Chá de Carqueja: Beba Para Emagrecer e Desintoxicar o Fígado

Planta exclusivamente sul-americana na RENISUS, a carqueja foi incluída por sua ação hepatoprotetora e digestiva. O SUS a utiliza para distúrbios hepáticos e dispepsia, representando a valorização da flora medicinal nativa no sistema público de saúde brasileiro.
Publicado e Revisado Clinicamente Por Equipe Editorial Medicina Natural
Atualizado em 20/02/2026

Originária da América do Sul e amplamente difundida no Brasil, a carqueja (Baccharis genistelloides) tem ganhado espaço em rotinas de autocuidado. Reconhecida pelas hastes trialadas e pelo sabor amargo, a planta reúne compostos como flavonoides e diterpenos, associados a usos tradicionais que incluem suporte digestivo, cuidado hepático e estratégias de bem-estar. O chá, preparado a partir das hastes, segue como a forma de consumo mais comum e prática.

Na medicina popular, a carqueja é utilizada há séculos para distúrbios digestivos e queixas relacionadas ao fígado, além de aplicações diversas em diferentes regiões. Nos últimos anos, pesquisas têm investigado mecanismos de ação e avaliado usos tradicionais, reforçando o interesse pela espécie. Neste guia, você encontra uma visão detalhada sobre definição, composição, benefícios, preparo, segurança, contraindicações e dúvidas frequentes, com foco em uso consciente.

O Que é a Carqueja?

A carqueja, cientificamente conhecida como Baccharis genistelloides, é um arbusto perene da família Asteraceae, a mesma da margarida e do girassol. A planta é facilmente reconhecível pelas hastes trialadas, que podem lembrar folhas, embora não possua folhas verdadeiras. Nativa de regiões tropicais e subtropicais da América do Sul, ocorre em diferentes biomas brasileiros, como Cerrado, Mata Atlântica e Pampas.

Na linguagem popular, também aparece sob nomes como carqueja-amarga, carqueja-doce, bacárida e vassoura, variando conforme a região e o costume local. Seu uso tradicional é amplo, com destaque para a reputação digestiva e hepatoprotetora, frequentemente associada ao alívio de má digestão, gases e desconforto após refeições. O sabor amargo é visto como um indicativo de compostos que podem estimular funções digestivas e hepáticas, o que ajuda a explicar sua presença em práticas populares.

Composição Química e Nutricional da Carqueja

A riqueza terapêutica atribuída à carqueja está relacionada à sua composição fitoquímica. Entre os constituintes mais citados, destacam-se flavonoides como apigenina, luteolina e quercetina, frequentemente associados a ação antioxidante. Em termos gerais, antioxidantes podem contribuir para neutralizar radicais livres e reduzir estresse oxidativo, um processo implicado no envelhecimento e em mecanismos relacionados a doenças crônicas, conforme descrições recorrentes na literatura.

Além dos flavonoides, a planta contém diterpenos, como carquejol e acetato de carquejila, associados ao sabor amargo e a atividades biológicas descritas, incluindo ações anti-inflamatórias e antimicrobianas. Óleos essenciais, saponinas e resinas também são mencionados como parte do perfil ativo, sugerindo uma sinergia entre compostos. A concentração de ativos pode variar com época de colheita, local de cultivo e preparo, o que reforça a importância de procedência confiável.

Benefícios do Chá de Carqueja Para a Saúde

Um dos benefícios mais associados ao chá de carqueja é o suporte digestivo. Em descrições tradicionais e em achados discutidos na literatura, a infusão pode estimular a produção de sucos gástricos e bile, contribuindo para digestão de gorduras e para alívio de sintomas como azia, gases e inchaço. Por esse motivo, o consumo é frequentemente sugerido em momentos próximos às refeições, sobretudo quando há sensação de peso após comer.

Outro destaque recorrente é o efeito hepatoprotetor atribuído à planta. Compostos com perfil antioxidante e anti-inflamatório são descritos como potenciais protetores das células hepáticas frente a sobrecargas associadas a toxinas, álcool e uso de medicamentos. Em algumas descrições, também se menciona auxílio na regeneração celular e influência em marcadores laboratoriais de lesão hepática, motivo pelo qual a carqueja aparece como coadjuvante em discussões sobre esteatose hepática.

