Araruta: O Superalimento para Digestão, Imunidade e Pele

As folhas da araruta, Maranta arundinacea, têm formato alongado, textura lisa e um verde vivo que reforça o aspecto tropical da planta. Além do valor botânico, essa folhagem acompanha o desenvolvimento vigoroso de uma espécie tradicionalmente cultivada pelos rizomas ricos em amido e muito lembrada na história alimentar.
Publicado e Revisado Clinicamente Por Equipe Editorial Medicina Natural
Atualizado em 16/03/2026

Entre os ingredientes tradicionais que atravessaram séculos sem perder relevância, a araruta ocupa um lugar especial. Presente em receitas antigas, preparos medicinais e hábitos alimentares de diferentes regiões tropicais, ela ganhou fama pela digestibilidade, pela leveza e pela versatilidade. Muito antes de aparecer em fórmulas industriais e produtos sem glúten, a planta já era valorizada por povos indígenas que conheciam bem o potencial de seus rizomas ricos em amido.

A planta conhecida cientificamente como Maranta arundinacea pertence à família Marantaceae e tem origem nas florestas tropicais da América do Sul. Ao longo do tempo, seu cultivo se espalhou por outras áreas quentes e úmidas, ampliando o uso culinário e medicinal da espécie. O polvilho extraído de seus rizomas passou a ser usado como espessante, alimento leve para convalescentes e recurso tradicional em práticas de cuidado digestivo.

Hoje, a araruta continua despertando interesse por unir tradição, funcionalidade e perfil hipoalergênico. Seu amido é usado em sopas, molhos, sobremesas, receitas sem glúten e até em cosméticos e formulações industriais. Ao mesmo tempo, estudos vêm explorando suas propriedades nutricionais e bioativas. A seguir, o artigo reúne história, composição, benefícios, modos de uso, cultivo, preparo e cuidados essenciais para compreender melhor o valor dessa planta tão versátil.

O Que é a Araruta (Maranta arundinacea)?

A araruta é uma planta tropical perene cultivada principalmente por causa de seus rizomas subterrâneos, que concentram grande quantidade de amido. Esses rizomas são a matéria-prima do polvilho de araruta, um ingrediente valorizado pela textura leve, pelo sabor neutro e pela excelente digestibilidade. Em ambientes favoráveis, a planta cresce com vigor e se adapta bem a regiões úmidas, quentes e com solo rico em matéria orgânica.

No aspecto botânico, a Maranta arundinacea apresenta folhas alongadas, verdes e ornamentais, além de flores discretas. Embora o destaque comercial esteja nos rizomas, a planta chama atenção também pelo porte elegante, o que explica sua presença ocasional em cultivos domésticos e jardins tropicais. A rusticidade da araruta contribuiu para sua difusão em diversas partes do mundo, especialmente em regiões onde alimentos energéticos e de fácil digestão sempre tiveram grande valor.

Na prática, o que tornou a araruta tão apreciada foi a combinação entre simplicidade de uso e boa tolerância digestiva. O amido extraído da planta pode ser incorporado a preparos culinários delicados, alimentos para pessoas em recuperação e receitas destinadas a públicos sensíveis, como crianças, idosos e indivíduos com restrições alimentares. Esse conjunto de qualidades ajuda a explicar por que a araruta continua relevante mesmo diante de tantas alternativas modernas.

História e Origem da Araruta

A trajetória da araruta começa nas tradições indígenas da América do Sul, especialmente em áreas de floresta tropical onde a planta já era cultivada há milhares de anos. Evidências arqueológicas sugerem um uso bastante antigo, ligado tanto à alimentação quanto a práticas de cuidado. Em sistemas agrícolas tradicionais, a araruta aparecia ao lado de outras culturas importantes, servindo como fonte de energia e como ingrediente útil em diferentes preparações domésticas.

