Tintura de Crajiru: Benefícios e Guia Completo

A tintura concentra os compostos do crajiru em forma líquida estável, com validade de anos. A dosagem precisa (gotas) permite ajustar o tratamento às necessidades individuais, tornando-a uma das formas mais versáteis de uso da planta.
Publicado e Revisado Clinicamente Por Equipe Editorial Medicina Natural
04/02/2026

O universo da fitoterapia é rico em métodos de extração. Cada um busca capturar a essência curativa das plantas. A tintura é uma das preparações mais clássicas e eficientes. Ela consiste em um extrato alcoólico concentrado. A tintura de crajiru, em particular, é uma forma poderosa de acessar os benefícios da Fridericia chica (sinônimo: Arrabidaea chica). Portanto, é uma ferramenta valiosa no arsenal da medicina natural.

A tintura oferece vantagens sobre outras formas de uso, como o chá. Sua principal característica é a alta concentração de princípios ativos. O álcool é um solvente excelente. Ele consegue extrair uma gama mais ampla de compostos do que a água. Além disso, a tintura tem uma longa vida útil. O álcool atua como um conservante natural. Consequentemente, a tintura pode manter sua potência por anos.

O Que É uma Tintura e Quais Suas Vantagens?

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As tinturas medicinais são extratos concentrados de plantas obtidos através da maceração de ervas em álcool de cereais, resultando em preparações líquidas de alta potência e longa durabilidade. Este método de extração permite preservar os princípios ativos das plantas por anos, facilitando a dosagem através de gotas e proporcionando rápida absorção pelo organismo. As tinturas são especialmente indicadas para tratamentos que requerem doses pequenas e precisas, sendo administradas diluídas em água ou suco.

As tinturas medicinais são extratos concentrados de plantas obtidos através da maceração de ervas em álcool de cereais, resultando em preparações líquidas de alta potência e longa durabilidade. Este método de extração permite preservar os princípios ativos das plantas por anos, facilitando a dosagem através de gotas e proporcionando rápida absorção pelo organismo. As tinturas são especialmente indicadas para tratamentos que requerem doses pequenas e precisas, sendo administradas diluídas em água ou suco.

Uma tintura é um extrato líquido de uma planta. Ela é feita mergulhando a erva (seca ou fresca) em um solvente. O solvente mais comum é o álcool etílico, como o álcool de cereais. A mistura fica em repouso por semanas. Durante este tempo, o álcool extrai os compostos químicos da planta. O resultado é um líquido altamente concentrado e potente.

Durabilidade da Tintura de Crajiru

A principal vantagem da tintura é a concentração. Apenas algumas gotas contêm uma dose terapêutica de princípios ativos. Isso a torna muito prática para o uso diário. Outra grande vantagem é a durabilidade. Se armazenada corretamente, uma tintura pode durar vários anos sem perder sua eficácia. O álcool impede o crescimento de bactérias e fungos.

A absorção da tintura pelo corpo também é muito rápida. Ao ser pingada debaixo da língua (uso sublingual), os ativos caem diretamente na corrente sanguínea. Isso garante um efeito quase imediato. Portanto, a tintura é uma forma de uso com alta biodisponibilidade e conveniência. É ideal para quem busca praticidade e potência.

Como Preparar a Tintura de Crajiru em Casa

A ciência moderna está validando o conhecimento tradicional sobre o crajiru. Pesquisas identificaram compostos com atividade anti-inflamatória, antioxidante e potencial anticancerígeno, abrindo caminho para o desenvolvimento de novos medicamentos. Extratos concentrados de crajiru são utilizados tanto para uso interno quanto como base para formulações tópicas. A alta concentração de princípios ativos exige atenção à dosagem: mais não significa necessariamente melhor quando se trata de fitoterapia.

A extração alcoólica (tintura) preserva compostos que a água não consegue extrair, como certas antocianidinas lipofílicas. A concentração ideal é de 70% de álcool de cereais, que equilibra a extração de compostos polares e apolares.

Preparar a tintura de crajiru em casa é um processo simples. Requer poucos ingredientes e um pouco de paciência. Você precisará de folhas secas de crajiru, álcool de cereais e um pote de vidro com tampa. A qualidade dos ingredientes é fundamental para o sucesso da tintura. Escolha folhas de boa procedência e um álcool de qualidade.