Carqueja e a Saúde do Fígado

Por Que o Fígado é um Alvo Tão Relevante

O fígado é um órgão central no metabolismo, na produção de bile e na desintoxicação, acumulando um grande número de funções fisiológicas no organismo. Uma rotina com dieta desequilibrada, consumo excessivo de álcool e exposição a substâncias potencialmente tóxicas pode aumentar a sobrecarga hepática e favorecer alterações funcionais. Nesse contexto, a carqueja é frequentemente citada como planta tradicionalmente utilizada para apoiar o funcionamento do fígado e do sistema biliar.

Como a Carqueja é Descrita Nesse Contexto

A ação hepatoprotetora atribuída à carqueja é frequentemente relacionada aos flavonoides, citados por atividade antioxidante e por neutralização de radicais livres que podem danificar células hepáticas. Além disso, descreve-se um efeito colerético e colagogo, com estímulo à produção e ao fluxo de bile, o que poderia favorecer digestão de gorduras e eliminação de substâncias pelo trato biliar. Estudos experimentais, sobretudo em laboratório e em animais, são citados como suporte a esse perfil protetor em diferentes modelos.

Como o Chá de Carqueja Auxilia no Emagrecimento

O chá de carqueja é frequentemente mencionado como auxiliar no emagrecimento, embora não seja descrito como solução isolada. Uma das contribuições mais citadas é o efeito diurético, que pode favorecer eliminação de líquidos e reduzir sensação de inchaço, com possível impacto em medidas e conforto corporal. Esse efeito costuma ser interpretado como apoio complementar, especialmente quando a retenção hídrica é percebida como um fator relevante no dia a dia.

Também se descreve influência indireta por meio de melhora digestiva e apoio à metabolização de gorduras, associada ao estímulo da bile. Ao otimizar processos digestivos, a carqueja pode ser vista como complemento em estratégias que incluem alimentação equilibrada e atividade física regular. Algumas descrições sugerem efeito termogênico leve, porém esse ponto é citado como possibilidade e não como garantia. A recomendação prática é encarar o chá como apoio, não como substituto de mudanças consistentes no estilo de vida.

Outros Usos Tradicionais e Populares

Controle da Glicemia e Temas Investigados

Entre os usos populares, aparece a aplicação no controle do diabetes, com menções a possível auxílio na regulação da glicemia. Algumas descrições preliminares sugerem mecanismos como inibição de enzimas ligadas à digestão de carboidratos e aumento da sensibilidade à insulina, embora a necessidade de mais pesquisas em humanos seja frequentemente ressaltada. Por isso, quando há diabetes e uso de medicamentos, o ponto central é cautela e acompanhamento profissional para evitar oscilações indesejadas.

Uso Renal, Tônico e Outras Aplicações

Também há relatos de uso para problemas renais, como desconfortos urinários e cálculos, geralmente associados ao perfil diurético e anti-inflamatório descrito para a planta. Na medicina popular, menciona-se ainda a ideia de “limpar o sangue”, além de aplicações como tônico geral, alívio de dores de estômago, combate a vermes e suporte em gripes e resfriados. Essa variedade de usos reflete a diversidade de compostos bioativos descritos, mas não substitui avaliação clínica quando há sintomas persistentes.

Como Preparar o Chá de Carqueja

A forma mais comum de preparo é a infusão, por ser prática e por preservar bem características da planta. Para uma xícara, costuma-se usar cerca de 1 colher de sopa de hastes secas para 200 ml de água. Ferva a água e, ao atingir ebulição, desligue o fogo, adicione a carqueja e tampe o recipiente. Em seguida, deixe em infusão por aproximadamente 10 a 15 minutos, permitindo extração dos compostos ativos.

Após a infusão, coe e consuma quente ou frio, conforme preferência. Para reduzir o amargor, algumas pessoas adicionam limão, hortelã ou mel, embora o consumo puro seja frequentemente indicado para manter o perfil original. A recomendação geral citada é de 2 a 3 xícaras ao dia, antes ou após refeições, sem exceder a dose. Exageros podem aumentar risco de desconfortos gastrointestinais e outros efeitos indesejados, especialmente em pessoas sensíveis.

Efeitos Colaterais e Contraindicações

Apesar de ser natural, o chá de carqueja pode causar efeitos indesejados, sobretudo quando consumido em excesso. São citados irritação gástrica, diarreia e hipotensão, o que exige atenção em pessoas que já têm pressão baixa. Como há menções a efeito hipoglicemiante, também se recomenda cautela em pessoas com diabetes, especialmente quando há uso de medicamentos, pois pode existir risco de hipoglicemia. Nesses casos, monitoramento e orientação profissional são essenciais.