O próprio nome da planta carrega essa herança histórica. “Araruta” deriva de termos associados aos povos Aruaques, frequentemente ligados à ideia de farinha ou amido. Isso revela como o principal valor da planta já era reconhecido muito antes de qualquer estudo moderno: seus rizomas forneciam uma fécula fina, branca e versátil, capaz de ser aproveitada em diferentes contextos. Com o contato colonial, esse conhecimento foi assimilado e levado para outras regiões tropicais.

Ao redor da araruta também se consolidou uma reputação medicinal. Povos nativos aplicavam o amido em feridas e o usavam em preparos associados à recuperação do organismo. A tradição que relaciona a planta ao tratamento de ferimentos por flechas ajudou a difundir o nome inglês arrowroot. Mesmo que parte dessas associações exija leitura crítica, a história da araruta mostra com clareza como alimento e medicina caminharam juntos em sua valorização cultural.

Composição Nutricional da Araruta

Do ponto de vista nutricional, a araruta se destaca sobretudo pelo alto teor de carboidratos complexos, com predominância de amido. Essa característica faz dela uma fonte energética eficiente, especialmente útil em dietas que pedem alimentos leves e de boa tolerância digestiva. Embora não seja um ingrediente especialmente rico em proteínas ou gorduras, a araruta compensa com uma função prática muito clara: fornecer energia com textura suave e digestão geralmente bem aceita.

Além do amido, a araruta contém pequenas quantidades de fibras, minerais e vitaminas do complexo B. Entre os minerais, o potássio costuma ser um dos mais mencionados, ao lado de cálcio, magnésio e fósforo em níveis variáveis. Esses nutrientes, mesmo quando não aparecem em concentrações tão elevadas quanto em outros alimentos, reforçam o valor da planta como ingrediente funcional, especialmente quando integrada a uma alimentação diversificada e equilibrada.

Outro ponto importante está em seu perfil hipoalergênico e na ausência natural de glúten. Isso torna a araruta especialmente interessante para pessoas com doença celíaca, sensibilidade ao glúten ou necessidade de dietas mais restritas. Por causa dessa combinação de leveza, neutralidade de sabor e digestibilidade, o amido de araruta se tornou uma alternativa útil não apenas para cozinhas tradicionais, mas também para formulações modernas voltadas a públicos com necessidades alimentares específicas.

Propriedades Medicinais da Araruta

Ao longo do tempo, a araruta foi muito mais do que um simples espessante culinário. Seu amido passou a ser associado a usos terapêuticos ligados principalmente à recuperação digestiva, ao cuidado com a pele e ao suporte nutricional em momentos de fragilidade. Parte dessas aplicações vem do conhecimento popular, e parte vem sendo discutida em pesquisas que observam propriedades funcionais do amido e de compostos bioativos presentes nos rizomas.

Araruta Para a Saúde Digestiva

Entre os usos mais conhecidos da araruta, o suporte digestivo aparece em primeiro plano. Seu amido é valorizado por ser leve, de fácil digestão e bem tolerado em diferentes fases da vida. Por isso, a araruta costuma ser lembrada em contextos de desconforto gastrointestinal, recuperação após quadros de diarreia e preparo de alimentos suaves para pessoas com estômago mais sensível. Em aplicações tradicionais, também foi associada ao alívio de irritações digestivas.

Outro aspecto relevante está no efeito físico que o amido pode exercer em preparações líquidas e semilíquidas. Ao formar uma consistência delicada, ele ajuda a compor alimentos mais confortáveis para quem precisa de dieta branda. Essa característica explica sua presença histórica em mingaus, caldos leves e receitas caseiras indicadas em momentos de fragilidade intestinal. A araruta não substitui avaliação clínica, mas faz sentido como alimento de apoio em rotinas alimentares cuidadosas.

Araruta e o Sistema Imunológico

Alguns estudos sugerem que a araruta pode contribuir indiretamente para o equilíbrio imunológico, especialmente por seu papel no ambiente intestinal. Como a saúde da microbiota se relaciona de maneira importante com a resposta imune, alimentos que favorecem digestão adequada e boa tolerância alimentar tendem a ganhar relevância nesse campo. O amido da planta, quando inserido em uma dieta equilibrada, pode participar dessa dinâmica de forma complementar.

