O Pygeum africanum, conhecido cientificamente como Prunus africana, é uma árvore perene nativa das regiões montanhosas da África Central e do Sul. Pertencente à família Rosaceae, a mesma das rosas e das cerejas, esta árvore tem sido uma fonte valiosa de medicina tradicional por séculos. As tribos africanas utilizavam a casca do Pygeum para tratar uma variedade de condições, especialmente problemas relacionados à bexiga e ao trato urinário, e hoje o extrato da sua casca é um dos fitoterápicos mais estudados no mundo para a saúde masculina, especialmente para o tratamento da hiperplasia prostática benigna (HPB).
A casca do Pygeum africanum é rica em compostos bioativos como fitoesteróis (beta-sitosterol), triterpenos pentacíclicos (ácido ursólico e oleanólico) e ésteres ferúlicos. A sinergia destes componentes confere ao extrato propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e hormonais que ajudam a aliviar os sintomas associados ao aumento da próstata. A sua eficácia é apoiada por inúmeros estudos científicos que validaram o seu uso tradicional, estabelecendo-o como uma alternativa natural e segura aos tratamentos farmacêuticos convencionais.
O Que é o Pygeum Africanum?
Morfologia e Distribuição Geográfica
O Pygeum africanum, também conhecido como ameixeira africana, é uma árvore de folha perene que pode atingir até 30 metros de altura. A sua casca, de cor castanho-avermelhada, é a parte da planta utilizada para fins medicinais. A árvore é nativa de várias regiões de África, incluindo os Camarões, o Quénia, a Tanzânia e a África do Sul, crescendo predominantemente em zonas montanhosas com altitudes entre 1.000 e 3.000 metros. O nome “Pygeum” deriva do grego “pyge”, que significa “nádega”, uma referência à forma dos seus frutos.
Uso Tradicional e Reputação Medicinal
O seu uso na medicina tradicional está documentado há séculos, sendo um remédio popular para problemas urinários e febre em diversas comunidades africanas. A sua reputação como remédio eficaz atravessou continentes, e o extrato de Pygeum passou a integrar formulações farmacêuticas e suplementos alimentares comercializados em todo o mundo, especialmente na Europa, onde conta com longa tradição de uso clínico para o tratamento da hiperplasia prostática benigna.
História e Origem
Conhecimento Ancestral e Curandeiros Tradicionais
A história do Pygeum africanum está profundamente enraizada nas tradições medicinais de África. Durante séculos, comunidades locais como os Maasai e os Kipsigis no Quénia utilizaram a casca desta árvore para tratar uma variedade de doenças. O conhecimento sobre as suas propriedades curativas foi transmitido de geração em geração, consolidando o seu lugar na farmacopeia tradicional africana. Os curandeiros preparavam a casca de várias formas, incluindo pós, chás e extratos, para administrar aos pacientes.
Da Tradição à Ciência Moderna
A aplicação mais notável era no tratamento de problemas urinários em homens mais velhos, o que corresponde ao que hoje conhecemos como hiperplasia prostática benigna. A árvore era considerada sagrada em muitas culturas, e a sua colheita era realizada com rituais específicos para garantir a sua regeneração e a continuidade do seu poder curativo. O estudo científico do Pygeum africanum é um exemplo de como a ciência moderna pode validar o conhecimento tradicional, mas também destaca a importância de o fazer de forma ética e sustentável.
Pygeum Africanum na Medicina Tradicional
Ampla Gama de Usos Etnobotânicos
Na medicina tradicional africana, o Pygeum africanum era muito mais do que um remédio para a próstata. A sua casca era utilizada para tratar uma vasta gama de doenças, incluindo febre, malária, dores de estômago, doenças renais e problemas de pele. As folhas e os frutos também eram utilizados para fins medicinais, e a árvore era vista como uma fonte de poder e cura, cujos usos eram frequentemente acompanhados de rituais e cerimónias.
Transmissão Oral e Património Cultural
O conhecimento sobre o Pygeum era guardado pelos curandeiros e transmitido oralmente, fazendo parte do rico património cultural das comunidades locais. Este saber ancestral preservado durante séculos atraiu, a partir do século XX, a atenção de investigadores farmacológicos europeus, que passaram a isolar e estudar os compostos ativos da casca. A validação científica dos usos tradicionais consolidou o Pygeum como um fitoterápico de relevância global.