Gestantes e lactantes devem evitar o consumo, pois há descrições de risco potencial em gestação e ausência de dados suficientes para segurança na amamentação. Pessoas com obstrução de vias biliares também não devem usar, já que a planta é descrita como estimuladora do fluxo biliar, podendo agravar o quadro. Como regra prática, quem usa medicações contínuas ou tem condições pré-existentes deve consultar profissional de saúde para avaliar interações e adequação do uso.

Perguntas Frequentes Sobre o Chá de Carqueja (FAQ)

O Chá de Carqueja Quebra o Jejum Intermitente?

De modo geral, o chá de carqueja preparado sem açúcar e sem aditivos não costuma ter aporte calórico relevante, o que leva muitas pessoas a considerá-lo compatível com jejum metabólico. Além disso, pode ajudar na hidratação e no controle de apetite por oferecer volume e sabor amargo. Ainda assim, a estratégia depende do tipo de jejum adotado, e a melhor referência é manter o chá na forma pura e observar como o corpo responde.

Posso Tomar Chá de Carqueja Todos os Dias?

O consumo diário é descrito como possível quando se respeita a faixa de 2 a 3 xícaras por dia e quando não há contraindicações. Em uso moderado, a bebida costuma ser associada a suporte digestivo e hepático, especialmente em rotinas com refeições mais pesadas. Mesmo assim, é comum sugerir pausas periódicas em chás de uso contínuo, tanto para avaliar resposta real quanto para reduzir risco de desconfortos em pessoas mais sensíveis.

QUIZ - Descubra o Seu Chá Ideal

🎁 Oferta especial para quem completar o quiz!
0% completo
0 / 5

Você busca mais energia ou relaxamento? *

Prefere sabor forte ou suave? *

Quando você prefere tomar chá? *

Qual sua principal necessidade? *

Que tipo de experiência você busca? *

Chá de Carqueja Ajuda a Combater a Acne?

A carqueja é descrita como depurativa e associada a suporte hepático, e essa lógica é usada para explicar um possível efeito indireto na acne. A ideia é que um fígado com melhor funcionamento pode favorecer eliminação de substâncias que, em alguns casos, se relacionam com inflamação e oleosidade. Além disso, o perfil anti-inflamatório citado para a planta pode contribuir para reduzir inflamação cutânea, embora os resultados variem por pessoa e contexto.

Qual o Melhor Horário Para Tomar o Chá de Carqueja?

Para suporte digestivo, é comum consumir antes ou logo após as principais refeições, especialmente quando há sensação de peso, gases ou azia. Se o objetivo principal for o efeito diurético, muitas pessoas preferem pela manhã, para evitar interrupções do sono. Em geral, evitar consumo próximo ao horário de dormir tende a ser uma escolha prática. A decisão final deve considerar objetivo, tolerância individual e presença de condições clínicas.

O Chá de Carqueja Tem Cafeína?

Não, a carqueja não é uma planta naturalmente fonte de cafeína, então o chá não costuma ter efeito estimulante típico de bebidas cafeinadas. Isso pode ser útil para quem busca uma infusão digestiva ou amarga sem risco de piorar ansiedade e insônia ligadas à cafeína. Ainda assim, sensibilidade individual existe, e algumas pessoas podem notar desconforto gástrico ou queda de pressão se o consumo for excessivo, o que reforça moderação e observação.

Qual a Diferença Entre Carqueja e Carqueja-doce?

Apesar de nomes parecidos, são plantas diferentes. A carqueja amarga citada neste artigo é a Baccharis genistelloides, enquanto a carqueja-doce (Sida carpinifolia) é outra espécie, com propriedades e perfis de uso distintos. A confusão pode levar a escolhas inadequadas, pois segurança e indicações podem variar. Por isso, é recomendado verificar a identificação botânica no rótulo e comprar de fornecedores que informem claramente a espécie.

A Carqueja na Cultura e História Sul-Americana

A história da carqueja se conecta à cultura de povos sul-americanos, com relatos de uso anterior à colonização europeia. Em diferentes tradições, a planta foi incorporada como recurso em práticas de cuidado e em rituais associados a purificação, com conhecimento transmitido entre gerações. Registros etnobotânicos e descrições históricas citam seu emprego em contextos diversos, incluindo febres, desconfortos digestivos e cuidado de feridas, refletindo uma relação duradoura com a farmacopeia local.

Com a miscigenação cultural, o uso foi incorporado à medicina popular em várias regiões, ganhando presença em quintais, feiras e boticas. A recomendação do chá para “limpar o sangue” ou “fortalecer o fígado” se tornou parte da narrativa popular e permanece difundida em muitos contextos. Esse legado ajuda a explicar por que a carqueja segue como uma das plantas mais lembradas quando há desconforto digestivo, mal-estar e interesse em práticas tradicionais de bem-estar.