Também há interesse em compostos presentes nos rizomas e em seu potencial antioxidante, embora esse seja um campo que ainda pede aprofundamento. O que se pode afirmar com mais segurança é que a araruta oferece um suporte nutricional leve, bem aceito e compatível com dietas de recuperação, o que por si só já a torna útil em momentos em que o organismo precisa de alimentos menos agressivos e de assimilação mais confortável.

Araruta Para a Saúde da Pele

No uso externo, a araruta ganhou espaço por sua textura fina, seca e absorvente. O pó extraído dos rizomas pode ajudar a reduzir umidade excessiva e a dar conforto à pele em áreas sujeitas a atrito, calor e irritação. Essa característica explica por que a araruta aparece em preparos naturais voltados a assaduras, desconfortos leves e produtos de cuidado corporal com perfil mais suave, especialmente para peles delicadas.

Outro fator que favoreceu esse uso foi a boa aceitação do pó em formulações simples, sem perfume intenso e sem a necessidade de componentes mais agressivos. Em práticas tradicionais, o amido também foi aplicado sobre pequenas áreas sensibilizadas como forma de secagem e conforto. Ainda que isso não transforme a araruta em tratamento dermatológico completo, seu valor como ingrediente calmante e absorvente continua bastante reconhecido em contextos naturais.

Araruta no Controle de Peso

A araruta também aparece em discussões sobre controle de peso, principalmente por sua capacidade de compor preparações saciantes e leves ao mesmo tempo. Seu amido, quando inserido em receitas equilibradas, ajuda a oferecer textura, volume e energia estável, o que pode ser útil em estratégias alimentares que buscam maior conforto digestivo e melhor manejo da fome. As fibras presentes, mesmo em quantidade modesta, também colaboram nesse cenário.

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Além disso, a presença de amido resistente em parte da composição desperta interesse por seus possíveis efeitos metabólicos. Esse tipo de amido não é totalmente digerido da mesma forma que outros carboidratos, o que pode favorecer respostas digestivas e glicêmicas mais interessantes em determinadas formulações. Ainda assim, a araruta não deve ser tratada como alimento de emagrecimento milagroso, mas sim como ingrediente funcional útil dentro de uma dieta coerente.

Araruta e a Saúde Cardiovascular

Quando se observa a composição da araruta, o potássio é um dos minerais que mais chamam atenção em discussões sobre saúde cardiovascular. Esse nutriente participa do equilíbrio eletrolítico e do funcionamento adequado de músculos e nervos, além de ter relação com a regulação da pressão arterial. Dentro de uma alimentação variada, a presença de potássio ajuda a reforçar o valor nutricional da planta como ingrediente funcional e não apenas culinário.

Outro ponto favorável é que a araruta não se destaca por excesso de gorduras saturadas nem colesterol, o que combina bem com padrões alimentares mais leves. Seu papel, nesse caso, não é substituir alimentos mais ricos em micronutrientes cardiovasculares, mas somar como opção digestiva, neutra e bem tolerada. Integrada a uma dieta equilibrada, ela pode contribuir de forma modesta, porém coerente, para rotinas de alimentação mais cuidadosas.

Usos Culinários da Araruta

Na cozinha, a araruta conquistou espaço por um motivo muito prático: ela espessa líquidos com suavidade, sem pesar a textura nem interferir intensamente no sabor. O polvilho de araruta é usado em molhos, sopas, caldos, cremes e sobremesas, sobretudo quando se busca um resultado mais delicado e translúcido. Em comparação com outros amidos, seu acabamento costuma ser mais leve e brilhante, o que a tornou especialmente valorizada em preparações finas.

Além dos líquidos espessados, a araruta também se encaixa bem em receitas sem glúten. Bolos, biscoitos, pães e massas podem ganhar melhor textura quando o amido entra em combinação com outras farinhas. Nesse contexto, a planta deixou de ser apenas ingrediente regional e passou a integrar formulações modernas voltadas à panificação alternativa. Sua neutralidade de sabor ajuda bastante, porque permite misturas mais versáteis e adaptáveis a diferentes tipos de receita.