Ingredientes e Proporções

A proporção mais comum para tinturas com ervas secas é de 1:5. Isso significa uma parte de planta para cinco partes de álcool. Por exemplo, para 50 gramas de folhas secas de crajiru, você usará 250 ml de álcool. O álcool de cereais é o mais indicado. Sua graduação alcoólica deve ser de 60% a 70%. Se não encontrar, pode usar uma vodka de boa qualidade (40%).

Passo a Passo do Preparo

1. Pique bem as folhas secas de crajiru. Quanto menor a partícula, maior a superfície de contato com o álcool.
2. Coloque as folhas picadas no pote de vidro limpo e seco.
3. Despeje o álcool sobre as folhas, cobrindo-as completamente.
4. Tampe bem o pote e agite vigorosamente.
5. Guarde o pote em um local escuro e fresco, como um armário.

Parte 2 – Pós-Preparo

6. Agite o pote diariamente durante todo o processo de maceração.
7. Deixe a mistura em repouso por, no mínimo, duas semanas. O ideal é de quatro a seis semanas.
8. Após o período de maceração, coe o líquido. Use um filtro de pano ou de papel para separar bem os resíduos sólidos.
9. Esprema bem o resíduo no filtro para extrair o máximo de líquido.
10. Armazene a tintura pronta em um frasco de vidro âmbar com conta-gotas.

Uso Interno da Tintura de Crajiru

O uso interno da tintura de crajiru é indicado para aproveitar seus efeitos sistêmicos. É uma forma eficaz de tratar anemia, inflamações e fortalecer a imunidade. A dosagem deve ser feita com cuidado. Por ser um extrato concentrado, a regra do “menos é mais” se aplica. Comece com doses menores e observe a resposta do seu corpo.

A dosagem padrão para adultos é de 20 a 40 gotas. Esta dose pode ser tomada de duas a três vezes ao dia. As gotas devem ser diluídas em um pouco de água. O sabor do álcool pode ser forte. Diluir em um dedo de água torna o consumo mais agradável. O uso sublingual (pingar diretamente sob a língua) é uma opção para efeito mais rápido.

O tratamento para condições como a anemia pode durar de um a três meses. Após este período, é recomendável fazer uma pausa. O uso contínuo não é aconselhado sem acompanhamento profissional. Um fitoterapeuta ou médico poderá ajustar a dosagem e o tempo de tratamento. A individualização é sempre o melhor caminho.

Uso Externo da Tintura de Crajiru

A tintura concentra os compostos do crajiru em forma líquida estável, com validade de anos. A dosagem precisa (gotas) permite ajustar o tratamento às necessidades individuais, tornando-a uma das formas mais versáteis de uso da planta.

A tintura concentra os compostos do crajiru em forma líquida estável, com validade de anos. A dosagem precisa (gotas) permite ajustar o tratamento às necessidades individuais, tornando-a uma das formas mais versáteis de uso da planta.

A tintura de crajiru é um excelente antisséptico e cicatrizante para a pele. Seu uso externo é muito versátil. Ela pode ser usada para limpar feridas, tratar picadas de insetos e combater infecções fúngicas. A alta concentração de álcool e de ativos da planta garante uma ação rápida e eficaz. É um item indispensável em um kit de primeiros socorros natural.

Para limpar feridas e cortes, dilua a tintura. Use uma parte de tintura para três partes de água. Aplique na área afetada com um algodão ou gaze. Isso ajuda a desinfetar e a acelerar a cicatrização. Para picadas de insetos, uma gota pura aplicada diretamente no local alivia a coceira e a inflamação.

No tratamento de micoses de unha ou frieiras, a tintura pode ser aplicada pura. Pingue uma ou duas gotas na área afetada duas vezes ao dia. A ação antifúngica do crajiru e do álcool combate o fungo. A persistência é fundamental neste tratamento. Pode levar semanas ou meses para a eliminação completa do fungo. A tintura também pode ser usada em bochechos para aftas e gengivite (sempre diluída).