Diferentes Espécies de Carqueja: Qual Usar?

Embora Baccharis genistelloides seja uma das espécies mais conhecidas, o termo “carqueja” pode se referir a diferentes espécies do gênero Baccharis, que inclui centenas de representantes. No Brasil, além de B. genistelloides, são citadas com frequência Baccharis trimera e Baccharis articulata, o que pode gerar confusão no consumo. Como a composição química pode variar entre espécies, a identificação correta é um ponto central para segurança e consistência de resultados.

A Baccharis trimera é frequentemente descrita como muito semelhante em usos populares, incluindo suporte hepático e digestivo, enquanto Baccharis articulata pode apresentar perfil fitoquímico diferente. Para reduzir riscos, é importante adquirir a planta de fornecedores confiáveis e optar por produtos que especifiquem a espécie no rótulo. Essa prática aumenta a chance de consumir a carqueja pretendida e evita trocas indevidas entre espécies com indicações e tolerabilidade potencialmente distintas.

Referências e Estudos Científicos

  1. Coelho, M. G. P., et al. (2004). Anti-arthritic effect and subacute toxicological evaluation of Baccharis genistelloides aqueous extract. Toxicology Letters, 154(1-2), 69-80.
  2. Llaure-Mora, A. M., et al. (2021). Baccharis genistelloides (Lam.) Pers. “carqueja”: a review of uses in traditional medicine, phytochemical composition and pharmacological studies. Ethnobotany Research and Applications, 21, 1-18.
  3. Melo, S. F., et al. (2001). Effect of the Cymbopogon citratus, Maytenus ilicifolia and Baccharis genistelloides extracts against the stannous chloride oxidative damage in Escherichia coli. Mutation Research/Genetic Toxicology and Environmental Mutagenesis, 496(1-2), 33-38.
  4. Verdi, L. G., Brighente, I. M. C., & Pizzolatti, M. G. (2005). Gênero Baccharis (Asteraceae): aspectos químicos, econômicos e biológicos. Química Nova, 28(1), 85-94.
  5. Gené, R. M., et al. (1996). Anti-inflammatory and analgesic activity of Baccharis trimera: identification of its active constituents. Planta Medica, 62(3), 232-235.
  6. Abad, M. J., et al. (1999). The activity of flavonoids and diterpenes from Baccharis genistelloides on lymphocyte proliferation. Phytotherapy Research, 13(2), 150-152.
  7. Biondo, T. M. A., et al. (2011). Antisecretory actions of Baccharis trimera (Less.) DC. (Asteraceae) in the rat. Journal of Ethnopharmacology, 137(1), 768-775.
  8. Oliveira, A. C., et al. (2011). Evaluation of the mutagenic and antimutagenic activities of Baccharis genistelloides aqueous extract in the mouse bone marrow. Journal of Ethnopharmacology, 138(2), 470-474.
  9. Simões-Pires, C. A., et al. (2005). A TLC-bioautographic method for the detection of 5-lipoxygenase and cyclooxygenase-1 inhibitors in plant extracts. Phytochemical Analysis, 16(5), 307-311.
  10. Grancai, D. M. G., et al. (1996). Flavonoids from Baccharis genistelloides. Fitoterapia, 67(5), 468-469.

Descubra Um Chá Que Combina Com Sua Rotina

🎁 Oferta especial para quem completar o quiz!
0 / 5

Qual é o seu principal objetivo ao tomar chá? *

Como você tem se sentido ultimamente? *

Com qual frequência você toma chás? *

Em qual momento do dia você prefere tomar chá? *

Que tipo de sabor você prefere? *

Este conteúdo foi útil?

O que você achou deste artigo?

Z

Chá de Carqueja: Beba Para Emagrecer e Desintoxicar o Fígado

v

Guia completo sobre o chá de carqueja. Descubra seus benefícios para a saúde, como emagrecimento e desintoxicação do fígado, e aprenda a prepará-lo.

Equipe Editorial Medicina Natural

Equipe Editorial Medicina Natural

Equipe de Conteúdo e Curadoria

A Equipe Editorial do Medicina Natural é composta por um grupo multidisciplinar de profissionais da saúde, nutricionistas e jornalistas científicos. Nossa missão é fornecer informações sobre saúde natural que sejam seguras, acessíveis e rigorosamente baseadas em evidências científicas. Cada artigo em nosso site passa por um processo de revisão técnica para garantir precisão e confiabilidade.