O ácido fumárico, um composto orgânico de ocorrência natural, tem despertado crescente interesse na comunidade científica e médica. Suas notáveis propriedades terapêuticas chamam atenção de pesquisadores. Embora seja amplamente conhecido por seu uso como aditivo alimentar, suas aplicações vão muito além. Elas abrangem o tratamento de condições dermatológicas complexas como a psoríase. Também incluem doenças autoimunes como a esclerose múltipla. Este artigo explora em profundidade a ciência por trás do ácido fumárico.
A jornada do ácido fumárico é fascinante. Ele passou de um simples componente do ciclo de Krebs a uma potente ferramenta terapêutica. É uma história de observação, pesquisa e inovação. Descoberto em plantas como a Fumaria officinalis, o ácido fumárico tem sido utilizado na medicina tradicional há séculos. No entanto, foi somente a partir da segunda metade do século XX que estudos científicos rigorosos começaram a desvendar seu verdadeiro potencial.
Ao longo deste artigo, mergulharemos nos detalhes da produção do ácido fumárico. Veremos tanto em laboratório quanto em nosso próprio corpo. Investigaremos como sua deficiência pode estar relacionada a certas doenças. Analisaremos as evidências científicas que sustentam seu uso no tratamento da psoríase e da esclerose múltipla. Também abordaremos questões importantes sobre segurança, efeitos colaterais e dosagem.
O que é o Ácido Fumárico?

Cristais de ácido fumárico em sua forma pura.
Estrutura Química e Propriedades
O ácido fumárico, quimicamente conhecido como ácido trans-butenodioico, é um composto cristalino branco e inodoro. Ele desempenha um papel crucial em processos biológicos fundamentais. Trata-se de um ácido dicarboxílico insaturado. Isso significa que sua estrutura molecular contém duas funções de ácido carboxílico (-COOH) e uma dupla ligação carbono-carbono.
Isomeria Geométrica
Essa dupla ligação existe em uma configuração ‘trans’. Isso o distingue de seu isômero ‘cis’, o ácido maleico. Essa isomeria geométrica não é um mero detalhe químico. Ela confere ao ácido fumárico uma estabilidade termodinâmica significativamente maior. Também lhe dá propriedades físicas distintas, como um ponto de fusão mais elevado e menor solubilidade em água.
Papel no Metabolismo Celular
No metabolismo de praticamente todos os organismos vivos, o ácido fumárico é um intermediário essencial no ciclo de Krebs. Isso ocorre desde as bactérias mais simples até os seres humanos. Esta via metabólica ocorre no interior das mitocôndrias. É a principal responsável pela produção de energia celular (ATP) através da oxidação de nutrientes.
Função no Ciclo de Krebs
Dentro deste ciclo, o ácido fumárico é gerado pela oxidação do ácido succínico. Em seguida, é hidratado para formar o ácido málico. Pesquisas mais recentes revelaram outros papéis importantes. O ácido fumárico e seus derivados, conhecidos como ésteres de ácido fumárico (FAEs), possuem potentes propriedades imunomoduladoras, anti-inflamatórias e antioxidantes.
Fontes Naturais e Produção do Ácido Fumárico

A Fumaria officinalis, conhecida como fumária, é a fonte natural mais tradicional do ácido fumárico. Esta planta delicada tem sido utilizada na medicina popular europeia há séculos para tratar afecções cutâneas, antecipando as descobertas científicas modernas sobre suas propriedades terapêuticas.
Origem na Natureza
O ácido fumárico não é uma invenção de laboratório. Ele é um produto da própria natureza. É sintetizado por uma vasta gama de organismos vivos. Sua presença é notável em diversas plantas, onde desempenha funções metabólicas e de defesa.
A Planta Fumária
A fonte mais classicamente associada ao ácido fumárico é a Fumaria officinalis. É uma planta herbácea delicada conhecida popularmente como fumária. Por séculos, extratos desta planta foram utilizados na medicina popular europeia para tratar afecções cutâneas. A ciência moderna revelaria mais tarde que essa prática devia sua eficácia à presença do ácido fumárico.
