amamentação, epilepsia, pressão intracraniana elevada e úlcera péptica. Como a resposta depende de dose, forma de uso e histórico de saúde, orientação profissional antes do uso contínuo é a conduta mais segura.
Como Devo Tomar a Fruta-dos-Cinco-Sabores?
As formas mais comuns incluem chá das bagas secas, bagas mastigadas diretamente, cápsulas, extratos em pó e tinturas, cada uma com velocidade de ação e praticidade diferentes. A faixa citada com mais frequência para bagas secas fica entre 1 e 6 gramas ao dia, mas a dose ideal depende de objetivo, tolerância individual e padronização do produto. Começar com dose baixa e ajustar aos poucos, observando sono e digestão, é a abordagem mais prudente.
A Fruta-dos-Cinco-Sabores Pode Ajudar na Ansiedade e no Sono?
Na tradição chinesa, a planta é descrita como um recurso para “acalmar o coração e aquietar o espírito”, uso historicamente associado a irritabilidade, ansiedade e sono agitado. Hipóteses modernas relacionam esse efeito à ação adaptogênica sobre o eixo do estresse, mas os estudos em humanos ainda são limitados. Quadros de ansiedade relevante ou insônia persistente merecem avaliação profissional, com a planta no máximo como suporte complementar.
A Fruta-dos-Cinco-Sabores É Boa para a Pele?
Na MTC, a planta é considerada um tônico de beleza, ideia que a ciência moderna conecta a possíveis efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios e de proteção contra radicais livres e radiação UV. Alguns materiais também mencionam estímulo à produção de colágeno, relacionado à firmeza da pele, embora a evidência direta em humanos ainda seja escassa. Parte do efeito também é atribuída indiretamente à saúde hepática, já que o fígado participa da eliminação de toxinas que podem afetar a pele.
Qual a Diferença Entre a Fruta-dos-Cinco-Sabores e Outros Adaptógenos?
Em materiais comparativos, a fruta-dos-cinco-sabores costuma ser descrita como mais “equilibradora”, com ênfase frequente em suporte ao fígado e à adaptação ao estresse, enquanto adaptógenos como a ashwagandha (Withania somnifera) costumam ser apresentados como mais sedativos e a rhodiola (Rhodiola rosea) como mais estimulante. Ainda assim, essas diferenças variam conforme dose, extrato e indivíduo, e não substituem avaliação clínica. O ponto central é escolher com base em objetivo, tolerância e segurança, evitando combinações sem orientação.
A Fruta-dos-Cinco-Sabores Pode Ajudar na Perda de Peso?
Ela não é descrita como suplemento de perda de peso direto, mas alguns textos sugerem apoio indireto por reduzir estresse e otimizar rotina, o que pode influenciar comportamento alimentar e energia para atividade física. Também aparecem hipóteses sobre metabolismo e equilíbrio glicêmico, e sobre possível redução de episódios de alimentação emocional e de acúmulo de gordura abdominal associado a níveis elevados de cortisol, mas o nível de evidência direta em humanos ainda é limitado. Para objetivos de peso, o mais seguro é tratar a planta como coadjuvante, com expectativas realistas e orientação profissional.
Quanto Tempo Demora para Sentir Efeitos?
O tempo varia por pessoa, dose, forma de uso e objetivo. Em relatos práticos, algumas pessoas percebem mudanças em energia e tolerância ao estresse em dias ou semanas, enquanto efeitos associados a pele e marcadores internos podem levar mais tempo e dependem de consistência. Como a resposta é individual e há variáveis de qualidade do produto, é prudente iniciar com dose baixa e acompanhar tolerância, interrompendo em caso de efeitos adversos.
Referências e Estudos Científicos
Ver Todas as 17 Referências Citadas
Estudos Científicos Peer-Reviewed (10)
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