Composição Química
Fitoesteróis, Triterpenos e Ésteres Ferúlicos
A eficácia do Pygeum africanum deve-se à sua rica composição química. Os fitoesteróis, com destaque para o beta-sitosterol, possuem propriedades anti-inflamatórias e ajudam a inibir a enzima 5-alfa-redutase. Os triterpenos pentacíclicos, como o ácido ursólico e o ácido oleanólico, apresentam ações anti-inflamatórias e antioxidantes relevantes para a saúde prostática. Os ésteres ferúlicos de álcoois de cadeia longa, como o n-docosanol e o tetracosanol, ajudam a reduzir os níveis de prolactina, uma hormona que pode estimular o crescimento da próstata.
Taninos e Sinergia dos Compostos Bioativos
A casca do Pygeum africanum contém ainda taninos, que possuem propriedades adstringentes e anti-inflamatórias, complementando a ação dos demais compostos. A sinergia entre fitoesteróis, triterpenos, ésteres ferúlicos e taninos é determinante para os efeitos terapêuticos observados: nenhum desses compostos, isoladamente, reproduz a totalidade dos benefícios que o extrato integral da casca proporciona, o que reforça a importância de utilizar extratos padronizados e completos.
Mecanismo de Ação
Inibição Enzimática e Regulação Hormonal
O mecanismo de ação do Pygeum africanum é multifacetado. O beta-sitosterol compete com o colesterol na absorção intestinal e, na próstata, inibe a produção de prostaglandinas, substâncias que promovem a inflamação. Os triterpenos inibem a enzima 5-lipoxigenase, reduzindo a produção de leucotrienos, outros mediadores inflamatórios. Os ésteres ferúlicos ajudam a regular os níveis hormonais, diminuindo a captação de testosterona pela próstata e reduzindo a prolactina circulante.
Efeito Combinado sobre a Próstata e a Bexiga
Esta ação combinada resulta numa redução da inflamação, do edema e do crescimento do tecido prostático. O Pygeum africanum atua ainda sobre a bexiga, melhorando a sua elasticidade e a função do músculo detrusor, o que facilita o esvaziamento completo e reduz o volume de urina residual. Este mecanismo integrado explica por que o extrato é eficaz tanto sobre os sintomas irritativos quanto sobre os obstrutivos da HPB, com resultados mensuráveis em estudos clínicos controlados.
Para Que Serve o Pygeum Africanum
Tratamento da HPB e Sintomas Urinários
O principal uso do Pygeum africanum é no tratamento dos sintomas da hiperplasia prostática benigna. O extrato da casca ajuda a reduzir a inflamação da próstata, a melhorar o fluxo urinário e a diminuir a frequência da micção, especialmente durante a noite. A hiperplasia prostática benigna é caracterizada pelo aumento não canceroso da próstata, que comprime a uretra e dificulta a micção, afetando a maioria dos homens à medida que envelhecem.
Saúde Sexual e Prostatite
Além da HPB, o Pygeum é também utilizado para melhorar a saúde sexual masculina, aumentando a qualidade do sémen e contribuindo para a função erétil. As suas propriedades anti-inflamatórias tornam-no útil no tratamento de outras condições inflamatórias, como a prostatite, aliviando a dor durante a ejaculação, uma queixa comum nessa condição. O Pygeum africanum atua ainda na bexiga, melhorando a sua elasticidade e reduzindo o risco de infeções do trato urinário causadas pela retenção de urina.
Pygeum Africanum e a Saúde da Próstata
Inibição da DHT e Redução da Inflamação
A saúde da próstata é uma preocupação para muitos homens, e o Pygeum africanum oferece uma abordagem natural para a sua manutenção. O extrato atua de várias formas: inibe a ação da 5-alfa-redutase, que converte a testosterona em di-hidrotestosterona (DHT), uma hormona que contribui para o crescimento da próstata; e possui uma forte ação anti-inflamatória, reduzindo a produção de prostaglandinas no tecido prostático, o que ajuda a diminuir o inchaço e a dor.
