Candidíase (fungos): causas, prevenção e tratamento


Os fungos estão dispersos no ar e também dentro do corpo humano. Uma pessoa comum respira de 200 a 2 mil esporos por dia e estima-se que quase 4 milhões de pessoas no Brasil contraem candidíase ou outras infecções fúngicas a cada ano.

Candidíase

Geralmente os fungos convivem de forma benigna no corpo humano, contudo, quando o sistema imunológico esta fraco ou quando há feridas na pele, podem provocar diversas doenças. A maioria das infecções fúngicas são superficiais, mas podem causar lesões profundas e atingir a circulação sanguínea e órgãos como o pulmão.A infecção por fungos é mais frequentemente causada por uma espécie de levedura, chamada Candida albicans. Mais conhecida como candidíase, é uma causa comum de infecções vaginais em mulheres.

A cândida também pode causar infecções na boca de pessoas com baixa imunidade ou que fazem uso de antibióticos. Esse tipo de infecção é considerado comum e frequente e pode acometer qualquer pessoa. Nos últimos anos, os casos graves de candidíase tornaram-se mais comuns, devido ao aumento do uso de antibióticos, aumento da AIDS, aumento de órgãos transplantados e uso de dispositivos invasivos (cateteres, articulações e válvulas artificiais), todas essas situações aumenta a suscetibilidade do paciente à infecção.

Prevenção

A candidíase faz parte de um grupo de microrganismos presentes em todos os tipos de pessoas, sendo assim, é impossível evitar contato, contudo, alguns hábitos podem reduzir o surgimento de candidíase, tais como manter uma boa higiene nos órgãos genitais e na boca. A alimentação também exerce grande influência e uma dieta pobre em proteínas e rica em açúcares pode aumentar as chances de crescimento de fungos. O uso de antibióticos também pode alterar o pH e natural do corpo e deixa-lo mais suscetível a desenvolver candidíase. Para que a contaminação não ocorra, deve-se evitar o uso frequente de roupas apertadas e molhadas, absorventes internos, ducha frequente e uso de sprays femininos, além do uso de antibióticos e corticoides. Durante o tratamento, é recomendado evitar relações sexuais.

Candidíase oral

Candida albicans
Candida albicans

A infecção pelo fungo ocorre nas membranas da mucosa da boca e da língua. Geralmente ocorre em bebês devido ao sistema imunológico frágil e pouco desenvolvido. A candidíase oral pode ser transmitida por beijos ou por contato íntimo desprotegido. Na boca, surge em forma de aftas e pode atingir órgãos mais profundos como esôfago, que pode causar dificuldade para engolir. Trata-se de uma doença oportunista e atinge pessoas com resistência reduzida ou que já possuem uma doença que afeta a imunidade, como o câncer ou HIV, por exemplo. Os sintomas da candidíase oral são, manchas esbranquiçadas que podem aparecer na língua, dentro das bochechas, ou paladar.

Tratamento

Geralmente é tratada com pastilhas prescritas ou lavagens na boca. Algumas das prescrições comumente usadas são enxaguatórios bucais à base de nistatina (Nilstat ou Nitrostat) e clotrimazole.

Candidíase vaginal

Candidíase vaginal
Candidíase vaginal

Nos Estados Unidos mais de um milhão de mulheres desenvolvem infecções vaginas por ano. Cerca de 75% das mulheres já tiveram ou terão um episódio de candidíase vaginal. Tal condição não gera risco à saúde e geralmente se cura sozinha. Apesar disso, pode causar um grande desconforto e mal cheiros na região afetada. Os sintomas da candidíase vaginal são, coceira vaginal grave, corrimento leitoso e forte odor. A vulva e a vagina podem ficar vermelhas, inchadas e doloridas. A relação sexual também pode ser dolorosa.

Tratamento

O tratamento da candidíase vaginal inclui banhos de assento e pomadas antifúngicas feitas a partir de Lactobacillus acidophilus. Esses remédios tornam a vagina mais ácida e, portanto, menos hospitaleira para o crescimento de cândida. O tratamento mais comum é feito com antifúngicos em forma de cremes ou supositórios que são vendidos sem receita médica. Caso a infecção seja recorrente, o médico deve ser consultado. Se a mulher estiver grávida, o tratamento da candidíase é realizado somente com o uso de medicamentos de uso intravaginal.