Outras Fontes Naturais
Além da fumária, o ácido fumárico pode ser encontrado em outras fontes do reino vegetal e fúngico. O líquen Cetraria islandica, conhecido como musgo-da-islândia, é uma delas. Vários cogumelos, com destaque para o Boletus fomentarius, também são fontes naturais deste composto.
Produção pelo Corpo Humano
Curiosamente, o próprio corpo humano é um produtor de ácido fumárico. As células da nossa pele (queratinócitos) sintetizam ácido fumárico quando expostas à luz solar. Este processo é parte da complexa interação entre a luz ultravioleta e a biologia da pele. Acredita-se que em indivíduos com psoríase, essa capacidade de produção endógena possa estar diminuída.
Produção Comercial
Apesar da existência de fontes naturais, a extração do ácido fumárico a partir de plantas ou fungos não é viável em larga escala. Por essa razão, a produção comercial depende de dois métodos principais. São eles a síntese química e a fermentação microbiana.
Síntese Química
A síntese química tradicionalmente envolve a isomerização do ácido maleico. Este é um subproduto da oxidação do benzeno ou do butano. No entanto, preocupações ambientais têm impulsionado o desenvolvimento de métodos alternativos.
Fermentação Microbiana
Na fermentação, cepas selecionadas de microrganismos são cultivadas. Principalmente fungos do gênero Rhizopus (como o Rhizopus oryzae). Eles são cultivados em um meio rico em carboidratos, como o xarope de milho. Em condições controladas, esses fungos metabolizam os açúcares e excretam ácido fumárico em altas concentrações. Este método biotecnológico é considerado mais sustentável.
O Papel Biológico do Ácido Fumárico no Corpo Humano

Estrutura química da molécula de ácido fumárico.
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Função no Ciclo de Krebs
A importância do ácido fumárico no corpo humano transcende sua identidade como um simples composto químico. Ele é uma peça fundamental na engrenagem da vida celular. Sua função mais conhecida e vital é como um intermediário no ciclo de Krebs. Esta via metabólica central ocorre nas mitocôndrias.
Produção de Energia
O ciclo de Krebs é responsável por “queimar” os nutrientes que ingerimos para produzir energia. Neste ciclo, o ácido fumárico é formado pela enzima succinato desidrogenase a partir do succinato. Em seguida, a enzima fumarase o converte em malato. Este passo é crucial para a produção de ATP (trifosfato de adenosina). O ATP é a principal “moeda” de energia para todas as atividades celulares.
Ativação do Fator Nrf2
A biologia do ácido fumárico é muito mais complexa do que apenas seu papel no metabolismo energético. A pesquisa científica tem revelado seu envolvimento em vias de sinalização celular críticas. Uma das descobertas mais significativas foi sobre o ácido fumárico e seus ésteres, como o dimetilfumarato (DMF).
Resposta Antioxidante
Eles são potentes ativadores do fator de transcrição Nrf2. O Nrf2 é frequentemente chamado de “regulador mestre” da resposta antioxidante celular. Quando ativado, ele se move para o núcleo da célula. Promove a expressão de genes que codificam enzimas antioxidantes e desintoxicantes. Essas enzimas protegem a célula contra os danos causados pelo estresse oxidativo.
Efeitos no Sistema Imunológico
Além de sua ação antioxidante via Nrf2, o ácido fumárico exerce efeitos diretos sobre o sistema imunológico. Ele demonstrou a capacidade de modular a função de várias células imunes. Incluindo linfócitos T, células dendríticas e macrófagos.
Modulação da Inflamação
Em um contexto de inflamação, como na psoríase ou na esclerose múltipla, o sistema imunológico está hiperativo. Ele ataca os próprios tecidos do corpo. O ácido fumárico parece “acalmar” essa resposta imune desregulada. Ele promove uma mudança no perfil dos linfócitos T. Diminui a produção de citocinas pró-inflamatórias e aumenta a produção de citocinas anti-inflamatórias.
Ácido Fumárico: Uma Revolução no Tratamento da Psoríase

Uma pele saudável e radiante é o objetivo de muitos tratamentos dermatológicos. O ácido fumárico tem demonstrado eficácia no tratamento de condições como a psoríase, ajudando a restaurar a saúde e a aparência natural da pele através de seus efeitos imunomoduladores.