Melhoria da Função Urinária e Elasticidade da Bexiga
O Pygeum africanum melhora também a elasticidade da bexiga e a função urinária, aliviando a pressão sobre a uretra. Ao tratar simultaneamente a inflamação prostática e a disfunção vesical, proporciona um alívio abrangente dos sintomas do trato urinário inferior, que inclui a diminuição da frequência urinária, a redução da urgência e a melhoria do esvaziamento da bexiga, com reflexos positivos na qualidade de vida dos pacientes.
Benefícios do Pygeum Africanum para a Hiperplasia Prostática Benigna (HPB)
Evidências Clínicas e Qualidade de Vida
Estudos clínicos mostraram que homens que tomaram extrato de Pygeum relataram uma melhoria significativa na qualidade de vida, com redução da frequência urinária, da urgência em urinar e da noctúria. O Pygeum ajuda a aumentar o fluxo urinário e a reduzir o volume de urina residual na bexiga, prevenindo infeções do trato urinário. Estes benefícios foram documentados em ensaios clínicos randomizados e em revisões sistemáticas de ampla abrangência.
Dados Quantitativos dos Estudos
Os estudos confirmaram que o Pygeum pode reduzir a noctúria em 19%, o volume de urina residual em 24% e aumentar o fluxo urinário máximo em 23% em comparação com o placebo. Uma meta-análise publicada na Cochrane Database, que incluiu 18 ensaios clínicos randomizados com mais de 1.500 homens, concluiu que os homens que tomaram Pygeum tiveram mais do dobro da probabilidade de relatar uma melhoria geral dos sintomas, com boa tolerabilidade e efeitos colaterais comparáveis aos do placebo.
Estudos Clínicos e Evidências
Meta-análises e Ensaios Randomizados
A eficácia do Pygeum africanum no tratamento da HPB é apoiada por uma vasta gama de estudos clínicos. A meta-análise da Cochrane Database of Systematic Reviews, que reuniu 18 ensaios clínicos randomizados com mais de 1.500 participantes, é a referência mais citada na área. O estudo demonstrou que o extrato de Pygeum proporciona uma melhoria significativa nos sintomas urinários e nas medidas de fluxo em comparação com o placebo, com boa tolerabilidade e efeitos colaterais leves.
Confirmação por Estudos Independentes
Outros estudos independentes confirmaram estes resultados, demonstrando reduções mensuráveis na noctúria, no volume de urina residual e na frequência miccional, além de um aumento do fluxo urinário máximo. A consistência dos resultados entre diferentes ensaios, conduzidos em distintos contextos geográficos e populações, reforça a solidez das evidências que apoiam o uso clínico do Pygeum africanum para a HPB.
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Propriedades Anti-inflamatórias do Pygeum Africanum
Inibição de Prostaglandinas e Leucotrienos
A inflamação crónica é um fator chave no desenvolvimento e na progressão da HPB e de outras doenças da próstata. O Pygeum africanum possui potentes propriedades anti-inflamatórias, devidas em grande parte aos seus fitoesteróis e triterpenos. Estes compostos inibem a produção de mediadores inflamatórios como as prostaglandinas e os leucotrienos no tecido prostático, contribuindo para a redução da inflamação de forma sistémica e localizada.
Benefícios para a Dor e o Bem-Estar Urinário
Ao reduzir a inflamação, o Pygeum ajuda a aliviar a dor, o inchaço e o desconforto associados à HPB e à prostatite, contribuindo para uma melhoria geral da saúde urinária e da qualidade de vida. Esta ação anti-inflamatória também é relevante para a bexiga, onde a inflamação pode causar dor e urgência urinária, e pode ter aplicações potenciais noutras condições inflamatórias do trato urinário inferior.
Pygeum Africanum e a Saúde da Bexiga
Elasticidade Vesical e Esvaziamento Completo
A saúde da bexiga é crucial para o bem-estar geral, e o Pygeum africanum pode desempenhar um papel importante na sua manutenção. A HPB não afeta apenas a próstata, mas também a bexiga, que tem de trabalhar mais para expelir a urina através de uma uretra comprimida. Com o tempo, isto pode levar a um enfraquecimento do músculo da bexiga e a uma perda de elasticidade. O Pygeum africanum ajuda a melhorar a elasticidade da bexiga, permitindo que ela se esvazie de forma mais completa.