Outro uso culinário frequente aparece em preparos mais leves para crianças, idosos e pessoas em recuperação. Mingaus, caldos engrossados e sobremesas simples costumam se beneficiar da digestibilidade do polvilho de araruta. O cuidado principal está na forma de preparo: o amido deve ser dissolvido primeiro em líquido frio para evitar grumos, sendo depois incorporado à preparação quente. Essa técnica simples melhora bastante o resultado final.

Como Cultivar Araruta em Casa

Quem vive em região quente e úmida pode cultivar araruta com relativa facilidade. A planta prefere solos férteis, bem drenados e ricos em matéria orgânica, além de se desenvolver melhor sob luz indireta intensa ou sombra parcial. O excesso de sol forte tende a prejudicar as folhas, enquanto o encharcamento pode comprometer os rizomas. Em boas condições, a araruta cresce de forma vigorosa e se torna uma opção interessante para hortas domésticas.

O plantio costuma ser feito a partir de rizomas saudáveis, enterrados a poucos centímetros de profundidade e com espaço suficiente entre uma planta e outra. Regas regulares ajudam no estabelecimento inicial, mas o solo deve permanecer úmido sem ficar saturado. Ao longo do desenvolvimento, a planta responde bem a ambientes tropicais e subtropicais, o que explica sua boa adaptação em quintais de diferentes regiões brasileiras com clima favorável.

A colheita geralmente ocorre entre oito e doze meses após o plantio, quando as folhas começam a amarelar e o ciclo se aproxima do fim. Nessa fase, os rizomas já estarão bem desenvolvidos e prontos para uso culinário ou extração do amido. Além de garantir matéria-prima fresca, cultivar a araruta em casa aproxima o consumidor do processo completo, desde o plantio até o preparo do pó, fortalecendo o vínculo com um alimento de tradição antiga.

Como Fazer o Pó de Araruta

Produzir o pó de araruta em casa exige paciência, mas o processo ajuda a compreender por que esse ingrediente sempre foi tão valorizado. Depois da colheita, os rizomas precisam ser bem lavados, descascados e ralados ou triturados Para liberar a polpa rica em amido. Em seguida, essa massa é misturada com água e coada para separar as fibras mais grosseiras do líquido leitoso que carrega a fécula em suspensão.

Após a filtragem, o líquido deve permanecer em repouso por algumas horas. Nesse intervalo, o amido se deposita no fundo do recipiente, formando uma camada branca e densa. A água da superfície então é retirada com cuidado, preservando o sedimento. Esse material é justamente o amido de araruta em estado úmido, que ainda precisa passar por secagem completa para se transformar no pó fino usado em receitas e outras aplicações.

Na etapa final, o amido úmido é espalhado em camada fina e deixado secar ao sol controlado ou em desidratador. Quando a secagem termina, basta quebrar os blocos formados e peneirar até obter um pó uniforme. O armazenamento deve ser feito em recipiente hermético, protegido da umidade. Embora trabalhoso, esse preparo preserva a lógica tradicional de aproveitamento integral da planta e mostra o valor artesanal por trás de um ingrediente aparentemente simples.

Araruta na Indústria Cosmética

Nos cosméticos naturais, a araruta passou a ser valorizada por qualidades muito específicas: toque sedoso, boa absorção de umidade e perfil mais suave que o de vários pós sintéticos. Em desodorantes naturais, por exemplo, o amido ajuda a controlar a umidade sem bloquear completamente a transpiração. Isso o transformou em alternativa frequente ao talco e a outros ingredientes menos desejados por quem busca formulações mais limpas e com menos potencial irritante.

O pó de araruta também aparece em maquiagens e produtos de cuidado facial. Em pós soltos, bases e formulações matificantes, ele ajuda a reduzir a oleosidade aparente e melhora a sensação de leveza sobre a pele. Como sua textura é fina e seca, o ingrediente se adapta bem a composições com óleos vegetais, argilas e extratos botânicos. Esse papel funcional reforça a presença da araruta em linhas orgânicas, artesanais e veganas.