Segurança, Precauções e Contraindicações

Apesar de ser um produto natural, a tintura de crajiru requer alguns cuidados. O principal componente é o álcool. Portanto, ela é contraindicada para certos grupos. Pessoas com histórico de alcoolismo, doenças hepáticas graves e crianças não devem fazer uso interno da tintura. Gestantes e lactantes também devem evitar.

O uso interno da tintura não deve ser feito por períodos prolongados sem orientação. A dose recomendada não deve ser excedida. Doses muito altas podem causar irritação gástrica ou outros efeitos indesejados. Em caso de qualquer reação adversa, suspenda o uso e procure um profissional de saúde.

Para o uso externo, a tintura pura pode ser irritante para peles muito sensíveis. Faça sempre um teste de toque antes de aplicar em áreas extensas. Não aplique a tintura pura em feridas abertas grandes. A diluição em água é mais segura e igualmente eficaz para a maioria das aplicações tópicas.

1. A tintura de crajiru é mais forte que o chá?

Sim. A tintura é um extrato muito mais concentrado que o chá. O álcool tem uma capacidade de extração superior à da água. Por isso, a dosagem da tintura é feita em gotas, enquanto a do chá é em xícaras. Ambos são eficazes, mas a tintura oferece uma dose mais potente em um volume menor.

2. Posso fazer a tintura com folhas frescas de crajiru?

Sim, é possível. Ao usar folhas frescas, a proporção muda. As folhas frescas contêm muita água. A proporção recomendada é de 1:2 (uma parte de planta para duas de álcool). Além disso, o álcool deve ter uma graduação maior (cerca de 95%). Isso é para compensar a água presente na planta e garantir a conservação.

3. Qual a validade de uma tintura caseira de crajiru?

Se preparada e armazenada corretamente, uma tintura pode durar por muitos anos. O ideal é guardá-la em um frasco de vidro escuro, bem fechado e longe da luz e do calor. Com o tempo, pode ocorrer uma pequena sedimentação no fundo do frasco. Isso é normal e não significa que a tintura estragou.

4. A tintura de crajiru pode interagir com medicamentos?

Sim, existe essa possibilidade. Por ser um extrato concentrado, o risco de interação é maior do que com o chá. Pessoas que usam medicamentos de forma contínua devem consultar um médico ou farmacêutico antes de usar a tintura. A interação com anticoagulantes e medicamentos metabolizados no fígado merece atenção especial.

5. Posso usar a tintura de crajiru para tratar anemia?

Sim, o uso interno da tintura é uma das indicações para o tratamento da anemia. A dosagem deve ser regular e, de preferência, acompanhada por um profissional. A tintura é uma forma prática de garantir a ingestão diária dos compostos da planta que auxiliam na produção de células vermelhas.

6. Como usar a tintura de crajiru para candidíase vaginal?

Para a candidíase, o uso pode ser em banhos de assento. Dilua cerca de 5 ml (uma colher de chá) da tintura em um litro de água morna. Faça o banho de assento por 15 minutos, uma vez ao dia. A tintura não deve ser usada como ducha vaginal, pois o álcool pode irritar a mucosa.

7. Onde comprar tintura de crajiru pronta?

A tintura de crajiru pode ser encontrada em farmácias de manipulação e em algumas lojas de produtos naturais. Ao comprar, verifique a procedência e a concentração do produto. Dê preferência a marcas de confiança. Comprar a tintura pronta é uma boa opção para quem não quer ter o trabalho de prepará-la em casa.

8. O sabor da tintura é muito ruim?

O sabor predominante na tintura é o do álcool, que é bastante forte. Já o gosto da planta fica em segundo plano. A maioria das pessoas não o consome puro. A diluição em um pouco de água, suco ou chá torna o sabor perfeitamente tolerável. A praticidade da dosagem em gotas compensa o sabor intenso.

Referências Científicas

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  2. Alonso, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. 2ª ed. Rosario, Argentina: Corpus Libros, 2016.
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  5. Siraichi, J. T. G. et al. Atividade antimicrobiana de extratos de Arrabidaea chica Verlot. Revista de Ciências Farmacêuticas Básica e Aplicada. 2010.
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  10. Panizza, S. Plantas que Curam: Cheiro de Mato. 26. ed. São Paulo: IBRASA, 1997.

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