Prevenção de Infeções e Alívio do Desconforto Pélvico
O esvaziamento mais eficaz da bexiga não só alivia a sensação de esvaziamento incompleto, como também reduz o risco de infeções do trato urinário, que podem ocorrer quando a urina fica retida. Além disso, ao reduzir a inflamação na região pélvica, o Pygeum pode ajudar a aliviar a dor e o desconforto na bexiga associados à prostatite e a outras condições inflamatórias, trazendo uma melhoria significativa no conforto quotidiano dos pacientes.
Pygeum Africanum e a Função Sexual Masculina
Qualidade do Sémen e Fertilidade
Para além dos seus benefícios para a próstata, o Pygeum africanum pode também melhorar a função sexual masculina. A saúde da próstata está intimamente ligada à função sexual, e ao tratar a HPB, o Pygeum pode indiretamente melhorar a função erétil e a libido. Alguns estudos sugerem que o Pygeum pode aumentar a produção de secreções prostáticas, melhorando a qualidade e o volume do sémen, o que pode ser benéfico para a fertilidade masculina.
Alívio da Dor na Ejaculação
A ação anti-inflamatória do Pygeum pode também ajudar a aliviar a dor durante a ejaculação, uma queixa comum em homens com prostatite crónica. Este benefício, embora secundário no contexto dos ensaios clínicos sobre a HPB, representa um ganho relevante para a qualidade de vida dos pacientes e pode ser um fator determinante na adesão ao tratamento. O uso contínuo e orientado por um profissional de saúde é essencial para maximizar estes resultados.
Pygeum Africanum e o Câncer da Próstata
Estudos In Vitro e Potencial Antiproliferativo
Embora o Pygeum africanum seja mais conhecido pelo seu uso na HPB, alguns estudos preliminares sugerem que pode ter potencial na prevenção e no tratamento do câncer da próstata. Estudos in vitro mostraram que o extrato de Pygeum pode inibir o crescimento de células de câncer da próstata e induzir a apoptose (morte celular programada). Os compostos ativos como os fitoesteróis e os triterpenos parecem ser os responsáveis por estes efeitos.
Limitações da Pesquisa e Necessidade de Supervisão Médica
É importante notar que a pesquisa nesta área ainda está numa fase inicial, e são necessários mais estudos em humanos para confirmar estes resultados. O Pygeum africanum não deve ser usado como tratamento para o câncer da próstata, mas pode ser um complemento útil a outras terapias, sempre sob supervisão médica. A confusão entre os sintomas da HPB e do câncer da próstata torna o acompanhamento médico indispensável antes de iniciar qualquer suplementação.
Pygeum Africanum e a Queda de Cabelo
Inibição da DHT e Alopecia Androgenética
A queda de cabelo de padrão masculino, ou alopecia androgenética, está ligada à ação da di-hidrotestosterona (DHT) nos folículos capilares. A mesma enzima 5-alfa-redutase que contribui para o crescimento da próstata converte a testosterona em DHT no couro cabeludo. Como o Pygeum africanum inibe a 5-alfa-redutase, teoricamente poderia ajudar a reduzir a queda de cabelo. Alguns suplementos para a queda de cabelo incluem o Pygeum na sua fórmula, frequentemente em combinação com o Saw Palmetto.
Limitações das Evidências Disponíveis
No entanto, a evidência científica que apoia o uso do Pygeum para a queda de cabelo é limitada, e são necessários mais estudos para comprovar a sua eficácia neste contexto. Os ensaios clínicos existentes focaram-se essencialmente na HPB e não na alopecia. Quem considere usar o Pygeum para este fim deve ter expectativas realistas e consultar um dermatologista, que poderá indicar tratamentos com evidências mais robustas para a perda capilar androgenética.