Outro uso que cresceu bastante foi no xampu seco e em preparos capilares voltados à absorção de oleosidade. Nesses casos, a araruta ajuda a devolver aparência mais limpa aos fios sem lavagem imediata. Ao mesmo tempo, sua origem vegetal e a boa tolerância cutânea favorecem sua inclusão em produtos para peles e couros cabeludos sensíveis. Assim, a araruta deixou de ser apenas ingrediente culinário e passou a ocupar lugar firme no cuidado corporal contemporâneo.

Uso da Araruta na Indústria

Fora da cozinha e da cosmética, a araruta também interessa a setores industriais que valorizam amidos naturais com bom desempenho físico e baixa agressividade química. Seu amido já foi usado como agente de colagem na indústria do papel, melhorando textura, resistência e acabamento superficial. A origem vegetal e a biodegradabilidade ajudam a explicar por que a planta continua sendo observada como matéria-prima útil em cadeias produtivas que buscam alternativas mais sustentáveis.

Araruta na Produção de Papel e Têxteis

Na indústria papeleira, o amido de araruta pode contribuir para dar coesão e melhor acabamento ao material. Em tecidos, aparece em aplicações relacionadas à engomagem, ajudando a conferir firmeza e facilitar determinados processos. Embora não seja o amido industrial mais usado em larga escala, a araruta apresenta um perfil interessante pela origem natural e pela capacidade de formar estruturas funcionais sem recorrer a compostos sintéticos mais agressivos.

Essa característica também interessa a nichos que valorizam insumos biodegradáveis e de menor impacto ambiental. Em vez de representar apenas um recurso regional antigo, a araruta se mostra compatível com discussões atuais sobre matérias-primas renováveis e substituição de componentes petroquímicos em aplicações específicas. Seu papel talvez não seja o de liderança industrial absoluta, mas certamente é relevante em contextos que priorizam funcionalidade aliada à sustentabilidade.

Araruta na Indústria Farmacêutica e em Materiais Biodegradáveis

Na indústria farmacêutica, o amido de araruta pode atuar como excipiente em comprimidos e cápsulas, especialmente por sua digestibilidade e por sua compatibilidade com formulações sensíveis. Em alguns casos, funciona como aglutinante ou como componente que ajuda na desintegração do comprimido, favorecendo a liberação do princípio ativo. Sua neutralidade e boa tolerância ajudam a explicar esse interesse técnico em torno da planta.

Mais recentemente, a araruta também passou a ser observada como fonte possível para bioplásticos e materiais biodegradáveis. O amido pode ser processado em filmes e matrizes poliméricas com potencial de uso em embalagens e utensílios descartáveis. Essa frente ainda depende de mais pesquisa e desenvolvimento, mas reforça a versatilidade da planta. O que antes era visto apenas como fécula culinária hoje também entra na conversa sobre inovação e economia circular.

Contraindicações e Efeitos Colaterais

Em comparação com muitas plantas medicinais, a araruta costuma apresentar perfil de segurança favorável quando usada como alimento. Ainda assim, isso não significa ausência total de cuidados. O consumo exagerado pode provocar desconforto gastrointestinal, constipação ou sensação de estufamento em algumas pessoas, especialmente quando a ingestão ocorre sem hidratação adequada. Como o amido absorve água, o contexto da dieta faz diferença na tolerância digestiva.

Outro ponto envolve hipersensibilidades individuais. Embora a araruta seja considerada hipoalergênica e naturalmente sem glúten, nenhuma substância está completamente livre da possibilidade de reação em pessoas suscetíveis. Quem tem histórico de alergia a plantas da mesma família ou experiência anterior de intolerância deve introduzir o ingrediente de forma cautelosa. Em geral, o uso culinário tende a ser seguro, mas a observação individual continua sendo importante.