Entendendo a Psoríase
A psoríase é uma doença de pele crônica, não contagiosa e de natureza autoimune. Afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Caracteriza-se por uma inflamação persistente e pela proliferação acelerada das células da pele (queratinócitos). Resulta em lesões avermelhadas, espessas e escamosas que podem causar dor e coceira significativos.
Histórico do Tratamento
A busca por tratamentos eficazes para a psoríase é um desafio constante. Foi nesse cenário que os ésteres de ácido fumárico (FAEs) emergiram como uma terapia revolucionária. A história de seu uso começou na Alemanha, em 1959, com o químico Walter Schweckendiek. Sofrendo ele mesmo da doença, postulou que uma deficiência metabólica de ácido fumárico poderia estar na raiz do problema.
Eficácia Clínica Comprovada
O tratamento foi refinado ao longo das décadas. Culminou na aprovação de uma formulação oral contendo dimetilfumarato (DMF) e monoetilfumarato (MEF) na Alemanha em 1994. Era para o tratamento de formas moderadas a graves de psoríase em placas. Desde então, os FAEs se tornaram um dos tratamentos sistêmicos de primeira linha na Europa.
Resultados dos Estudos
A eficácia dos FAEs é robusta e bem documentada. Numerosos ensaios clínicos e estudos observacionais comprovam isso. Os resultados mostram que entre 50% e 70% dos pacientes alcançam uma melhora de pelo menos 75% na gravidade da psoríase. Isso ocorre após 16 a 24 semanas de tratamento. Muitos pacientes experimentam remissão completa das lesões cutâneas.
Mecanismo de Ação na Psoríase
O mecanismo de ação dos FAEs na psoríase é multifatorial. Ataca a doença em várias frentes. Primeiramente, exercem uma poderosa ação imunomoduladora. Induzem a apoptose de linfócitos T ativados. Promovem uma mudança do perfil de citocinas de um estado pró-inflamatório para um estado anti-inflamatório.
Efeitos Antiproliferativos
Em segundo lugar, os FAEs têm um efeito antiproliferativo direto sobre os queratinócitos. Ajudam a normalizar o ciclo de renovação celular da pele. Este está drasticamente acelerado na psoríase. Em terceiro lugar, a ativação da via Nrf2 confere proteção antioxidante robusta às células da pele.
Uma Nova Esperança para a Esclerose Múltipla

A esclerose múltipla afeta o sistema nervoso central, causando danos à bainha de mielina. O dimetilfumarato, derivado do ácido fumárico, foi aprovado como tratamento oral eficaz para formas recorrentes desta doença neurológica debilitante. Exames de ressonância magnética são fundamentais para monitorar a progressão da esclerose múltipla. Estudos clínicos demonstraram que o tratamento com dimetilfumarato reduz significativamente o número de novas lesões cerebrais visíveis nestes exames.
Compreendendo a Esclerose Múltipla
A esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica devastadora, autoimune e inflamatória. Ataca o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Nesta condição, o sistema imunológico do próprio paciente se volta contra a bainha de mielina. É a camada protetora que isola as fibras nervosas.
Sintomas e Impacto
Esse processo causa desmielinização e dano axonal. Interrompe a comunicação entre o cérebro e o resto do corpo. Leva a uma vasta gama de sintomas incapacitantes. Como fraqueza muscular, problemas de visão, dor e fadiga crônica.
Aprovação do Dimetilfumarato
O sucesso dos ésteres de ácido fumárico no tratamento da psoríase inspirou a investigação de seu potencial para a EM. Essa linha de pesquisa provou ser extremamente frutífera. Levou ao desenvolvimento e aprovação do dimetilfumarato (DMF) como terapia oral para formas recorrentes de esclerose múltipla.
Estudos DEFINE e CONFIRM
A aprovação do DMF pela FDA dos EUA em 2013 marcou um ponto de virada significativo. A eficácia foi estabelecida em dois grandes ensaios clínicos de fase 3. Foram o DEFINE e o CONFIRM. Esses estudos demonstraram que o tratamento com DMF reduziu a taxa anual de surtos em aproximadamente 50%. Também retardou a progressão da incapacidade física.
Aplicações Industriais do Ácido Fumárico

A indústria alimentícia utiliza o ácido fumárico como aditivo acidulante e conservante. Aprovado como seguro por agências reguladoras mundiais, ele é encontrado em refrigerantes, sucos em pó, sobremesas e diversos outros produtos processados.