Pygeum Africanum para Mulheres
Cistite Intersticial e Incontinência Urinária
Embora o Pygeum africanum seja predominantemente associado à saúde masculina, alguns dos seus benefícios podem ser aplicáveis também às mulheres. As suas propriedades anti-inflamatórias podem ser úteis no tratamento de condições inflamatórias do trato urinário, como a cistite intersticial. Além disso, a sua capacidade de melhorar a função da bexiga pode ser benéfica para mulheres com problemas de incontinência urinária, embora a pesquisa neste grupo seja muito limitada.
Grupos de Risco e Recomendação de Consulta Médica
A segurança e a eficácia do Pygeum em mulheres não estão bem estabelecidas, e mulheres grávidas ou a amamentar devem evitar o seu uso por falta de dados de segurança. Qualquer mulher que considere tomar Pygeum deve primeiro consultar o seu médico, que poderá avaliar o risco-benefício individualmente e identificar alternativas com melhor perfil de evidência para as condições específicas em causa.
Como Tomar o Pygeum Africanum
Formas de Apresentação e Dose Recomendada
O Pygeum africanum está disponível sob a forma de suplemento, geralmente em cápsulas ou comprimidos. A dose recomendada varia, mas a maioria dos estudos clínicos utilizou doses entre 75 e 200 mg de extrato por dia, divididas em uma ou duas tomas. É importante escolher um extrato padronizado, que garanta uma concentração consistente de compostos ativos. O Pygeum pode ser tomado com ou sem alimentos.
Duração do Tratamento e Acompanhamento Médico
Os efeitos do Pygeum africanum não são imediatos: a maioria dos estudos mostra que são necessárias várias semanas de uso contínuo para se observar uma melhoria significativa dos sintomas, sendo os benefícios geralmente notados após 6 a 8 semanas de tratamento. Como com qualquer suplemento, é aconselhável consultar um profissional de saúde antes de iniciar o tratamento, para determinar a dose adequada e garantir que não há contraindicações ou interações relevantes.
Como Escolher um Bom Suplemento de Pygeum Africanum
Padronização, Dosagem e Reputação da Marca
Com tantos suplementos disponíveis no mercado, é importante saber escolher. Dê preferência a extratos padronizados para conter uma percentagem definida de compostos ativos, como fitoesteróis (geralmente 13%) e n-docosanol, o que garante uma dose consistente e eficaz. Verifique se a dosagem do suplemento está dentro da faixa de 75 a 200 mg por dia utilizada nos estudos clínicos, e opte por marcas transparentes sobre os seus processos de fabrico que realizem testes de qualidade e pureza dos seus produtos.
Leitura de Rótulos e Avaliações de Outros Utilizadores
Leia os rótulos com atenção para se certificar de que o suplemento não contém aditivos, enchimentos ou alergénios indesejados. Consultar avaliações de outros utilizadores pode dar uma ideia da eficácia e da tolerabilidade do produto. No entanto, as avaliações não substituem a orientação de um profissional de saúde, especialmente porque os sintomas da HPB e do câncer da próstata podem ser semelhantes e requerem diagnóstico diferencial adequado.
Efeitos Colaterais e Contraindicações
Tolerabilidade e Efeitos Gastrointestinais
O Pygeum africanum é geralmente bem tolerado, e os efeitos colaterais são raros e leves. Os mais comuns são distúrbios gastrointestinais, como náuseas, dor de estômago e diarreia, que tendem a ceder com a continuação do uso ou com a tomada do suplemento às refeições. A boa tolerabilidade do extrato foi confirmada em estudos clínicos, onde os efeitos adversos foram comparáveis aos do grupo placebo.
Contraindicações e Grupos Vulneráveis
Não há contraindicações absolutas conhecidas, mas mulheres grávidas ou a amamentar e crianças devem evitar o seu uso por falta de estudos de segurança nestes grupos. Pessoas com alergia conhecida à família Rosaceae devem também ter precaução, dado o risco de reação cruzada. É sempre recomendável informar o médico sobre todos os suplementos que está a tomar, para evitar possíveis interações medicamentosas, especialmente com anticoagulantes ou outros medicamentos para a próstata.