Quando a araruta é considerada em contextos terapêuticos mais concentrados, a prudência aumenta. Gestantes, lactantes e pessoas com condições digestivas específicas podem se beneficiar de orientação profissional antes de fazer uso mais frequente ou direcionado. Isso não decorre de uma toxicidade importante como ocorre com outras plantas, mas da necessidade de ajustar quantidades e objetivos ao contexto real de saúde. Em nutrição e fitoterapia, segurança também depende de individualização.

Perguntas Frequentes Sobre Araruta

O Que é Araruta?

A araruta é uma planta tropical da espécie Maranta arundinacea, conhecida principalmente pelos rizomas ricos em amido. Desse material se extrai o polvilho de araruta, muito usado como espessante culinário e em preparações leves. Ao longo do tempo, a planta também ganhou espaço na medicina natural, na cosmética e em formulações sem glúten, graças à boa digestibilidade e ao perfil hipoalergênico.

Araruta Contém Glúten?

Não. A araruta é naturalmente isenta de glúten, o que ajuda a explicar sua popularidade em dietas voltadas a pessoas com doença celíaca ou sensibilidade ao glúten. Em receitas, o polvilho costuma aparecer como alternativa para espessar e melhorar textura em pães, bolos, biscoitos e molhos. Mesmo assim, em produtos industrializados, vale sempre conferir se houve contaminação cruzada durante o processamento.

Como a Araruta Ajuda na Digestão?

A araruta é valorizada pela leveza do amido e pela facilidade com que ele costuma ser tolerado pelo sistema digestivo. Em preparações mais suaves, pode compor dietas brandas e receitas usadas em momentos de sensibilidade gastrointestinal. Por isso, a planta ganhou fama em contextos de recuperação, alimentação leve e suporte digestivo. O benefício está menos em efeito milagroso e mais na boa tolerância e na funcionalidade alimentar.

Posso Usar Araruta na Pele?

Sim. O pó de araruta é usado topicamente em formulações naturais porque ajuda a absorver umidade, reduzir atrito e melhorar a sensação de conforto sobre a pele. Ele aparece em talcos vegetais, desodorantes naturais, pós corporais e alguns produtos faciais. Em geral, o uso é bem tolerado, principalmente quando a formulação é simples. Ainda assim, qualquer produto novo deve ser testado primeiro em pequena área.

Qual é a Diferença Entre Araruta e Amido de Milho?

Embora os dois funcionem como espessantes, a araruta costuma gerar textura mais leve e acabamento mais translúcido, enquanto o amido de milho tende a deixar preparações mais opacas. Outra diferença importante está na digestibilidade e no uso em dietas específicas, já que muita gente prefere a araruta em receitas delicadas, sem glúten e em formulações culinárias voltadas a públicos mais sensíveis.

Como Cultivar Araruta em Casa?

O cultivo da araruta começa com rizomas saudáveis plantados em solo fértil, bem drenado e rico em matéria orgânica. A planta prefere calor, umidade moderada e sombra parcial ou luz indireta intensa. Com regas regulares e clima favorável, os rizomas se desenvolvem ao longo de vários meses. A colheita costuma ocorrer quando a parte aérea começa a amarelar, sinal de que o ciclo produtivo está chegando ao ponto ideal.

A Araruta é Segura Para Bebês?

Em muitos contextos alimentares e cosméticos, a araruta é considerada uma opção suave, inclusive para públicos mais sensíveis. Seu amido aparece em preparações leves e seu pó é usado em produtos corporais naturais por causa da boa tolerância. Ainda assim, quando a intenção envolve uso frequente, dieta específica ou aplicação em bebês muito pequenos, o ideal é seguir orientação pediátrica ou dermatológica adequada.

Onde Posso Comprar Araruta?

O polvilho de araruta pode ser encontrado em lojas de produtos naturais, empórios, mercados com linha saudável e plataformas de venda online. Já os rizomas para cultivo aparecem em viveiros especializados e entre produtores que trabalham com plantas alimentícias tropicais. Como acontece com qualquer ingrediente natural, vale observar procedência, conservação e rotulagem, especialmente quando o objetivo for uso alimentar recorrente ou aplicação em receitas especiais.

Referências e Estudos Científicos

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Equipe Editorial Medicina Natural

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