Uso na Indústria Alimentícia
Para além do campo da medicina, o ácido fumárico é um composto químico de grande versatilidade. Sua principal utilização é na indústria alimentícia. Atua como acidulante e regulador de acidez. Desde 1946, é aprovado como aditivo alimentar (código E297 na Europa).
Aplicações em Alimentos
É adicionado a uma grande variedade de produtos. Confere ou realça o sabor azedo. Atua como agente conservante, inibindo o crescimento de microrganismos. É encontrado em refrigerantes, sucos em pó, sobremesas de gelatina, recheios de torta, vinhos e massas de pão.
Vantagens Técnicas
O ácido fumárico é preferido em detrimento de outros acidulantes. Por ser mais forte em termos de acidez por unidade de peso, uma quantidade menor é necessária. Sua baixa higroscopicidade o torna ideal para produtos em pó. Evita que empedrem e garante maior vida de prateleira.
Indústria de Polímeros e Resinas
A indústria de polímeros e resinas é outro campo importante. O ácido fumárico é utilizado como monômero na síntese de resinas de poliéster insaturado e resinas alquídicas. Essas resinas são a base para fabricação de tintas, vernizes e plásticos reforçados com fibra de vidro.
Outras Aplicações Industriais
Outras aplicações incluem fabricação de agentes de curtimento para couro. Também é usado como mordente no tingimento de tecidos. Serve como intermediário químico na síntese de outros compostos, como o xilitol. Na nutrição animal, é adicionado à ração de suínos e aves como acidificante.
Segurança, Efeitos Colaterais e Monitoramento
Segurança como Aditivo Alimentar
A segurança de qualquer substância terapêutica é uma preocupação primordial. Quando utilizado como aditivo alimentar, em baixas concentrações, o ácido fumárico é universalmente reconhecido como seguro (GRAS). Isso por agências reguladoras em todo o mundo, incluindo a FDA e a EFSA.
Perfil de Segurança em Doses Terapêuticas
No entanto, o perfil de segurança muda quando os ésteres de ácido fumárico são utilizados em doses farmacológicas. Elas são significativamente mais elevadas para o tratamento de psoríase e esclerose múltipla. Embora a terapia seja geralmente bem tolerada, efeitos colaterais podem ocorrer. Especialmente no início do tratamento.
Efeitos Colaterais Comuns
Os efeitos colaterais mais frequentes são de natureza gastrointestinal. Incluem dor abdominal, diarreia, náuseas e, ocasionalmente, vômitos. Outro efeito adverso muito comum é o rubor (flushing). É uma sensação súbita de calor acompanhada de vermelhidão na pele.
Manejo dos Sintomas
Esses sintomas são geralmente de intensidade leve a moderada. Tendem a diminuir ou desaparecer após as primeiras semanas de tratamento. O corpo se adapta à medicação. A administração dos comprimidos com alimentos ricos em gordura pode ajudar a mitigar os sintomas.
Monitoramento Laboratorial
Existem efeitos colaterais que exigem monitoramento cuidadoso. O tratamento com FAEs pode levar a alterações nos exames de sangue. A mais notável é a linfopenia. É uma diminuição no número de linfócitos, crucial para a resposta imune.
Exames Regulares
Uma linfopenia grave e prolongada pode aumentar o risco de infecções. Por esta razão, é obrigatório que os pacientes realizem exames de sangue regulares. O hemograma completo deve ser feito antes de iniciar o tratamento e em intervalos frequentes durante a terapia. Se a contagem de linfócitos cair abaixo de um determinado limiar, o médico pode reduzir a dose ou interromper o tratamento.
Dosagem e Administração dos Ésteres de Ácido Fumárico
Princípio da Titulação Gradual
A administração e a dosagem corretas dos ésteres de ácido fumárico são cruciais. Maximizam a eficácia terapêutica e minimizam os efeitos colaterais. Um princípio fundamental comum a todas as terapias com FAEs é o da titulação gradual da dose. O tratamento nunca é iniciado com a dose terapêutica plena.