Sustentabilidade e Conservação
Ameaça à Espécie e Listagem na CITES
A crescente popularidade do Pygeum africanum como remédio para a HPB levou a uma procura global que ameaça a sobrevivência da espécie. A colheita da casca, se não for feita de forma sustentável, pode matar a árvore. Em muitas regiões, a exploração excessiva e ilegal resultou numa diminuição drástica das populações de Pygeum. Em resposta a esta crise, a espécie foi listada no Apêndice II da CITES, o que significa que o seu comércio é controlado para evitar uma utilização incompatível com a sua sobrevivência.
Cultivo Sustentável e Alternativas Sintéticas
Atualmente, estão em curso esforços para promover a colheita sustentável, o cultivo em plantações e o desenvolvimento de alternativas sintéticas para os seus compostos ativos, de modo a proteger esta valiosa planta medicinal. A valorização do Pygeum africanum como recurso da biodiversidade africana e a aposta no seu cultivo controlado permitem conciliar o acesso a um fitoterápico eficaz com a preservação da espécie para as gerações futuras.
Perguntas Frequentes sobre o Pygeum Africanum
O Que É Pygeum africanum?
O Pygeum africanum é uma árvore nativa de África, cuja casca é utilizada para produzir um extrato medicinal rico em compostos bioativos como fitoesteróis, triterpenos e ésteres ferúlicos. Estes compostos conferem ao extrato propriedades anti-inflamatórias e hormonais, sendo tradicionalmente usado para tratar problemas do trato urinário e, mais recentemente, validado pela ciência para a hiperplasia prostática benigna.
Para Que Serve o Pygeum?
O Pygeum é utilizado principalmente para aliviar os sintomas da hiperplasia prostática benigna, como a dificuldade em urinar, a noctúria e a urgência urinária. Também pode ser usado para melhorar a saúde sexual masculina, contribuir para a qualidade do sémen e tratar a prostatite crónica, sempre como complemento a uma avaliação médica adequada.
Pygeum africanum Aumenta a Testosterona?
Não há evidências de que o Pygeum africanum aumente os níveis de testosterona. A sua ação hormonal está relacionada com a inibição da conversão de testosterona em DHT pela enzima 5-alfa-redutase, reduzindo assim o estímulo para o crescimento prostático sem alterar os níveis totais de testosterona circulante.
Quanto Tempo Demora o Pygeum a Fazer Efeito?
Os efeitos do Pygeum africanum não são imediatos. A maioria dos estudos mostra que são necessárias várias semanas de uso contínuo para se observar uma melhoria significativa dos sintomas. Geralmente, os benefícios são notados após 6 a 8 semanas de tratamento, sendo importante manter a regularidade na toma e comunicar ao médico a evolução dos sintomas.
Pygeum africanum Tem Interações Medicamentosas?
Não são conhecidas interações medicamentosas graves com o Pygeum africanum. No entanto, é sempre prudente informar o médico sobre o uso deste suplemento, especialmente se estiver a tomar outros medicamentos para a próstata, anticoagulantes ou tratamentos hormonais, de modo a evitar potenciais interações farmacodinâmicas.
O Pygeum africanum Cura a HPB?
O Pygeum africanum não cura a HPB, mas ajuda a controlar os seus sintomas. A HPB é uma condição crónica, e o tratamento com Pygeum pode ser necessário a longo prazo para manter os benefícios. A supervisão médica é indispensável para monitorizar a evolução da condição e ajustar a abordagem terapêutica conforme necessário.
Qual a Diferença entre Pygeum africanum e Saw Palmetto?
Tanto o Pygeum africanum como o Saw Palmetto são fitoterápicos usados para a HPB, e ambos atuam de forma semelhante, inibindo a 5-alfa-redutase e possuindo propriedades anti-inflamatórias. Os seus perfis fitoquímicos são distintos, e alguns estudos sugerem que a combinação dos dois pode ser mais eficaz do que o uso isolado de cada um, embora seja necessária orientação profissional para a combinação.
Onde Posso Comprar Pygeum africanum?
O Pygeum africanum pode ser encontrado em lojas de produtos naturais, farmácias e online, sob a forma de suplemento. É importante escolher um produto de uma marca conceituada, com extrato padronizado e testes de qualidade e pureza comprovados, e adquirir sempre em canais de distribuição regulamentados para garantir a autenticidade e a segurança do produto.
Referências e Estudos Científicos
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