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Candidíase em órgãos profundos

Também conhecida como candidíase invasiva, é uma infecção sistêmica grave que pode afetar o baço, coração, esôfago, fígado, olhos rins, pele e sangue. Assim como a candidíase vaginal e oral, é uma doença oportunista. Alguns fatores, tais como cirurgia estomacal, queimaduras, sonda nasogástrica e cateteres podem enfraquecer a barreira natural de defesa contra organismos colonizadores e predispor uma pessoa a contaminação pela candidíase. Pacientes com agranulocitose (deficiência de glóbulos brancos) particularmente correm mais risco de terem candidíase em órgãos profundos.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por um clinico através de uma coleta do corrimento vaginal ou pela raspagem de uma área da placa oral, e analisada sob um microscópio que identifica a existência de leveduras e seu estágio de vida. A suspeita de candidíase em órgãos profundos é confirmada após exames de sangue.

Tratamento

O recente aumento da candidíase em órgãos profundos levou à criação de diretrizes de tratamento. Pacientes que foram diagnosticados com candidíase em órgãos profundos que possuem cateteres devem ser removidos, ou pessoas em quimioterapia deve ter o tratamento iniciado imediatamente para evitar a propagação de doença. Os medicamentos devem ser prescritos com base em histórico específico do paciente e status de defesa.

Candidíase peniana

Esse tipo não é tão comum como a candidíase vaginal, mas pode acontecer em situações especificas. Os sintomas são feridas no órgão genital e secreção semelhante ao sêmen.

Antibióticos

Antibióticos
Antibióticos

Os antibióticos geralmente são necessários e prescritos para que seja interrompido a proliferação das bactérias normalmente presentes no intestino e vagina, causando os sintomas desagradáveis de constipação, diarreia ou vaginite. O Lactobacillus acidophilus são bactérias “boas” que podem impedir o crescimento da levedura e seu consumo em forma de cápsulas ou de iogurtes são eficazes em diminuir a incidência de candidíase. Os iogurtes são excelentes remédios caseiros para candidíase, visto que possuem probióticos que combatem as infecções do fungo Candida albicans. Deve-se aplicar o iogurte natural diretamente sobre a área afetada. No caso de candidíase vaginal, pode-se utilizar um tampão que foi mergulhado em iogurte na área da genitália.

Ervas

Óleo de Melaleuca
Óleo de melaleuca

Também eficaz para o tratamento é a dieta com adições de bérberis (uva-espim), melaleuca (árvore-do-chá) , extrato de semente de toranja e tomilho. O alho fresco (Allium sativum) possui ação antifúngica, podendo ser consumido na dieta utilizado um dente de alho descascado envolto em gaze na vagina. A inserção deve ser feita duas vezes por dia. Lavar o órgão com chá de folhas de barbatimão também pode ser eficaz. Algumas mulheres relatam sucesso com esses remédios e, caso uma solução alternativa não for eficaz, deve-se tentar um tratamento convencional com o acompanhamento de um médico.

Óleo de orégano

Óleo de orégano
Óleo de orégano

O óleo de orégano contém uma substância chamada carvacrol, que é antifúngica e antimicrobiana. Para tratar a candidíase é indicado tomar um copo de água com 3 gotas de óleo de orégano, duas vezes ao dia. A preparação também pode ser feita para a lavagem da genitália. O chá deve ser feito com 50 gramas de orégano para 1 litro de água e a lavagem deve ser feita 1 vez por dia durante pelo menos uma semana.

Vinagre de maçã

Vinagre de maçã
Vinagre de maçã

O vinagre de maçã também é um ótimo remédio caseiro, visto que ele ajuda a equilibrar o pH natural do corpo e ainda é rico em enzimas que controlam a proliferação do fungo Candida. Para o tratamento deve-se tomar um copo de água com uma colher de sopa de vinagre de maçã antes das refeições uma vez ao dia ou pode ser feito a aplicação do vinagre na região afetada por pelo menos 15 minutos, 2 vezes ao dia.

Candidíase (fungos): causas, prevenção e tratamento
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Referências:
CASSONE, Antonio. Fungal vaccines: real progress from real challenges. The Lancet infectious diseases, v. 8, n. 2, p. 114-124, 2008.
“Antifungal Drugs.” Merck Manual of Diagnosis and Therapy.
National Institute of Arthritis and Musculoskeletal and Skin Diseases (NIAMS), National Institutes of Health.
CALDERONE, Richard A.; FONZI, William A. Virulence factors of Candida albicans. Trends in microbiology, v. 9, n. 7, p. 327-335, 2001.
BINDER, Jessica L. et al. Candida albicans. 2013.



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