Aumento Progressivo
Começa-se com uma dose baixa. Ela é progressivamente aumentada ao longo de várias semanas ou meses. Atinge a dose de manutenção ideal para aquele paciente.
Tratamento da Psoríase
Para o tratamento da psoríase, a terapia geralmente utiliza uma formulação que combina DMF e MEF. O esquema de titulação típico pode começar com um comprimido de baixa dosagem por dia. Aumenta gradualmente a cada uma ou duas semanas, conforme a tolerabilidade do paciente.
Personalização da Dose
O objetivo é alcançar uma dose de manutenção que controle eficazmente as lesões. Sem causar efeitos colaterais intoleráveis. Essa dose pode variar entre os indivíduos. Exige abordagem personalizada e acompanhamento médico próximo.
Tratamento da Esclerose Múltipla
No caso da esclerose múltipla, o tratamento aprovado é o dimetilfumarato (DMF) como monoterapia. É administrado em cápsulas de liberação retardada. O esquema padrão começa com 120 mg duas vezes ao dia durante os primeiros sete dias.
Dose de Manutenção
Após essa fase inicial, a dose é aumentada para 240 mg duas vezes ao dia. Essa fase inicial com dose mais baixa melhora a tolerabilidade gastrointestinal. É fortemente recomendado tomar a medicação com alimentos. Isso pode reduzir significativamente a incidência de rubor e desconforto gástrico.
1. O ácido fumárico é o mesmo que o ácido fólico?
Não, o ácido fumárico e o ácido fólico são duas substâncias completamente diferentes. O ácido fumárico é um ácido dicarboxílico envolvido no metabolismo energético. O ácido fólico é uma vitamina do complexo B (vitamina B9). É essencial para a síntese de DNA e o crescimento celular.
2. O ácido fumárico pode ser usado para tratar outras doenças de pele além da psoríase?
Embora o uso mais bem estabelecido seja para a psoríase, alguns estudos sugerem benefícios para outras condições. Como o lúpus eritematoso discoide e o granuloma anular. No entanto, mais pesquisas são necessárias para confirmar eficácia e segurança para esses usos.
3. É seguro tomar suplementos de ácido fumárico?
O ácido fumárico está disponível como suplemento dietético. Mas seu uso deve ser abordado com cautela. As doses em suplementos são muito mais baixas que as doses terapêuticas. Não há evidências científicas suficientes para apoiar o uso para saúde geral. Consulte um médico antes de tomar qualquer novo suplemento.
4. O tratamento com ácido fumárico é adequado para todos?
Não, o tratamento com ésteres de ácido fumárico não é adequado para todos. É contraindicado em pessoas com hipersensibilidade conhecida aos FAEs. Também em doenças gastrointestinais graves, insuficiência renal ou hepática grave. E durante a gravidez e a amamentação. A decisão deve ser tomada por um médico após avaliação cuidadosa.
5. Quanto tempo leva para ver os resultados do tratamento?
O tempo para ver resultados pode variar de pessoa para pessoa. No tratamento da psoríase, alguns pacientes veem melhora em algumas semanas. Geralmente leva de 3 a 4 meses para alcançar o efeito terapêutico máximo. Na esclerose múltipla, o objetivo é reduzir a frequência das recidivas. Isso pode levar vários meses para se tornar aparente.
6. O ácido fumárico pode interagir com outros medicamentos?
Atualmente, não há interações medicamentosas conhecidas e clinicamente significativas com os FAEs. No entanto, é sempre importante informar o médico sobre todos os medicamentos que você está tomando. Incluindo medicamentos de venda livre, suplementos e produtos à base de plantas.
7. O que devo fazer se esquecer de uma dose?
Se esquecer de uma dose, tome-a assim que se lembrar. No entanto, se estiver quase na hora da próxima dose, pule a dose esquecida. Continue com seu horário regular. Não tome uma dose dupla para compensar a dose esquecida.
8. O tratamento com ácido fumárico é uma cura para a psoríase ou a esclerose múltipla?
Não, o tratamento com ésteres de ácido fumárico não é uma cura. Ambas são doenças crônicas que atualmente não têm cura. O objetivo do tratamento é controlar os sintomas e reduzir a inflamação. No caso da EM, também retardar a progressão da doença. Se o tratamento for interrompido, os sintomas podem retornar.
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